Pessoas que falam coisas muito mais inteligentes do que eu… II
“Não tenhamos pressa, mas não percamos tempo.”
José Saramago
“Não tenhamos pressa, mas não percamos tempo.”
José Saramago
“Metade da humanidade passa fome e metade faz regime. Resumindo, a humanidade inteira passa fome”.
Paulo M. Cerqueira

Sala de reunião da Mkt Virtual.
É impressionante como cada dia que passa as coisas ficam mais corridas aqui.
Não sei o que acontece com o meu tempo. A cada dia que passa 24h parecem mais ralas.
Semana de mudanças e novidades por aqui, isso é bom.
Promoções e oportunidades são as melhores coisas que um empreendedor pode fazer.
Fui, tenho que trabalhar.
Uadarél?
Li isso no jogo americano do McDonalds. E me bateu a curiosidade de saber quantas vezes a palavra SESQUIPEDALOFOBIA é encontrada no Google.
Eu fico bem irritada comigo mesma quando me pego falando “tipo” no MSN para as pessoas. Tipo é uma palavra que eu não gosto. Conheci duas figuras da mesma empresa em 2001 (um cliente que atendi durante um tempinho), e praticamente todas as mulheres da empresa falavam “tipassim”.
Não entendeu? Vamos lá.
T-I-P-A-S-S-I-M.
Na realidade elas queriam dizer TIPO ASSIM.
Isso mesmo, tipo assim. Uma fusão criativa entre as duas palavras que cada vez me doía ao ouvir ao telefone, aquele tipassim agudo, em mono, algumas vezes cheio de sentido, outras vezes acompanhado do meu nome, algo como:
“Então Ludmilla, tipassim, eu quero algo com letras serifadas…”.
Eu tenho medo de falar tipo, e eve evoluir para tipassim.
Como um tumor maligno na língua portuguesa. Medo.
Seje também me dói muito, mas são tantas as pessoas no mundo que falam seje que ás vezes me pergunto que é o certo e quem é o errado. Digite “seje feliz” no Google e descubra quantos sites contém essa pérola, ou clique aqui.
Era uma vez um grande violinista chamado Paganini. Alguns diziam que ele era muito estranho. Outros, que era sobrenatural. As notas mágicas que saíam de seu violino tinham um som diferente, por isso ninguém queria perder a oportunidade de ver seu espetáculo.
Numa certa noite, o palco de um auditório repleto de admiradores estava preparado para recebê-lo. A orquestra entrou e foi aplaudida. O maestro foi ovacionado. Mas quando a figura de Paganini surgiu, triunfante, o público delirou. Paganini coloca seu violino no ombro e o que se assiste a seguir é indescritível. Breves e semibreves, fusas e semifusas, colcheias e semicolcheias parecem ter asas e voar com o toque daqueles dedos encantados.
De repente, um som estranho interrompe o devaneio da platéia. Uma das cordas do violino de Paganini arrebenta. O maestro parou. A orquestra parou. O público parou.
Mas Paganini não parou.
Olhando para sua partitura, ele continua a tirar sons deliciosos de um violino com problemas. O maestro e a orquestra, empolgados, voltam a tocar. Mal o público se acalmou quando, de repente, um outro som perturbador derruba a atenção dos assistentes. Uma outra corda do violino de Paganini se rompe. O maestro parou de novo. A orquestra parou de novo.
Paganini não parou.
Como se nada tivesse acontecido, ele esqueceu as dificuldades e avançou, tirando sons do impossível. O maestro e a orquestra, impressionados voltam a tocar. Mas o público não poderia imaginar o que iria acontecer a seguir. Todas as pessoas, pasmas, gritaram OOHHH! Que ecoou pela abobadilhada daquele auditório. Uma terceira corda do violino de Paganini se quebra. O maestro pára. A orquestra pára. A respiração do público pára.
Mas Paganini não pára.
Como se fosse um contorcionista musical, ele tira todos os sons da única corda que sobrara daquele violino destruído. Nenhuma nota foi esquecida. O maestro empolgado se anima. A orquestra se motiva. O público parte do silêncio para a euforia, da inércia para o delírio.
Paganini atinge a glória.
Seu nome corre através do tempo.
Ele não é apenas um violinista genial.
É o símbolo do profissional que continua diante do impossível.
—-
Moral da história:
É muito fácil e cômodo justificar com a falta de cordas, difícil é continuar tocando.
E eu prefiro continuar tocando…
—
PS.: Não lembro de que site retirei esse texto.
Fiz essa ilustra hoje para um trabalho. Gostei bastante, ficou com uma cara totalmente de velha, antiga, surrada.
Trabalhei com Photoshop, um impressão na laser, caneta, scanner, Photoshop de novo. Vou usar num layout que estou fazendo.

Tenho algumas versões da mesma música:
Herman’s_Hermits_-_There’s_A_Kind_Of_Hush.mp3
The best of Carpenters - There’s a kind off rush.mp3
——–
Minha dúvida é. Hush faz todo o sentido na música, e o pior que Rush também faz, mas bem menos que Hush. O problema é que no próprio CD do Carpenters está Rush, ou seja, não é um CDzinho de fundo de quintal, é originalíssimo!
No Vagalume diz que mesmo a do Carpenters é Hush.
The Carpenters - There’s A Kind Of Hush
There’s a kind of hush
All over the world tonight
All over the world
You can hear the sound of lovers in love
You know what I mean
Just the two of us
And nobody else in sight
There’s nobody else and
I’m feelin good Just holding you tight (**)
So listen very carefully
Get closer now and you will see what I mean
It isn’t a dream
The only sound that you will hear
Is when I whisper in your ear I love you
Forever and ever
There’s a kind of hush
All over the world tonight
All over the world
People just like us are fallin’ love
E eu descobri que eu gosto muito mais de Carpenters do que eu imaginava. Não tem uma música ruim nos CDs deles, mesmo que você procure.
Superstar é muito muito muito boa.
Preciso trabalhar, fui.
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