Ain´t no mountain high enough

14 April, 2010

Snob - Quando não usar este tom!

Filed under: Beleza, Maquiagem, avon — Tags: , , — Ludmilla Rossi @ 11:48 pm

Qualquer um pode qualquer coisa e eu sou super a favor dos testes e da ousadjeenha na maquiagem. Mas vamos concordar que a pessoa abaixo insiste no erro. Ela usou 1 vez e não ficou legal, usou 2 e caíram matando, e ela ainda continua usando o Snob ou algo parecido, deixando todo mundo meio perplexo com a falta de harmonia no conjunto da produção. Já li blogs falando mal do nariz dela (ninguém sabe se é cirurgia ou não), mas sem condenar o nariz da moça - é fato que o batom apaga a boca dela e direciona todo o olhar para o nariz assimétrico.

Não gosto e nem desgosto dela (nothing personal), mas fiz questão de postar isso aqui para anotar como uma referência de “don´t do that”, ou tentar outra combinação para que não fique tão estranho. O Snob é lindo se bem utilizado - com a combinação de cores e pele harmônicas, e ele ganha uma faminha de “batom estranho” por causa de referências assim.

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Danielle Winits ficaria bem melhor com o Batom Rosa Queimado da Avon… pode acreditar!!!

13 April, 2010

Wilson Simonal - Ninguém sabe o duro que dei

Filed under: Diarinho, Letras de Música — Tags: , , — Ludmilla Rossi @ 1:54 am

Eu estava no aeroporto, na Laselva, e um livro me escolheu. Juro que eu entrei pra comprar só uma Vogue pra sossegar a minha tensão por voar dali a uns instantes (Vogue é calmante, acreditem). Peguei a Vogue e esbarrei com uma pilha de livros. Li as primeiras páginas e quis comprar. Perguntei o preço, e deixei no caixa, passei o cartão. Pensei logo depois de digitar a senha, e decidi levar o livro. Comecei a ler no instante seguinte, enquanto o chá de aeroporto rolava solto. Entrei no avião, e continuei devorando o livro. Durante a semana de férias que tive (no começo de fereveiro), o livro disputava minha atenção com a praia. O li várias vezes na piscina e nos intervalos entre os passeios. O livro era “Wilson Simonal - Ninguém sabe o duro que dei”.

Conhecia muito pouco a obra do Simonal. Em 2005 meu pai me gravou um CD com algumas músicas brasileiras antigas, entre elas Wilson Simonal, Originais do Samba, Jorge Ben Jor e companhia. Adorava algumas, principalmente Sá Marina e Nem vem que não tem, cujo os nomes eu mal conhecia e faziam parte do meu casual listening.

Trombei com alguns vídeos do Simonal no YouTube, durante a divulgação do documentário “Ninguém sabe o duro que dei”, que ainda não assisti. Passei a ouvir bastante e a querer assistir o doc. O assunto morreu aí, e foi redescoberto no livro.

Em 2002, quando a saudosa Mythos completou 1 ano de vida, teve um show do Max de Castro. Na ocasião eu não sabia nem quem era, quando falaram que ele era filho do Simonal, continuou na mesma. Apenas 3 anos depois que conheci a obra de Simonal. E agora, 8 anos depois, o livro de Simonal veio me ensinar mais uma história de vida, superação e reflexões que falarei a seguir.

Mas antes, um vídeo histórico, de 1970.


Wilson Simonal e Sarah Vaughan dividem o palco.
Não precisa assistir o vídeo todo, os primeiros minutos já valem.

 

E já que estamos no contexto Dionne Warwick, Wilson Simonal cantando I´ll never fall in love again.
Essa versão é imperdível!!!

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O livro

O livro, ao mesmo tempo que traça a biografia de Simonal, conta a história do cenário musical em uma época que todos os artistas brasileiros contemporâneos eram iniciantes em busca de um lugar ao sol. Fala bastante das épocas dos festivais e do fervor que Wilson Simonal provocava. Conta bastidores de shows e programas de televisão e transporta o leitor para as décadas de 60 e 70. Tv male-male, sem Internet, sem celular, sem MP3. O sucesso se espalhando pela TV, rádio e boca-a-boca. O livro fala bastante de quando e quanto Simonal atingiu o auge, feito bastante raro para um negro, pobre e nascido em condições com poucas perspectivas.

Simonal ascendeu, e seu sucesso subiu a sua cabeça. Um dos trechos mais marcantes do livro para mim é quando ele retrata que Simonal, visando mais lucro, resolve montar sua própria estrutura para organização de shows (uma empresa chamada Simonal Produções), resultando em uma máquina inflada, com pouca competência de gestão, uma grande desorganização financeira, que de forma indireta resultou na bola de neve e na decadência artística e moral de Wilson Simonal. Abre parênteses: já se fala de encargos trabalhistas altíssimos e competência administrativa. Fecha.

A Simonal Produções consumiu algumas conquistas de Simonal. Um de seus ex-funcionários, Viviani, foi um dos pólos de toda a merda, unindo desconfiança com a prepotência de Simonal, que acarretaram em sua fama de dedo-duro. Daí, muita gente já sabe a história.

Uma carreira, um talento, uma família, a moral, a realização plena, o sucesso, as conquistas. Não sobrou nenhuma dessas coisas inteiras para Wilson Simonal. Para se ter uma idéia, Roberto Carlos ainda não era conhecido e Simonal já ocupava o posto do maior cantor do país, e disputava o posto de “negro mais famoso” com o Pelé. O Brasil virou as costas para ele, por conta de boatos que tomaram proporções incontroláveis.

Após ler este livro, tenho a plena certeza que a maior parte das pessoas não fazem idéia de quão destrutiva pode ser uma de suas opiniões transformadas em boatos. Jaguar diz que não se arrepende de ter feito a tirinha em O Pasquim, e sustenta que ele não conseguiria destruir um astro como Simonal. Mas um humor fora de hora em cima de uma atitude fora de contexto por parte de Wilson Simonal foi o epicentro. Um comentário inocente, uma atitude errada podem ser transformar em percepções de terceiros bem graves. Um achismo destruiu a carreira de um artista de proporção nacional. O que pode fazer em menor escala, em uma família, uma escola, no meio corporativo?

Simonal morreu com uma angústia dolorosa e mal resolvida, tentando provar com papéis embaixo do braço (até no hospital), de forma psicótica, que não era um dedo-duro e que não entregava artistas para a ditadura. Óbvio, o livro também não coloca Simonal como santo, é imparcial. Seu ego, prepotência e posicionamentos são questionados mas apresentados de forma imparcial. O que não é colocado de forma imparcial: como julgamentos coletivos em cima de inverdades ou achismos podem afetar a relação de um país inteiro com um artista, que no fundo é uma pessoa, parte de uma família. O país inteiro continuou a viver, consumindo novos artistas e canções. Simonal não morreu nesta época, mas o país o matou psicologiamente sem ao menos ter pedido desculpas. Certamente os artistas que se afastaram de Simonal na época por conta do boato, se questionam hoje como tudo podia ter sido diferente.

O Brasil pede desculpas para Si.

Moral do livro: alô você, que imaginou algo e passou pra frente sem ter certeza, que ficou com raivinha e aumentou uma história, que fez uma fofoca ou passou um boato pra frente, tá na hora de pedir desculpas. Para você mesmo, e depois para quem foi vítima do seu achismo. Peça em silêncio. Ou cantando. Não importa.

Ahahahahahaha!
-”Vamos voltar a pilantragem.
Xá comigo, uma musiquinha
Prá machucar os corações”

11 April, 2010

Dionne Warwick e David Elliott no HSBC Brasil

Filed under: Diarinho, Letras de Música — Tags: , , , , — Ludmilla Rossi @ 3:36 pm

Ontem foi o show da Dionne Warwick no HSBC Brasil, que eu estava super esperando. Não é a primeira vez que eu e o Maurício a assistimos ao vivo. A primeira foi em Santos, no Mendes Convention Center.

O que mudou desta fez foi que o filho da Dionne Warwick estava com ela no palco. Ele abriu o show, e fez um dueto com ela cantando That´s what friends are for (leia a história desta música), uma das letras mais fodas do Burt Bacharach (que aliás eu assisti há 1 ano atrás, em abril de 2009 no palco do HSBC Brasil também), resultando em uma puta apresentação. No total foram 25 músicas, e 2h de show.

Abaixo os 2 no programa do Jô, nesta semana, cantando I say a little pray for you (composição do Burt Bacharach também).

O resumo do show é o seguinte: ela cantou algumas músicas que ela não havia cantado em Santos. As que faltaram foram Close to you e The look of love. CTY ela cantou em Santos, e TLOL eu nunca a vi cantando. Os pontos altos foram Alfie, I know I´ll never love this way again, e a insuperável This guy in love with you. Todas composições do Burt Bacharach.

Abrindo um parenteses para uma leve frustração de não ter tocado Close to you, o vídeo abaixo conta um pouco da história da música. Dionne Warwick gravou antes dos Carpenters (por ser uma das vozes preferidas do Burt Bacharach, para não falar A VOZ PREFERIDA dele). Este vídeo conta um pouco mais profundamente sobre a música. Bem interessante, principalmente por saber que naquela mesma categoria, naquele mesmo ano estavam concorrendo ao grammy as músicas Let it be (The Beatles) e ABC (Jackson´s 5). Foda! O vídeo abaixo é pra ser visto e revisto inúmeras vezes.

Voltando ao show, a culpa é do Ivan Lins, que fez uma participação especial, gripado e chatinho, mas que eu acho que fui a única que não gostei. Pra mim foi dispensável ocupar 3 músicas com ele.

Outra curiosidade é que Dionne estava usando exatamente o mesmo vestido do show de 2007 em Santos. Hehehe,  ok, isso é uma curiosidade fashionista, mas é engraçado pensar os porquês. Como em Santos acabou sendo um público pequeno e há 3 anos ela deve ter pensado que não teria problema repetir, ou melhor, aproxima Dionne Warwick diva de nós mortais que repetimos roupa simmmmm! Eu fui com o mesmo vestido que usei a umas semanas atrás no prêmio Converge, só adicionando alguns acessórios diferentes e trocando o sapato e adicionando uma meia calça verde fluor. Ou, a última possibilidade é que rola uma falha do figurinista.

Enfim, voltando ao foco do show foi uma noite hiper especial, com minha família e meu amor, que certamente não será esquecida. Como eu adoro esses shows, são memoráveis e valem cada centavo. Apesar de não termos ficado num super próximo (igual ficamos no do Burt Bacharach), a visibilidade foi perfeita.

Precious seconds.

Algumas fotos:

Dionne Warwick  comanda!

3 April, 2010

I´m here movie, um curta by Spike Jonze

Filed under: Cinema, Coisas bonitas, Interessante, Videos, links — Tags: , , , , — Ludmilla Rossi @ 8:27 pm

Tá, todo mundo paga pau pro Spike Jonze e blá blá blá, mas isso aqui é muito foda.

http://www.imheremovie.com/

Controverso o fato de ter hora certa pra começar a assistir, né? Afinal estamos na Internet, a terra de tudo disponível a qualquer hora. Mas essa limitaçãozinha gerou o buzz e a sensação de glamour orgânica do cinema. Uhu! Da primeira vez que tentei assistir já começou direto, só que no meio do curta a idiotona aqui fechou a janela sem querer, e advinha? Tive que esperar a outra sessão.

Vale a pena.

O curta é lindo, poético, fofo, tocante, timeless. Pra quem duvida, o trailer:

Amor puro. Não deixe de assistir…

Ordinary is no place to be.

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