Tá, filme bobo, lalala, eu sei. Eu não veria esse filme no cinema (pagando 13 pila no Cinemark, never) jamais, mas há várias semanas ganhei um ingresso depois que comi uma sobremesa no Fifties, e aí não podia deixar de ir né? Arrastei o Maurício, o Mad e a Letícia pra assistir o filme (pagando meia), e é claro que eu sabia que eles iam me xingar pelo teor Sessão da Tarde do filme. Bom, whatever, eu tenho uma tolerância alta a filmes bobos, a cenas bobas, a única coisa que eu não tolero é final bobo. E esse filme é bonitinho do começo ao fim com cenas exageradas e adolescentes no meio, que são anuladas pelo figurino e fotografia multicolorida.
O ponto alto do filme são as cenas dos manequins interagindo, achei aquilo sensacional. Pra quem curte um shopping, uma liquidação, as letras garrafais de 50% de desconto na vitrine, o filme é bem divertido. Não acho que comprar seja uma sensação tãoooo legal como a descrita no filme (o mundo não é melhor porque vc compra e odeio passar as coisas no crédito, argh). O fato é que tem gente que se diverte jogando futebol, outras se divertem jogando poker, outras fumando maconha, outras assistindo TV, e outras tentand montar puzzles incríveis entre as peças do seu guarda-roupa, e aquelas outras que (ainda) estão no shopping (ou melhor, na lojinha do bairro).
“Acabei de vê-lo aos 81 anos, no palco, meio capenga, a voz falhando, mas um guri fascinado pelo seu ofício, um guri ainda regendo sua banda como sempre fez, um guri cercado de excelentes backing vocals, simplesmente um guri - juventude é manter o entusiasmo, o resto é cirurgia.” Martha Medeiros
Quem não foi, talvez não tenha outra oportunidade de ir. Quem foi, espero que tenha ficado com a mesma sensação que eu. 24h depois do show já estou com saudades e com uma tristezinha de saber que é talvez um momento que não vai se repetir. Sem qualquer exagero, se eu pudesse pegava um avião daqui a pouco pra assistir o show deste sábado no Rio de Janeiro, o encerramento desta turnê de Burt no Brasil.
Maybe the last time porque Burt Bacharach é um vovozinho que 81 anos que tem o mérito de ter feito arranjos e letras, hinos de gerações, trilha sonora de amores, dores, amizades e tempos que não voltam mais. Burt Bacharach é nostalgia. Nasceu clássico e vai morrer moderno (espero que demore bastante). Roda pratos no show, tocando piano, cantando e regendo. Até aí beleza… o lance é fazer isso, aos 81 anos, com paixão, intensidade, esquecendo que seus ossos já foram sedimentados pelo tempo e que sua cacharel favorita está fora de moda há décadas. O importante é, tocar as mesmas músicas 100000000 de vezes e fazer isso com amor, paixão, sorriso no rosto, e não de saco cheio por fazer aquilo mais uma vez. Isso é lição de vida. Você pode sempre fazer a mesma coisa de um jeito diferente, e o melhor, amar aquilo que você faz. Talento não é mágica. Talento é isso.
Não esperava ver o Burt Bacharach ao vivo nunca. Até porque achei que ele já estivesse bem mais longe dos palcos, e é impressionante ver que não. Ouço Burt Bacharach com letra, ou só melodia. Adoro. Ouço sem parar, e é difícil falar que alguma música é a minha preferida, apesar de Close to You ter arrepiado cada célula que existe no meu corpo. (Comece a ver esse vídeo a partir do minuto 4:43)
Não esperava que Burt cantasse… só que ele mandou ver justo em The look of love.
A poesia e a mensagem por trás de Raindrops keeps falling on my head é algo que realmente deixa qualquer dia otimista. A gente sabe que a chuva não para só porque a gente reclama. On my own foi uma música que reencontrei ontem. Não sabia que era do Burt, ou não lembrava, e essa letra é arte pura. “No one said it was easy. But it once was so easy”.
Confesso que That´s what friends are for é uma música que me lembra muito minha infância, e eu não sei explicar porque. Esse vídeo tem uma vibe hiper foda.
This guy in love with you é uma das letras e melodias mais lindas que já compuseram. É impressionantemente linda. Ouvir a versão instrumental também é uma pedida excelente. Até o Faith no More gravou essa música. Veja e letra e confira com seus próprios olhos como é foda.
É muito difícil resenhar sobre todas as músicas que amo. Burt Bacharach realmente soube fazer músicas que além de incríveis, emplacaram e lhe deram o merecido título sem qualquer pingo de ironia de hitmaker. Se tem uma trilha sonora fodona de cinema, essa trilha é do filme O Casamento do Meu Melhor Amigo. A maior parte das letras são do Burt, inclusive o clipe de abertura. No show ele diz que é sortudo do cinema ter encontrado ele. E esse filme não seria o mesmo se não tivesse trombado com Burt Bacharach.
Quando eu falo que Burt nasceu clássico e vai morrer moderno, não é uma opinião ou um devaneio. É uma realidade. I Just Don’t Know What To Do With Myself é uma das provas de quão verdade isso é (essa música não rolou no show). Foi gravada por um monte de gente, mas também pelos moderninhos White Stripes, com um clipe estreladíssimo pela moderna (até demais) Kate Moss, com direito a fotografia foda e um pole dance rolando. Moderno demais, huh?
Em 12 de fevereiro postei isso no Twitter: Meu, cada vez que descubro uma música que amo, descubro que é do Burt Bacharach. PQP! 10:13 PM Feb 12thfrom web
Como o universo conspira, poucos dias depois fiquei sabendo do show. Não acreditei e depois minha reação foi gritar como uma bee histérica sabendo do show da Madonna. Na hora comprei os ingressos, sem pestanejar, e fiquei com crise de ansiedade, contando dias. Foram mais de 50 dias de espera e judiação, até chegar ontem. E minha angústia e contagem dos minutos valeu a pena.
O show foi incrível, durou 2 horas e terminou com um coro incrível de tiozões e tiazonas praticando o inglês Wizard cantando Raindrops keeps falling on my head. Eram poucas pessoas com ausência de rugas, cabelos brancos, calvícies e mocassins, mas todo mundo pasteurizado pela sensação de nostalgia e de amor que as músicas do Burt Bacharach revelam.
Filed under: Cinema, Diarinho — Ludmilla Rossi @ 12:58 am
Bom, eu vou confessar que tava meio desmotivada com o velho layout do blog. Aí dei um jeitinho básico nisso, pegando um template novo e mexendo geral nele. Aí depois penso em fazer algo mais exclusivo.
Ontem finalizei o conteúdo da palestra da FATEC, que vou dar na segunda. A noite compramos um vinho muito exótico e viemos aqui pra casa. Assisti pela enésima vez o filme Casamento do meu melhor amigo, que eu acho genial. Confesso que quando vi esse filme pela primeira vez não dei o devido valor ao checklist básico para achar um filme foda:
Tirei até alguns prints da abertura, que é sensacional. É um miniclip da música Wishin´and Hoppin´ que eu amo. Se eu não me engano a versão original é da Dionne Warwick, mas não tenho certeza. De qualquer forma é aquele tipo de filme que você assiste infinitamente e sempre descobre coisas novas.
Pra mim o ator mais genial desse filme não é Julia Roberts e nem Cameron Diaz, mas sim Rupert Everett que faz o amigo-chefe de Julia Roberts. Todos os advices e comentários dele são imperdíveis.
O site do Curta Santos foi desenvolvido pela Mkt Virtual, um projeto bem legal que posicionou o festival de uma maneira diferente na web. É possível assistir os curtas das edições anteriores, tem muito trabalho legal lá.
Vale citar “El Chateau” vencedor de uma edição bem antiga, e o “Torto“, produzido pelas Oficinas Querô!
Filed under: Cinema, DVD — Ludmilla Rossi @ 4:40 pm
Queria ter visto esse filme no cinema, mas acabou saindo de cartaz e eu nem fui. Aluguei ontem e assisti. Esperava mais, mas mesmo assim gostei. O elenco é muito bacana, o filme tenta ser inteligente-engraçadinho (Woody Allen escreveu), surpreende de leve, mas o que eu mais gostei mesmo é a mensagem de que a mentira começa descompromissada e sem grandes riscos, mas pode estragar coisas que se tornam boas. Por coincidência, antes de vir trabalhar hoje estava tentando adiantar minha leitura, e abri numa página que falava exatamente isso. Ok, o DVD e o filme quiseram me dizer alguma coisa, ou só reafirmar a sede pela verdade que me atrai?
(…)
Outra coisa que gostei foi a trilha sonora, musiquinha bem Circus que toca na abertura do filme, e em alguns trechos. Outro detalhe no mínimo curioso foi que assistimos ao filme com legendas em inglês (to practice a little bit after years without school), e no meio, bem no meio apareceu um diálogo em português. Acho que a conferência foi insuficiente (ou estavam com o deadline apertado, ou sei lá o que). No mínimo curioso pois é o velho caso da “cagada multiplicada”, onde bastou uma mini-distração para o erro ser multiplicado e acabar na prateleira de todas as locadoras, supermercados e pontos de venda do filme.
Mas enfim, para quem não faz questão de um filmassssssso filmaço*, recomendo. O elenco é ótimo, o sotaque idem, a arquitetura e direção de arte também. Gostei (e o Maurício dormiu).
Hora eu estava trabalhando até tarde, para variar. Querendo assistir a um filme quando saísse do trabalho. E eu nunca consigo achar um filme bom, começando na HBO.
Quando SHAZAMMMM! Toca a campainha e é o Joca me entregando o DVD do offline de “O MAGNATA“, o primeiro projeto que a Mkt Virtual fez para a Gullane. Bom, eu fiquei aliviada e feliz, porque esse site foi lançado em maio de 2006, quando as filmagens ainda estavam para começar. Ou seja, o site foi todo pensado sem conhecermos visualmente o filme, apenas o roteiro, que tive acesso privilegiado numa conversa com o Chorão quando o projeto ainda estava no início.
Ou seja, assisti o filme 1 ano e meio depois do site estar rolando. E vi que graças a inspiração que tivemos com o roteiro o site saiu muito conectado ao que assisti hoje. Gostei do filme, mas não posso tecer qualquer comentário por uma questão ética (e porque, se eu fiquei um ano e meio morrendo de curiosidade, você pode esperar até a estréia do filme).
Mas vou dizer 3 coisas:
- Julgadores de plantão: o roteiro é bom. Integrado e muito bom. MORDAM SUAS LÍNGUAS.
- Tecnicamente o filme não deixa nada a desejar para qualquer produção gringa, infelizmente o mercado parametriza filme desta maneira. Minha afirmação é baseada em mercado, não em visão pessoal.
- Como sempre, nada melhor do que um bom trabalho para mostrar a coragem de provar o seu valor.
Congrats people.
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Não sei se eu dou risada ou se eu fico triste quando eu vejo o Lula esbravejar na TV.
Dicção é tudo nessa vida.