Ain´t no mountain high enough

25 December, 2010

Anti-Diversion - o que a gente tem a ver com isso?

Filed under: Beleza, Compras — Tags: , , — Ludmilla Rossi @ 7:45 pm

Outro dia fiz algo que faço bem pouco - gastar uma grana com produto pros cabelos. Todo mundo sabe que meus investimentos são em grande parte canalizados para bijoux, maquiagens e roupas. O cabelo fica lá de ladinho, no máximo ganha um Phytoervas ou Ecologie de vez em quando. Recentemente na viagem que fiz comprei 2 shampoos Vichy só pq o preço era similar aos Phytoervas da vida, mas não faço grandes esforços em shampoos e condicionadores não. Outro dia, depois da festa lá do escritório que envolveu piscina, meu cabelo tava um lixo (cloro + loiro + sol) não combina, e arrumei uma desculpa pra dar aquela hidratada power em casa, e comprei uma máscara da Schwarzkopf. Fui ler o rótulo e dei de cara com a seguinte frase: “Venda exclusiva em salões de beleza”. Pelo que li toda a linha Schwarzkopf é de uso profissional, e eu não comprei em salão. Pensei com meus botões empreendedores “ah, mas essa loja deve estar cadastrada como salão de beleza também na Jucesp”, quanta inocência!

Foi que lendo meus feeds me deparei com o vídeo abaixo, que explica bem essa questão. É uma briga das marcas para que essas produtos não cheguem em lojas para o consumidor final, que nem sempre consegue dar o melhor diagnóstico para si mesmo. E que, a maioria chega nas lojas de formas não-oficiais, contrabandeados, contaminados, com a data de validade próxima do vencimento, etc.

Deixar de comprar bons produtos para comprar em salão? Ficar com os “placebinhos” e produtos menos fortes? Eis a questão…

18 December, 2010

Sensações de dezembro

Filed under: Diarinho — Tags: , , — Ludmilla Rossi @ 11:23 pm

Impossível um post como esse não ficar clichê, mas 201o praticamente acabou. Tenho 4 dias de trabalho até o final do ano praticamente, sendo que 3 deles passo em reunião e o outro em festa. Foi um ano de muitas conquistas, e eu seria ingrata comigo mesma e com uma força maior do universo se eu me sentisse frustrada por alguma coisa. Não. Não me sinto frustrada. Mas as 2 últimas semanas foram internamente estressantes para mim, e realizei que nã0 fiz o meu melhor. Não falo em relação ao meu trabalho específico, mas algumas coisas fugiram do esperado. Não tem a ver com notícias, nem com auto-disciplina, mas com uma vontade de abraçar o mundo e frustração por não ter braços o suficientes. Será que dei o meu melhor? Não sei. Mas sinto que apesar das grandes revoluções que eu fiz acontecer, acabo o ano com uma sensação de recomeço, e não de finalização. Não é sensação de página em branco, mas sensação de pedaço de mármore a ser esculpido, ou tela em branco para ser pintada. É muito mais do que escrever uma história, muito mais do que gerar números ou do que entrar em conformes e convenções. E não sei explicar ainda o que é.

Não, isso não é inquietação de geração Y, hiperatividade, nada disso. É simplesmente uma avaliação, devaneios de pensamento e sensações de dezembro. Dezembro provoca isso. O 12 chegando no calendário te lembra que ontem foi 01, seu aniversário já está perto de novo, rugas aparecem em novos lugares, certas diversões se tornam bobas e muitas bobeiras se tornam divertidas.

Também, foi um ano que não consegui curtir o clima “pré-natal” que tanto amo. Não comprei presentes ainda, não saboreei a renovação de votos com o consumo de presenteáveis (adoro dar presentes, e Natal é sempre uma boa desculpa), nada. Deixarei para a última hora, que foi uma das minhas maiores lutas desse ano, trabalhar com planejamento, antecipação, etc. Mas, como eu ia dizendo acima não tenho braços o bastante. Entretanto, a cada dezembro sinto que eles estão esticando.

9 December, 2010

Um dia…

Filed under: Diarinho — Tags: — Ludmilla Rossi @ 10:51 pm

me ensinaram a comemorar mesmo em dias de pequenas derrotas. Que seja assim sempre.

6 December, 2010

Opiniões sobre A Rede Social

Filed under: Business, Cinema — Tags: , , — Ludmilla Rossi @ 12:53 am

Acabei de assistir A Rede Social, que é um filme obrigatório para quem trabalha com Internet. Acho que daqui a uns bons anos, A Rede Social estará para a web, bem como A Branca de Neve está para o mercado de animação. Com clichês de heróis, vilões, maçã podre e tudo mais.

Primeiro que esse post vai ser meio spoiler mesmo, eu não ligo muito em ler spoilers. Então quero comentar o que considerei ponto forte do filme. Vamos lá, então.

O nerd
A figura do “nerd”, super cheia de clichês, problemas, falta de amigos, mulheres, sexo, centrado só no trabalho, psicótico, bizarro, “the-way-of-the-future”. Vamos combinar né gente, esse tempo já passou. Até 2000, 2001 nerds éramos aqueles que já tinhamos e-mails, icq, mirc, íamos a encontros presenciais com outros nerds. Se tínhamos um site então, tínhamos um status nerd ainda maior. Passou. Hoje ser nerd é cool, ser nerd e trabalhar com Internet hoje é tão cool quanto ser “publicitário” na década de 80. O filme retrata a coolzice de Zuckerberg só no chinelo. De resto ele é uma figura de nerd bizarra cada vez mais rara…

O programador
Só quem trabalha com Internet também sabe o que é tomar cano de programador, principalmente um que você mal conhece e com um projeto iniciante. Aquelas cenas doeram no fundinho da alma. Não é a minha situação atual, mas há 6 ou 5 anos fui muito enrolada por programador, e rolou uma identificação, sabe? :)

Os belos e ricos
Para quem pertence a uma classe média quase decadente, e estudou em escola particular com a classe média ascendente ou ricos emuladores de classe média é perceptível ver um retrato ali. Toda escola particular tinha seus nichos de CDFs (sinônimo vintage de nerd), dos burrinhos vagabundos, dos ricos e belos, que pareciam poder e ter qualquer coisa. Os belos e ricos são representados pelos gêmeos, que oferecem um serviço ao Zuckerberg, provocando nele o insight do Facebook. E dali fica difícil discutir quem veio antes, apesar de ser muito óbvio que o nome “HarvardConnection” - extremamente segmentado - proporcionaria o alcance promovido pelo Facebook. Mas os belos e bem nascidos se sentem prejudicados e levam 65 milhões de dólares depois de um acordo. O HarvardConnection levantaria essa quantia de dinheiro? Fica uma boa pergunta.

Dinheiro
O filme coloca Zuckerberg com um grande desapego a dinheiro, cujas motivações eram outras, mas o filme não deixa claro quais. Inicialmente o kick da namorada, mas e depois? A relação dele com o dinheiro é estranha mas ao mesmo tempo bonita, quando não hesita em dividir porcentagens com outras pessoas, não parece movido pelo dinheiro (exemplo bastante comum entre empreendedores super bem sucedidos).

Maçã podre
Fica muito spoiler dissertar sobre isso, mas se tem maçã podre no filme, não é o Zuckerberg. Idéias erradas, influências, visões distorcidas, e exageros = destruição de amizades. Assista e conclua.

Final feliz (?)
Todo mundo briga, treta, para de se falar mas continua rico e famoso pra caralho. Is that the final goal?

Gostei muito do filme. Mais do que gosto do Facebook como pessoa física.

5 December, 2010

Cadeira mancebo

Filed under: decoração — Tags: , , — Ludmilla Rossi @ 12:01 pm

Quem tem uma cadeira no quarto, sabe que ela acaba sobrecarregada de trabalho. Além de cadeira, ela acaba virando mancebo e acumulando algumas peças de roupa. O pessoal da Baita Design, resolveu esse probleminha chato de uma forma genial!

coathangerandchair

Coat hanger + Chair S2
http://www.baitadesign.com/

No site deles tem outras coisas bem criativas e legais tb!

4 December, 2010

Propaganda de vestibular

Filed under: Diarinho, Educação — Tags: , , — Ludmilla Rossi @ 12:30 am

Não tenho asco a propaganda, juro. Não levanto a bandeira que a publicidade está morta, só acho que ela precisa ser menos estúpida, e a redução de sua estupidez não acompanhou a diminuição da estupidez da massa. A massa tá cada vez mais esperta, mas preparada, e também mais mimada. Muito se discutia em ética sobre a publicidade em geral, comerciais de tartaruguinhas fofas em bebidas para adultos, mulher estereotipada, e cowboys sensuais e tóxicos cavalgando por aí fazem parte de um passado publicitário enterrado. Se o cowboy aparece hoje, todo mundo vai pensar em Brokeback Mountain, nossas referências mudam muito rápido. A mulher estereotipada se multiplicou, e além de propagandas, apresentam programas de humor, de variedades e são consideradas inteligentes. Além, é claro dos nossos reality shows, revelando a relevância de pessoas irrelevantes, que são esperados a cada temporada. Não tenho o mínimo know-how para falar disso pois não sei em que edição o bbb está, ou quem venceu o último. Nesses intervalos da programação nos deparamos com anunciantes nacionais, e regionais. E como meu título sugere, foquemos em regionais, mais especificamente em universidades que nessa época do ano jogam suas redes (isso NÃO é uma metáfora) para pegar seus peixinhos.

Propaganda de vestibular me irrita. Sério gente. É estúpido. Se você por acaso fez algum roteiro, produziu, criou algum comercial de captação de alunos, sério, eu estou ofendendo seu trabalho publicamente. Me indigna a hipocrisia, o textinho bizarro e as falsas promessas. Vamos combinar de uma vez por todas? O mundo mudou. A educação não. O mercado sim. O vestibular não é mais o seu passaporte para o mercado, como pregam alguns comerciais. Ele é no máximo um bilhete de ônibus. Sim, ônibus, porque esqueça o seu carro. Ele vai ser transformado em algumas 48 mensalidades, antes mesmo de você comprá-lo. Sim, você vai de ônibus para o mercado, porque, se não depender de você, a faculdade não vai te ajudar a desenvolver skills essenciais para a sua contratação. Olha, basicamente os skills são, ter sagacidade, ser esperto, honesto, paciencia, saber LER, escrever e interpretar. No mínimo. Depois vem outros skills mais avançados, mais deixemos isso pra depois, pois varia de carreira para carreira. Os que estão acima, são universais, servem para um fisioterapeuta ou um físico.

Em se tratando de fisioterapeutas - sim, pode falar que é preconceito ou pré-julgamento. Mas prestenção no que eu vou contar agora… hoje eu fui pra aula, e só tinham 2 alunos na aula. Eu e mais um… os outros estavam montando um trabalho em outro ambiente, e a outra banda estava lá em baixo em um bota fora da turma de Fisioterapia apoiado pela faculdade. Uma algazarra do caralho, um som alto com muita buzina, pois os sem-noção se empilharam na rua no formato de poli-centopéia humana e ficaram berrando e ouvindo funk, pagode e whatever até chamarem a polícia depois das 22h. Claro que estava impossível ouvir o professor na minha aula né? Mas absurdo foi eu perguntar para o professor como a faculdade não tomava uma providencia e ele responder que a faculdade incentivava eles comemorarem o bota fora deles… e logo, num instante de pensamento maldoso, eu pensei: WHATAHELL esses caras estão comemorando? Tá, vou me poupar de falar o que eu pensei, mas vou resumir o seguinte. Eles assistiram o comercial tosco e acreditaram no passaporte para o mercado, passaram 4 anos estudando (muitos no bar), e agora estão comemorando o fim de uma etapa e começo da outra. A etapa profissional, achando que é o Greencard do mercado. Passam-se meses, e poucos arrumam um trabalho digno, que pague um salário bacana e com uma projeção de carreira estimulante. Bom, não demora para perceber que o passaporte vira o bilhete de entrada para um ônibus sujo e suado. Sim, o passaporte foi vendido da forma mais estúpida: “compre o que estamos vendendo e você ganha o passaporte”. Você pouco precisará se esforçar para isso, pois mesmo que você não saiba ler, escrever ou mesmo que não seja esperto, nós te damos ele. Nós te aceitamos como você é. Não cara, para tudo! Isso não é a cinta do Dr. Rey, nem as facas Ginsu. Infelizmente, a verdade é que não existe caminho fácil. Claro que tudo que eu cito aqui tem pesos e medidas para cada profissão e cada estudante, e um pouco da minha decepção com o meio acadêmico também conta. Hoje mesmo, dia terrivel e um stress do caralho para um grupo executar um trabalho, que a chance de dar merda é inversamente proporcional ao envolvimento das pessoas.

Pessoas que acreditam que já deram entrada no seu passaporte, e que ele estará disponível daqui a um ano para elas viajarem. Até elas descobrirem que a viagem é longa - e de ônibus.

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