O preço das coisas
Conforme fui descobrindo formas de comprar produtos direto de outros países e outras fontes, comecei a chegar a óbvia conclusão de como os consumidores são roubados no Brasil. Não digo roubados por comerciantes do varejo ou donos das indústrias, mas sim por um sistema de impostos e margens de lucros astronômicas para tornar os mais variados tipos de negócio sustentáveis. Lucro, ao contrário do que muitos pensam, não é um crime. Enriquecer não é crime definitivamente. Ter lucro é vital para qualquer pessoa, física ou jurídica. E muitas empresas, no Brasil precisam aplicar ganhos e margens altíssimas para conseguir que os seus negócios se paguem.
Confesso que tenho uma quedinha por quinquilharias importadas - perfumes, maquiagens, bijoux, eletrônicos & cia. E comparar preços, ou ter a oportunidade de comprar esse tipo de produto, sem sofrer de um abuso tributário ou de margens absurdas, deixa qualquer consumidor extasiado com as possibilidades.
Um amigo estava no DutyFree e me ligou de lá para ver se eu queria alguma coisa. Acabei pedindo dois Carolina Herrera 212 Sexy de 30 ml, e um batom da MAC - o queridinho Hug Me. Toda a compra que ele fez para mim, custou 70 dólares. Não é mixaria, mas vamos às contas.
2 PERFUMES 212 SEXY de 30ml + 1 BATOM MAC = R$ 140

Vejam bem, no Brasil eu levaria um perfume e um batom a menos por R$ 25 a mais.
Estou falando de uma compra supérflua e boba. Quando eu converto isso para algo mais plausível, como um carro, um apartamento ou qualquer tipo de bem em escala maior, como fica? Nosso poder de compra é absolutamente brecado por uma lista enorme de impostos.
Qualquer consumidor se deslumbra quando enxerga seu poder de compra ampliado. Isso é com tudo: bens de maior valor, uma piranha de cabelo que a gente compra, roupas e etc. De quem é a culpa por pagarmos caro pelo que precisamos ou queremos, afinal?








