Ain´t no mountain high enough

27 November, 2008

Conta corrente para ajudar Santa Catarina!

Filed under: Coisas legais, Diarinho — Tags: , , — Ludmilla Rossi @ 2:05 pm

Recebi isso hoje de um cliente, e é a conta para contribuir com a tragédia de Santa Catarina. Muito mais fácil contribuir assim.

Eu já fiz a doação, e é uma conta de verdade sim. Funciona! Não é uma tentativa de estelionato, como tantas que existem por aí.

Quem puder doar uma grana…

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Olá amigos…

Parece que tentar enviar qualquer coisa para o pessoal de Sta Catarina está praticamente impossível pela condição das estradas…como a coisa foi terrível por lá muitas pessoas estão buscando formas de ajudar…Ao assistir uma matéria na TV globo fui informado que a melhor forma de ajuda é um depósito na conta da defesa civil para que possam comprar na propria região água e mantimentos…quem puder colaborar segue abaixo o número

BANCO DO BRASIL
AGÊNCIA:3582-3
CONTA 80.000-7

Bradesco
Agência: 0348-4
Conta corrente: 160.000-1

Caixa Econômica Federal
Agência: 1277
Operação 006
Conta corrente: 80.000-8

26 November, 2008

Pensando no silêncio

Filed under: Diarinho — Tags: , , , — Ludmilla Rossi @ 1:33 am

Comprei um Amarula sábado. Faltou aqui em casa. Sempre teve, mas dessa vez acabou e ninguém trouxe outro. Sempre foi assim, as garrafas apareciam sem explicação. Ficavam muito tempo fechadas até que alguém as abria, em aniversários, natais, reveillons ou alguma data que nos reuníamos.

Elas pararam de aparecer, e não foi de propósito. Não teve motivo especial. Tudo foi como sempre foi, mas as garrafas foram deixadas de lado, e assim como surgiam sem explicação, a última se foi e não reapareceu. Elas duravam muito, o suficiente para serem degustadas por várias pessoas, em várias datas. Acho que ninguém lembrou que acabou. Só eu.

Lembro de uma tarde em 99. Eu tinha prova no colegial. E tomei uma quantidade relativa de Amarula antes de ir para o colégio. Lembro de eu rindo sozinha no silêncio da classe concentrada em fazer uma prova idiota e inútil de multipla escolha (o absurdo limitante pré-vestibular). Eu ria e o fiscal, claro, achou que eu tava colando. Mal sabia ele que era embriaguez de serotonina, pq de Amarula não era. Saí da prova e conferi o resultado. Foi 8,5.

Depois desse dia aprendi a tomar Amarula em dias de festa, e não de provas. Aí, há uns meses fui tomar e não tinha. Sempre que eu lembrava de comprar não tinha nada perto, e raramente eu lembrava. So sábado eu comprei, e só abri hoje, 2h da manhã de uma terça-feira.

Fiquei bebericando e apreciando o paradoxo do silêncio. Amarula não combina com ele. E sentir o gosto de Amarula sentindo tristeza também, não ornou nem um pouco. Pensei alto, e em silêncio.

Preciso MUITO achar essa versão dessa música.

Keep this post private - será?

24 November, 2008

Just wake up…

Filed under: Diarinho — Ludmilla Rossi @ 11:10 pm

Essa sensação me acompanha esporadicamente. Ou eu tenho um sonho incrível (tipo viagens, compras megalomaníacas, passeios extravagantes, bons momentos etc etc), ou eu tenho um pesadelo péssimo e redudantemente terrível (alguém morrendo, conta no vermelho, machucados, lugares desconhecidos): e em ambos os casos eu acordo com aquela sensação: Nem ligo, era só sonho mesmo.

Pois é, só que os últimos dias eu penso num mesmo assunto e acordo com esse pensamento. E não era um sonho. Um sonho terrível virou realidade e não vou acordar mais dele. Pode ser drama, pode ser o que for. Mas eu sou uma idiota mimada nesse sentido que até ano passado não tinha vivido isso, e preferia, sinceramente ter adiado um pouco esse duro aprendizado que a vida manda por Sedex sem aviso prévio.

Ok, com o Carlitos eu recebi uns telegramas antes. Um calombo aqui, uma cirurgia ali, uma quimioterapia ali. Mas com a minha vó não.

O mais bizarro de tudo isso é estar vivendo sempre em paradoxos, em contrapontos e em extremos. Ao mesmo tempo, dessa tristeza pessoal, a Mkt Virtual vive um momento, talvez inédito. Mais um Peixe Grande, Ouro no prêmio ABAnet, Prata no prêmio da Associação Brasileira de Propaganda, livro da Taschen Flashfolios com 4 projetos nossos (surpresa total!) e outras coisas que não são nada estratégicas colocar aqui, mas que são notícias sensacionais…

Nem sempre tudo pode ser perfeito né? Quando me sinto triste, lembro do blog Para Francisco (http://www.parafrancisco.blogspot.com/). Conheci a Cristina Guerra por causa do blog de roupas dela, e pensei: “Meu, essa menina é super bonita e estilosa, o filho dela é fofo e ela trabalha numa agência bacana, enfim, ela é o máximo”. Inocentemente eu não sabia a história de vida dela, e fiquei em choque, e muito tempo lendo o blog. Depois que entendi tudo, vi o quanto existem pessoas que se superam e conseguem ainda fazer algo produtivo, contar uma história, ser referência. PQP.

Coincidentemente em agosto fui para o Rio de Janeiro atender um cliente. Quando estávamos fazendo o check-in em São Paulo, Congonhas, estava lá ela na fila da Gol também. Morri de vontade de falar com ela, olhei umas 10 vezes pra ela, como se ela fosse conhecida (ela deve ter achado bizarro), mas não falei nada. Daria parabéns? Daria uma de blogueirinha teen miguxa? Preferi ficar em silêncio e pensar, que, o bom gosto, guarda-roupa e estilo dela eram amazing e irritocáveis, mas que nada disso era relevante ou significativo perto do que ela fez ao dividir a história dela, e principalmente, de fazer isso de forma aberta, transparente, pensando em seu filho, mas ajudando pais, mães, netos, irmãos e pessoas que se perderam ou foram perdidas.

14 November, 2008

Isaura: uma vida para fazer o bem

Filed under: Diarinho — Ludmilla Rossi @ 8:42 pm

Em 2003...

...

Isaura da Cruz era uma dessas pessoas que respiravam para aliviar a dor dos outros. Seu maior combustível era enxergar alegria no olhar do próximo. Aos 72 anos, a dona-de-casa atuava como voluntária no Lar-Fraterno, em Cubatão, mas também fazia caridade por conta própria. Doava mantimentos, agasalhos, palavras de alívio, mas, principalmente doava esperança para aqueles que não tinham mais ânimo.

Teve três filhas e um filho de coração, que adotou e amou até o fim. A alma iluminada não queria saber de sossego. Só descansou quando chegou o momento. E ela sabia o que estava por vir.

Na tarde do último dia 7 (novembro, 2008), a mulher que sempre disse que não queria dar trabalho nara ninguém, mas que sempre trabalhou em prol dos outros, tomou seu banho, deitou-se para repousar e acordou para a eternidade.

Expresso Popular, 14-11-2008

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Saiu isso no jornal hoje. Não sei quem foi, não foi ninguém da minha família.
Esse texto não fala nem metade do que minha vó era, mas de qualquer jeito, ajuda a entender melhor as coisas.

Se foi vc, valeu.

9 November, 2008

Boa memória, boas memórias.

Filed under: Diarinho — Tags: , , , — Ludmilla Rossi @ 6:16 pm

Uma das minhas maiores qualidades é ter uma ótima memória. Lembro de coisas desde os meus 3 anos de idade. Sei perfeitamente reproduzir falas, fatos e coisas que aconteceram que pouca gente lembra. Não é nada fora do normal, mas é o suficiente para ser bastante útil para mim.

Em 2007 eu e minha avó fizemos uma viagem de navio. Só nós duas, uma semana, num navio, com paradas em Montevideo, Punta Del Este e Buenos Aires. Ontem eu vi como fui privilegiada de passar uma semana com a minha vó. Foram várias coisas engraçadas, e eu disse para ela que ela é uma ótima companheira de viagem. Só faltou levá-la á Europa, mas acho que ela ia ficar chocada com a quantidade de dinheiro que eu ia gastar.

Vou deixar para escrever um texto mais profundo depois. Agora, vou colocar umas imagens legendadas com frases minhas, ou da minha avó para deixar registrado. Quem a conheceu, vai dar risada. Quem não a conheceu, lamento por você.

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