Worries
“O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons.”
Martin Luther King
“O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons.”
Martin Luther King
O que mais me impressiona no Burt Bacharach é forma que ele sente sua obra (enquanto trabalha) como se fosse uma criança aproveitando um brinquedo novo na noite de Natal.
A partir do minuto 3:10 repare bem na expressão do véio.
Ele interpreta e toca essa música há 49 e nove anos (e contando).
Haja paixão.
Quando crescer quero ser assim.
Home is where I want to be
Pick me up and turn me round
I feel numb - born with a weak heart
I guess I must be having fun
The less we say about it the better
Make it up as we go along
Feet on the ground
Head in the sky
It’s ok I know nothing’s wrong . . nothing
Hi yo I got plenty of time
Hi yo you got light in your eyes
And you’re standing here beside me
I love the passing of time
Never for money
Always for love
Cover up and say goodnight . . . say goodnight
Home - is where I want to be
But I guess I’m already there
I come home - she lifted up her wings
Guess that this must be the place
I can’t tell one from another
Did I find you, or you find me?
There was a time Before we were born
If someone asks, this where I’ll be . . . where I’ll be
Hi yo We drift in and out
Hi yo sing into my mouth
I love all those kinds of people
You got a face with a view
I’m just an animal looking for a home
Share the same space for a minute or two
And you love me till my heart stops
Love me till I’m dead
Eyes that light up, eyes look through you
Cover up the blank spots
Não estava em sintonia com o planeta na data de hoje quem não leu sobre o esporro que o vocalista da banda Charlie Brown Jr. deu no baixista e ex-atual-ex-atual Champignon. ( Assista: Chorão esculachando o Champignon)
O teor e o comportamento de ambos não é de minha conta e acredito que de mais ninguém. Dinheiro, fama, “quem roubou quem” não são novidades em pautas midiáticas. Tem rolado isso com o jogador do Santos, Ph Ganso, que parecia estar inserido num roteirinho de game para celular. Joga moedinha, faz pontinho da mesma forma que passarinhos são jogados aos porcos - gastando o tempo da platéia carniceira em assuntos irrelevantes para a maior parte de nós.
Ganso foi malhado pela torcida por “querer ganhar mais?”, “ter reclamado?”, “ter aberto a boca por se sentir desvalorizado” - o que parece completamente bizarro se olharmos apenas como frases e atitudes isoladas. Só que vamos combinar: quem não faz isso no meio corporativo?
Os críticos ferrenhos são verdadeiros cegos para suas próprias atitudes. Um problema do cara e da empresa em que ele trabalha, que precisa ser resolvido não sem, mas com menos holofotes. Mesmo caso da banda Charlie Brown Jr, que levou (literalmente) para o palco dilemas, em maior ou menor escala, vividos por famílias, empresas ou associações. Há milhares de anos o dinheiro vem gerando essas mágoas e as pessoas ficam chocadas tratando isso como novidade - o apelido vale no sentido figurado: todo mundo é pato.
Chorão e Champignon abrindo os fatos
As tretas entre bandas de rock não são o que podemos chamar de inovação. Isso acontece historicamente, há muito tempo e com uma aura cult que nos faz chorar pelas bandas que se espalham em gramas verdinhas como cogumelos.
“Acabou”. - o problema foi o dinheiro.
Ou a fofoqueira da Yoko Ono.
A culpa é de sempre alguém (a humanidade nasceu para achar culpados).
E quando não é da Yoko Ono, tenha certeza que vai sobrar apenas para um: para o líder da banda.
…comigo mesma pra saber o que eu faço com esse blog. Com esse espaço. Passei um ano sem escrever aqui, sem a mínima vontade de expor o que eu ando pensando, sentindo ou encontrando.
Mas a vontade volta. O tempo não.
Meu escasso tempo, é focado na Mkt Virtual (meu amor profissional), nos meus amores pessoais e no Juicy Santos. É lá e também no Mochila Binária que tenho desovado o movimento dos meus dedos no teclado.
Esse blog existe desde 2007. Começou uma coisa, virou outra e agora quero que vire uma coisa completamente diferente. Já se passaram cinco anos. Eu tinha 25. Estava mais perto dos 20 do que dos 30, e sim, isso representa uma mudança tremenda.
Conversando com um cara que admiro bastante outro dia ele me disse “o tempo é um trator”. E depois de qualquer dia que não tenha sido completamente colorido eu me lembro disso. Lembro que o tempo é um trator bruto e que nem todos os dias serão coloridos como um display da MAC.
Fazer 30 anos não foi somente uma virada de década para mim. Fazer 30 anos materializou tudo que eu não queria que acontecesse quando eu tinha meus parcos 16. Mesmo imatura eu já sabia que quando a gente atinge uma determinada idade a gente vai ser jogado aos leões.
Meus leões vieram em dupla e foram um pouco selvagens demais - e olha que sempre gostei demais de felinos.
O clichê “a vida segue” é o que tenho mentalizado. A vida vai seguir, quer eu queira, quer eu não. O melhor exercício é entender e acelerar o que vem pela frente.
Lembro que em 2010 meu gatinho de apenas 3 anos morreu de um dia para o outro, sem qualquer grande explicação. Apenas começou a respirar estranho e em menos de 24 horas depois ele não estava mais aqui.
Ninguém entendeu bem o que eu fiz esse dia, mas liguei aos prantos para uma gateira que resgata gatos de rua e disse: “Separe um pretinho adulto que eu vou trazer para casa - o meu gatinho morreu hoje”. Mal recuperada de uma perda, trouxe outro felino para ocupar uma vaga que tinha acabado de esvaziar.
Nem sempre é tão fácil, mas é o que venho tentando fazer.
A gente vive pra preencher os vazios - os nossos e os dos outros. Aliás arrisco a dizer que é uma das grandes metas de nossas vidas.
Preencher os vazios, resgatar pequenos felinos e domar os leões.
Talvez seja a hora desse blog.
Material produzido para o concurso cultural Sou de Santos.
Qual a chance de voltar para lá e encontrar esse céu azul de novo? Hoje é o aniversário dessa foto: em 11 de outubro de 2010, eu estava nessa condição. Canto parabéns para ela na ânsia de repetí-la o quanto antes.

Foto em Paris - 2010
Sim, esse é um post pedante, mas foda-se. É verdadeiro.
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