Ain´t no mountain high enough

27 June, 2007

You

Filed under: Coisas bonitas — Ludmilla Rossi @ 4:13 am

Você é o meu bem mais preocioso, então, se não acontece nada com você (poderia ter acontecido), está tudo lindo de qualquer jeito, como todos os dias felizes de nossa fofa vida.

We don´t need much.
But I love you much.

 Mais explicações no próximo capítulo… não percam!

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PS.: Descobri que maltratarem, roubarem um IPOD e uma bicicleta de um amigo é muito pior do que colecionar PPS (ver post abaixo) ou jogarem uma pedra no seu carro pra te assaltar na estrada.

5 June, 2007

Diferença

Filed under: Coisas bonitas — Ludmilla Rossi @ 1:10 am

É, o mundo seria incrivelmente chato se as pessoas fossem iguais.

Mas, filosofando eu cheguei a uma idéia. Existe um modelo coletivo - seja imposto pela mídia, pela sociedade, pelo gosto geral das pessoas - de beleza, estética, de status, de moda. Especialmente para a massa que pensa 100% dentro da caixa - existe um senso pasteurizado do que é legal ou não - e a maior parte das pessoas (estou falando de massa) tenta se encaixar nessa meta.

Essa meta é ser bem sucedido, ter dinheiro, ser bonito que nem o artista da novela ou cinema, ser talentoso que nem o cantor xyz, ter uma família perfeita, enfim, coisas que acredito que a maior parte das pessoas tenha como objetivo. Muitas vezes isso custa alguma coisa, uma padronização. E quando se trata de adolescentes, ou mesmo de adultos jovens eu enxergo essa pasteurização (às vezes me questionando se faço parte dela - sim ou não?).

O meu ponto é - quanto ao comportamento humano, será que as pessoas buscam inspirações também? Pois acredito que cada vez mais a gente viva num mundo onde a malandragem impera, onde ser espertão é divertido, onde pisar na cabeça alheia, usar, falar - talvez a gente não tenha como inspiração - ninguém. Eu me pergunto se nesse sentido se as pessoas não deveriam tentar se pasteurizar para o bem. Sério, pegar por exemplo, num grupo de amigos os 3 melhores caráteres e tentar colocar esses 3 exemplos como fonte de inspiração para o resto, o mundo não seria melhor?

Entendo que as pessoas são sementes cultivadas de maneiras diferentes. Algumas plantas não são regadas como deveriam quando são “mudas” e acabam se tornando plantas ocas, semi-ocas ou com algum tipo de patologia botânica. Mas a partir do momento que somos árvores (somos nozes), a gente tem que se regar de inspirações - boas inspirações para reavaliar sempre se a nossa atitude é exemplar, se a gente está agindo da maneira que a gente gostaria que agissem conosco, se a gente depois de um tempo não vai pensar como poderia ter sido melhor se o comportamento tivesse sido diferente.

É um devaneio, mas eu tenho um blog e é bom que eu anote essas coisas aqui, para lembrar depois o que me leva a refletir sobre isso. Quanto mais experiências melhor. É bom lembrar que eu tenho muita gente (muita mesmo) para admirar e espero que essas pessoas não me decepcionem nunca, de nenhuma forma. E eu também espero (e luto diariamente) pra não decepcionar ninguém.

Mudando de assunto completamente, descobri uma coisa musical NOVA e que eu gostei!
Chama Amy Winehouse. Gostei e superei meu trauma musical de tender e apelar para velharias.
Sei que não vou me curar de Sinatra mas é um começo.

21 May, 2007

A Última Corda

Filed under: Coisas bonitas — Ludmilla Rossi @ 11:15 pm

Era uma vez um grande violinista chamado Paganini. Alguns diziam que ele era muito estranho. Outros, que era sobrenatural. As notas mágicas que saíam de seu violino tinham um som diferente, por isso ninguém queria perder a oportunidade de ver seu espetáculo.

Numa certa noite, o palco de um auditório repleto de admiradores estava preparado para recebê-lo. A orquestra entrou e foi aplaudida. O maestro foi ovacionado. Mas quando a figura de Paganini surgiu, triunfante, o público delirou. Paganini coloca seu violino no ombro e o que se assiste a seguir é indescritível. Breves e semibreves, fusas e semifusas, colcheias e semicolcheias parecem ter asas e voar com o toque daqueles dedos encantados.

De repente, um som estranho interrompe o devaneio da platéia. Uma das cordas do violino de Paganini arrebenta. O maestro parou. A orquestra parou. O público parou.

Mas Paganini não parou.

Olhando para sua partitura, ele continua a tirar sons deliciosos de um violino com problemas. O maestro e a orquestra, empolgados, voltam a tocar. Mal o público se acalmou quando, de repente, um outro som perturbador derruba a atenção dos assistentes. Uma outra corda do violino de Paganini se rompe. O maestro parou de novo. A orquestra parou de novo.

Paganini não parou.

Como se nada tivesse acontecido, ele esqueceu as dificuldades e avançou, tirando sons do impossível. O maestro e a orquestra, impressionados voltam a tocar. Mas o público não poderia imaginar o que iria acontecer a seguir. Todas as pessoas, pasmas, gritaram OOHHH! Que ecoou pela abobadilhada daquele auditório. Uma terceira corda do violino de Paganini se quebra. O maestro pára. A orquestra pára. A respiração do público pára.

Mas Paganini não pára.

Como se fosse um contorcionista musical, ele tira todos os sons da única corda que sobrara daquele violino destruído. Nenhuma nota foi esquecida. O maestro empolgado se anima. A orquestra se motiva. O público parte do silêncio para a euforia, da inércia para o delírio.

Paganini atinge a glória.

Seu nome corre através do tempo.
Ele não é apenas um violinista genial.
É o símbolo do profissional que continua diante do impossível.

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Moral da história:
É muito fácil e cômodo justificar com a falta de cordas, difícil é continuar tocando.
E eu prefiro continuar tocando…

PS.: Não lembro de que site retirei esse texto.

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