Um blog sobre nada específico, escrito por quem ama gatos, design e gosta de fazer muitas coisas.
Domingo assisti ao filme As melhores coisas do mundo, dirigido pela Laís Bodanzky, roteirizado pelo Luiz Bolognesi e produzido pela Gullane filmes. Quero registrar aqui minha impressões pelo filme, de forma técnica e passional.
Conheci Laís e Luiz por conta do projeto do site do filme Chega de Saudade, filme que eles lançaram em 2007. É até hoje um dos sites que mais gostei de ter feito. Não foi fácil, mas também não foi difícil, e me ajudou a entender algumas coisas. Fizemos o site sem ter assistido ao filme, e para minha surpresa, depois que assisti fiquei ainda mais contente com o projeto. Estava absolutamente contextualizado e era tão poético quanto o filme. Chega de Saudade é uma obra-prima do cinema nacional, por seu roteiro, pelo fato de ter sido feito em uma única locação, pelo seu elenco e por uma trilha sonora contagiante. Estou fazendo toda essa introdução no trabalho da Laís porque As melhores coisas do mundo e Chega de Saudade são dois filmes imperdíveis e muito paralelos.
As melhores coisas fala do momento de ruptura onde alguns personagens adolescentes do filme começam a perceber seu processo de adultização, de encarar fatos da vida real de frente, de lidar com problemas familiares e de desigualdade. Chega de Saudade é o oposto, tratando de forma bastante sutil da adolescentização da velhice, do momento e do ambiente onde quem já viveu muito deseja viver e reviver suas aventuras, no mundo paralelo dos bailes, entre amigos e amores. Ambos tem muita coisa em comum, como a participação de não-atores, Paulo Vilhena, e uma delicadeza que pune os menos atentos.
Privilegiados são os adolescentes de hoje que ganharam de presente um filme que retrata uma realidade bem próxima da educação de classe-média brasileira, sem padrões americanos de escolas luxuosas, irmãdades delta-beta-phi, e mundos irreais com personagens maquiados para estudar.
Não quero comentar cada fato do filme para não cantar a bola para quem não viu. Mas vá com a certeza de que o cinema nacional mudou. As salas estão mais cheias, Chico Xavier tem arrastado multidões e As melhores coisas do mundo está indo pelo mesmo caminho, chamando de adolescentes (cri-cris ou não) a pais, professores, ou, como eu, ex-adolescentes.
Depois de assistir o filme As melhores coisas, dá pra sair com a pergunta na cabeça: será que já somos adultos? E, depois de ver Chega de Saudade, quando eu for mais velha, quero pensar: será que ainda somos adultos?
Vale a pena ler
As melhores coisas do mundo, por Rafael Gomes
Vale a pena ver
http://twitter.com/asmelhoresfilme
Tá, todo mundo paga pau pro Spike Jonze e blá blá blá, mas isso aqui é muito foda.
Controverso o fato de ter hora certa pra começar a assistir, né? Afinal estamos na Internet, a terra de tudo disponível a qualquer hora. Mas essa limitaçãozinha gerou o buzz e a sensação de glamour orgânica do cinema. Uhu! Da primeira vez que tentei assistir já começou direto, só que no meio do curta a idiotona aqui fechou a janela sem querer, e advinha? Tive que esperar a outra sessão.
Vale a pena.
O curta é lindo, poético, fofo, tocante, timeless. Pra quem duvida, o trailer:
Amor puro. Não deixe de assistir…
Ordinary is no place to be.
Vou anotar o resumo cinematográfico das minhas férias aqui. Tinha como meta assistir pelo menos 5 filmes no cinema.
AVATAR
Gostei, não achei tudo isso. Foi mais buzz do que filme em si. O roteiro é meio nhé, mas a direção de arte é bem bacana. Tem seus méritos total, especialmente por estar formando filas homéricas nos cinemas diariamente, coisa que eu não via acontecer faz tempo.
ENCONTRO DE CASAIS
Candidato excelente a filme de Sessão da Tarde em 2012. Bonitinho, engraçadinho.
JULIE & JULIA
Amei! O filme diz “que manteiga melhora tudo”*! A atriz que faz a Julia é muito fofa, e Julie é nada menos que Meryl Streep. O interessante é que no filme a Meryl Streep é casada com o Stanley Tucci, que faz o Nigel de O Diabo Veste Prada. Boa parte do filme se passa em Paris, figurino e cenários lindos. Foi o que mais valeu a pena assistir.* Minha vó sabia disso, ela colocava manteiga em tudo, principalmente nos molhos de tomate. Genial.
CONTATOS DE QUARTO GRAU
Bruxa de Blair wannabe total. Não curti não. Milla Jovovich bem ruinzinha nesse filme.
LULA, O FILHO DO BRASIL
Bom, fazia tempo que eu não assistia a um filme nacional no cinema. Gostei do filme, super bem produzido. Me chamou a atenção o fato que no começo do filme aparece o aviso que “este filme foi produzido sem utilizar recursos de leis de incentivo”. Qual seria a razão disso? Vale a pena ver no cinema.
Na TV, assisti outros dois filmes
LICENCE TO WED
Com o Robin Willians, bobinho, comediazinha 3 estrelas no máximo.
ZOHAN
Ri muito. Nada genial, mas o fato do israelense escovar o dente com pasta homus é hilário!
Também quero ter esse vestido e esse colar quando eu fizer 75 anos.
Haja divisse para sustentar essa mulher desse jeito até hoje.
Foto: Getty Images
Tô louca pra assistir esse filme. Ainda não vi em cartaz aqui em Santos. Mas o que me chamou atenção foi o cartaz.
Perceberam a diferença? Na versão brasileira, menos charmosa e mais politicamente correta foi adicionado um livro e uma caneta nas mãos de Audrey Tatou. E na versão original, temos um cigarrinho. Bem oportuno para o momento de proibição total do cigarro, não?
Hoje vi o trailer do filme Alice no País das Maravilhas, do Tim Burton. Aliás, só realmente vi algum valor poético no trabalho dele depois de ver Peixe Grande, que amei. Tô curiosíssima pra ver o Alice, que me parece aquele filme que vou idolatrar pro resto da vida. È uma das histórias infantis que mais amo, acho que é pelo fato de ter gatos malandros na parada né? Rs…
Bom, vi o trailer, dei uma fuçada no Google e achei essas imagens fantásticas do make desse filme. SENSACIONAL!
Visual AHASADOR. Dá vontade de tentar reproduzir essas maquiagens…

Tá, filme bobo, lalala, eu sei. Eu não veria esse filme no cinema (pagando 13 pila no Cinemark, never) jamais, mas há várias semanas ganhei um ingresso depois que comi uma sobremesa no Fifties, e aí não podia deixar de ir né? Arrastei o Maurício, o Mad e a Letícia pra assistir o filme (pagando meia), e é claro que eu sabia que eles iam me xingar pelo teor Sessão da Tarde do filme. Bom, whatever, eu tenho uma tolerância alta a filmes bobos, a cenas bobas, a única coisa que eu não tolero é final bobo. E esse filme é bonitinho do começo ao fim com cenas exageradas e adolescentes no meio, que são anuladas pelo figurino e fotografia multicolorida.
O ponto alto do filme são as cenas dos manequins interagindo, achei aquilo sensacional. Pra quem curte um shopping, uma liquidação, as letras garrafais de 50% de desconto na vitrine, o filme é bem divertido. Não acho que comprar seja uma sensação tãoooo legal como a descrita no filme (o mundo não é melhor porque vc compra e odeio passar as coisas no crédito, argh). O fato é que tem gente que se diverte jogando futebol, outras se divertem jogando poker, outras fumando maconha, outras assistindo TV, e outras tentand montar puzzles incríveis entre as peças do seu guarda-roupa, e aquelas outras que (ainda) estão no shopping (ou melhor, na lojinha do bairro).
“Acabei de vê-lo aos 81 anos, no palco, meio capenga, a voz falhando, mas um guri fascinado pelo seu ofício, um guri ainda regendo sua banda como sempre fez, um guri cercado de excelentes backing vocals, simplesmente um guri - juventude é manter o entusiasmo, o resto é cirurgia.”
Martha Medeiros
Quem não foi, talvez não tenha outra oportunidade de ir. Quem foi, espero que tenha ficado com a mesma sensação que eu. 24h depois do show já estou com saudades e com uma tristezinha de saber que é talvez um momento que não vai se repetir. Sem qualquer exagero, se eu pudesse pegava um avião daqui a pouco pra assistir o show deste sábado no Rio de Janeiro, o encerramento desta turnê de Burt no Brasil.
Maybe the last time porque Burt Bacharach é um vovozinho que 81 anos que tem o mérito de ter feito arranjos e letras, hinos de gerações, trilha sonora de amores, dores, amizades e tempos que não voltam mais. Burt Bacharach é nostalgia. Nasceu clássico e vai morrer moderno (espero que demore bastante). Roda pratos no show, tocando piano, cantando e regendo. Até aí beleza… o lance é fazer isso, aos 81 anos, com paixão, intensidade, esquecendo que seus ossos já foram sedimentados pelo tempo e que sua cacharel favorita está fora de moda há décadas. O importante é, tocar as mesmas músicas 100000000 de vezes e fazer isso com amor, paixão, sorriso no rosto, e não de saco cheio por fazer aquilo mais uma vez. Isso é lição de vida. Você pode sempre fazer a mesma coisa de um jeito diferente, e o melhor, amar aquilo que você faz. Talento não é mágica. Talento é isso.
Não esperava ver o Burt Bacharach ao vivo nunca. Até porque achei que ele já estivesse bem mais longe dos palcos, e é impressionante ver que não. Ouço Burt Bacharach com letra, ou só melodia. Adoro. Ouço sem parar, e é difícil falar que alguma música é a minha preferida, apesar de Close to You ter arrepiado cada célula que existe no meu corpo. (Comece a ver esse vídeo a partir do minuto 4:43)
Não esperava que Burt cantasse… só que ele mandou ver justo em The look of love.
A poesia e a mensagem por trás de Raindrops keeps falling on my head é algo que realmente deixa qualquer dia otimista. A gente sabe que a chuva não para só porque a gente reclama. On my own foi uma música que reencontrei ontem. Não sabia que era do Burt, ou não lembrava, e essa letra é arte pura.
“No one said it was easy. But it once was so easy”.
Confesso que That´s what friends are for é uma música que me lembra muito minha infância, e eu não sei explicar porque. Esse vídeo tem uma vibe hiper foda.
This guy in love with you é uma das letras e melodias mais lindas que já compuseram. É impressionantemente linda. Ouvir a versão instrumental também é uma pedida excelente. Até o Faith no More gravou essa música. Veja e letra e confira com seus próprios olhos como é foda.
É muito difícil resenhar sobre todas as músicas que amo. Burt Bacharach realmente soube fazer músicas que além de incríveis, emplacaram e lhe deram o merecido título sem qualquer pingo de ironia de hitmaker. Se tem uma trilha sonora fodona de cinema, essa trilha é do filme O Casamento do Meu Melhor Amigo. A maior parte das letras são do Burt, inclusive o clipe de abertura. No show ele diz que é sortudo do cinema ter encontrado ele. E esse filme não seria o mesmo se não tivesse trombado com Burt Bacharach.
Quando eu falo que Burt nasceu clássico e vai morrer moderno, não é uma opinião ou um devaneio. É uma realidade. I Just Don’t Know What To Do With Myself é uma das provas de quão verdade isso é (essa música não rolou no show). Foi gravada por um monte de gente, mas também pelos moderninhos White Stripes, com um clipe estreladíssimo pela moderna (até demais) Kate Moss, com direito a fotografia foda e um pole dance rolando. Moderno demais, huh?
Em 12 de fevereiro postei isso no Twitter:
Meu, cada vez que descubro uma música que amo, descubro que é do Burt Bacharach. PQP!
Por causa desse tipo de matériazica o IG tá perdendo audiência
PS.: esse texto parece escrito pela assessoria de imprensa do Chiclete com Banana, CUIDADO!