Um blog sobre nada específico, escrito por quem ama gatos, design e gosta de fazer muitas coisas.

Archive for the ‘Coisas legais’ Category


Alexander McQueen X M.C. Escher

Jul 20, 2009 Author: Ludmilla Rossi | Filed under: Coisas legais

Babei por esse vestido Alexandre McQueen, inspirado nos desenhos do Escher. Que coisa mais linda, que cores, que corte, que estampa, que obra de arte que me alegraria se morasse no meu guarda-roupa!

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Os detalhes são impressionantes, a estampa posicionada em lugares certos e maliciosos, dando um efeito de renda super hype. Adorei… sou fãzona do trabalho do M.C. Escher, os desenhos me intrigam. É uma inspiração absurda.

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Mais sobre M.C. Escher

Batom vermelho MAC Lady Bug

Jul 18, 2009 Author: Ludmilla Rossi | Filed under: Coisas legais, Compras, Diarinho, Maquiagem

A primeira maquiagem que me encantou aos 6 anos de idade foi um batom vermelho duvidoso que minha mãe tinha. Ela nunca usava e eu não entendia o porquê. Batom vermelho é aquele velho dilema feminino - até para as mais ousadinhas - e um território proibido para aquelas mais caretinhas. As questões geralmente são: Vai borrar? Como eu passo? Vou ficar com cara de puta? E de vadia? Vai manchar meu dente? Ai e agora?

Aí veio a Dita Von Teese (que na escala de vadiagem está mais para as moças fáceis do que as moças de família - nada contra, é apenas uma escala), e colocou o batom Russian Red no topo das vendas e ajudou a espalhar a cor entre os moderninhos e a reforçá-las entre os pin-up lovers. De fato a Dita Von Teese ARRASA com todas as letras. As maquiagem dela atinge a perfeição, mesmo.

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Dita Von Tesse arrasando I

 

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Dita Von Teese arrasando II

Bom, aí entra eu na história. Queria comprar um batom vermelho - já tinha um do Boticário que achei meio falidinho, e queria apelar para um da MAC depois que descobri o advento do E-bay. Achei um lá por um preço digno - U$ 14 com frete free para o Brasil. A cor chamava Lady Bug. Procurei infos na net sobre ele e caí no blog da Julia Petit, onde ela falava hiper bem do tal batonzinho. Fui sem medo, e ele chegou em casa na quinta passada:

macladybug03

O batom é lindo. Achei mais certeiro comprá-lo do que apostar no Russian Red, que seria muito pigmentado e certamente mofaria no meu case. Ele tem o acabamento Lustre da MAC, que é um acabamento mais suave. Achei super digno, não tão forte e bem durável. É uma cor completamente diferente do que eu costumo usar, então tenho que me acostumar.

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Com Flash (maquiagem no final do dia, desintegrando)

 

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Sem Flash

 

Para o batom vermelho não ficar caótico alguns instantes depois de aplicado, eu contornei os lábios com o Glimmerstick cor BOCA da Avon, que é excelente. Outro detalhe pra quem quer se arriscar no universo dos batons vermelhos: NUNCA tire foto mostrando os dentes se não tiver averiguado os seus dentes antes com um espelhinho. Batom vermelho e dente manchado é o auge da caipirisse. Então, se vc não tiver certeza que está tudo em dia, dê um sorrisinho de Monaleesa.

Já pensou?

Jul 2, 2009 Author: Ludmilla Rossi | Filed under: Coisas bonitas, Coisas legais, Diarinho, Livros, Maquiagem, moda

Quem assina esse texto abaixo é Cristiana Guerra do blog “Hoje eu vou assim“. Cristiana virou  um fenômeno na blogosfera depois de criar o Para Francisco, um blog para o seu filho ter recordações do pai que não chegou a conhecer. Por trás de toda essa história triste tem uma redatora criativa, inspirada e inspiradora. Seus textos são muito bons. Por isso, de toda essa história saiu um livro (homônimo do blog PARA FRANCISCO), que eu li em uma tarde. MARAVILHOSO.

Já pensou? Já parou pra pensar que você é sua própria estilista? Que ao acordar você se prepara para um desfile diário, voluntário ou não, e ao se vestir faz suas escolhas? Já parou pra pensar que, assim como o estilista elege cores, formas, texturas, estampas, você seleciona as suas entre o que está disponível por aí? Que, como os estilistas, você também é influenciada pelo mundo que está à sua volta e pelo seu próprio humor, pelas alegrias e tristezas, dias de tédio ou paixão? Que ao fazer uma simples combinação de cores, texturas, estilos, você está mostrando a sua forma de ver a vida? Já parou pra pensar que a moda pode ser futilidade quando dela somos escravos, mas pode ser arte quando a usamos como forma de expressão? Que a escolha de uma roupa para vestir não precisa se pautar por ela ser ou não tendência, mas por combinar ou não com você? Já parou pra pensar em novas combinações para velhas peças? Já parou pra pensar que tem dias que a gente é criativo e, em outros, alguém já foi criativo por nós, e isso facilita? E que nessas horas você veste a sua admiração por um artista? Já parou pra pensar que o seu guarda-roupas é a sua coleção? Que a moda pode ter tanta inspiração quanto um quadro, uma escultura, uma música, um filme? Que a moda pode ser arte andando por aí? Já parou pra pensar nisso? Eu já.”

Admiro duplamente Cristiana, por 2 questões: a primeira pela lição de superação. Por esse fator, todo mundo a entende a admira. Pelo fato de ter superado uma grande perda, enquanto estava grávida. Roteiro digno de um filme bem triste.

A outra razão, pouca gente talvez entenda, mas é explicada pelo texto que coloquei aí em cima. O texto de Cristiana explica bem a relação que tenho com o meu guarda-roupa. Algumas pessoas colecionam selos, outras moedas, outras canetas, outras jogos de videogame, outras miniaturas. Eu gosto de colecionar roupas, sapatos e adjacentes. Não que eu tenha uma coleção digna de grande destaque, mas a minha empolgação por uma blusa bem cortada ou pelo brilho de um poliéster verde-limão, não é simplesmente um ato consumista, e sim todo um contexto próprio. Misturando ainda com o lado profissional, essa relação se torna ainda mais incrível. A possibilidade de vestir patterns, texturas, brilhos me encantam: como designer, como consumidora, como espectadora. E é por isso que eu acho o máximo entrar numa loja de departamentos e se servir com sua própria triagem. É o máximo ir a um centrão de cidade e garimpar as lojas de massa atrás de peças que se transformam se associadas a outras. É emocionante acompanhar um desfile de vestuário de luxo. Quem não se encanta com isso? Quem não se encanta com um vestido de redcarpet? Quem não paga um pau para o figurino de um filme? Quem não olha essas fotos da Emma Watson e não se emociona? Tem que ser muito insensível. É bucólico, delicado, agressivo, vadio e luxuoso ao mesmo tempo.

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A conclusão é que, se resumir a achar que a gente veste um bando de paninhos todo dia e que é um absurdo fútil se preocupar com o que vai ser usado diariamente, é uma baita de uma limitação. Não se preocupar com isso é aceitável. Condenar isso, rotulando como “coisa de gente fútil” é o bizarro. E tão bizarro quanto isso, são aquelas pessoas que vivem para o que é tendência. Moda não é um coletivo de vítimas da moda. Moda, no sentido genial da palavra, é a sua reunião de sentimentos do dia materializados em pano. Moda é isso.

Scotch Flex - 3M - Cola muito útil

Jun 28, 2009 Author: Ludmilla Rossi | Filed under: Coisas legais, Compras, Economia

Esse produtinho é muito útil para quem AMA sapatos como eu. Vale a pena falar dele aqui no blog, pela economia com sapateiro que ele me trouxe. Toda vez que eu precisava colar um sapato ‘falante”, uma palminha que descolava, lá ia eu deixar acumular meia dúzia de sapatos pra levar pro sapateiro dar um jeito. E nessa brincadeira ia 50, 60, 80, 100 pilas por rodada de consertos.

Resolvi comprar uma cola de sapateiro de verdade para tentar resolver esse probleminha em casa (e também pra economizar, e eu poder comprar mais sapatos, muahauahua), mas foi mega não-prático e a cola estragou.

Até que eu achei essa belezinha aí em baixo e minha vida mudou. Sapateiro agora é só pra problemas graves, como colar saltinhos que ficam presos na calçada bizarra da Tolentino Filgueiras em Santos. De resto, é na vibe DO-IT-YOURSELF, com ajuda desse produtinho aí em baixo:

Scotch Flex

Comprei na Multicoisas da Ana Costa em Santos, e também na Multicoisas do Shopping SP Market em São Paulo.

Custa de R$ 8 a R$ 10 e vale muito a pena.

Os Carpenters e o Ebay

Jun 25, 2009 Author: Ludmilla Rossi | Filed under: Coisas bonitas, Coisas legais, Compras, DVD, Letras de Música

Faz umas boas semanas, num sábado, saímos eu, Maurício, Danilo, Cacá, Alê e Preta. Papo vem, papo vai, e eu e a Preta ficamos conversando de “boiadas on-line”, ou seja, sites que vendem coisas muito legais a preços humildes para o povo do terceiro mundo que viaja pouco ter acesso a it products importados e absolutamente necessários (leia-se maquiagens, perfumes, creminhos, bolsas e etc).

Ficamos trocando figurinhas e eu contei pra ela sobre a incrível experiência do StrawberryNet (que, controladamente, fiz essa única compra), do MercadoLivre, do Privalia, do BleuDame (váaaarios óculos) e blablabla. Ela me contou que tinha arrematado umas coisas barateenhas e legais no Ebay. Mesmo jurassicamente usando a internet eu nunca havia tido uma experiência para o Ebay. Já tinha caído nele buscando coisas no Google, mas nunca tinha de fato usado o site.

Bom, comecei a experiência buscando um produto que queria há bastante tempo: um documentário sobre a história dos Carpenters. Procurei em várrrios lugares, em Santos, em São Paulo, em todas as grandes lojas virtuais, e a única coisa que achei foi o Carpenters Gold, por R$ 60. Nem rolou comprar, pois segundo o vendedor, no DVD não tinha nenhum documentário, e sim videoclipes. Para ver videoclipes usamos o YouTube, né gente?

O primeiro resultado no Ebay era justamente o que eu queria. O DVD do doc dos Carpenters de 1997. POR U$ 4,99. Para meu, não dá né? Mandei vir lá de Singapura o meu Dvdzinho, e eu tava crente que era de segunda mão! E não era… aí eu aprendi que no Ebay tem que ser malandrinho pra sacar as siglas NIB, NWOT, NWT e etc. Eu sei que o DVD chegou aqui, embalado, NOVO em folha por um preço ridículo.

Para apreciar:

DVD dos Carpenets

Bom, aí eu comecei a entender que se foi tão fácil assim, eu iria achar outras coisas legais. Talvez algo vintage, relacionado ao meu gosto por música, mas que servisse pra decorar as paredes que estão na minha frente, mas que fosse baratinho. E achei isso:

DVD e Music Sheet

O DVD já citado, e uma Music Sheet de 1969 dos Carpenters, da música Close to You. Todo desgastadinho pelo tempo, com uma ilustração completamente 70s, linda. Vou mandar emoldurar e colocar perto da minha mesa, já que coincidentemente as cores harmonizam perfeitamente com a Mkt.

Mas, o mais poético foi isso: você vira a página, e tem a partitura da música :O

Music Sheet

Aí vc olha um pouquinho mais, e percebe que alguém já usou isso pra tocar. Por causa dessa marcação

Music Sheet

“Gold and star-light in your eyes of blueeeee” tem uma marquinha azul do ex-dono.

Fofo, não?

:´(

PS.: O lençol completamente vintage foi pra combinar.

Recomendo clicar em play pra ler o post.

“Feels like maybe things will be all right
Baby, Baby
Your love’s made me
Free as a song singin’ forever”

——

Minha vó faleceu em 7 de novembro de 2008. No domingo, 7 de junho, fui na casa dela, exatos 7 meses depois, separar as coisas e ver se havia algo do passado que eu gostaria de resgatar. Aquele armário, que sempre pareceu um universo enorme para uma menina de 6 anos de idade, virou um guarda-roupa comum, aromatizado com naftalina e cheiro de madeira velha. Não acho esse cheiro ruim, e nem sei se é bem de naftalina. Mas era um cheiro típico da casa da minha avó. Depois de muitas horas, separei algumas roupas, algumas jóias, 3 óculos de sol (minha avó só tinha 3 óculos de sol!) e uma bolsa authentic vintage. Algumas fotos e cartas que abrirei daqui a um tempo.

Foi uma volta ao passado, de coisas que eu via esporadicamente quando vinha da Bahia para a casa dela. Aquele armário sempre foi um mundo paralelo. Eu tinha um medo inconsciente dele. A penteadeira eu abria minha vida inteira, e vasculhava cada canto. Os batons eu usava em 1986. Joguei fora umas sombras de bastão, apodrecidas que eu usava para me maquiar quando criança. Se eu soubesse teria arranjado umas sombras Renew pra minha avó.

Ela tinha mania de guardar coisas. Sabiamente ela guardou uma saia florida que não devia servir nela há anos, e acabou ficando perfeita em mim. Muitas coisas serão doadas. Dentre tudo que eu trouxe e herdei da minha avó, a maior parte das coisas não se guardam em caixas ou em armários.

Hoje minha mãe voltou na casa dela. Alguns cantos não haviam sido explorados ontem, um deles, em cima do armário. Minha mãe achou uma coleção de revistas Geração POP, de 1973, 1974, 1975… Ok, qual é a graça em cima dessas revistas amareladas? Um parênteses para essas coisas que a gente não encontra, mas encontram a gente. É clichê falar que a gente não é do nosso tempo. É chato falar como um velho rabugento que afirma que as coisas eram melhores antigamente. Mas é fato que a música hoje não me encanta como a música florescida em décadas passadas.

Sempre comento com o Maurício que eu me imagino ligando um toca-fitas antigo, num carro antigo, ouvindo o último hit dos Carpenters. Ou indo além, como deve ter sido mágico viver numa época em que Carpenters e Diana Ross disputavam as primeiras posições da Billboard. Imagine entrar em qualquer boteco que você entre estar tocando Only Yesterday ao invés de Calypso ou Ivete Sangalo. Não é uma questão de viver DO ou NO passado, mas sim de realmente admitir que a criatividade musical da humanidade já teve o seu ápice nos últimos 100 anos (ou 1000 anos). E que se é pra este ápice ser superado, que seja se forma convincente. O ATARI está no passado, mas não é o ápice dos videogames. Mas musicalmente a humanidade ainda não superou as 3 décadas de 60 a 90. Sorry.

Voltando a revista Geração POP, minha mãe me trouxe essas revistas, sobre as quais eu jamais tinha ouvido falar. Sou de 82, a revista nasceu uma década antes de mim, em 1970 pela Editora Abril. Me emocionei ao abrir os exemplares e meus olhos encontrarem a estética que eu facilmente adotaria hoje para viver. Me senti mais confortável e ambientada com o mundo que eu encontrei na Geração POP do que o que eu encontro na NOVA. Eu conhecia todos os artistas que estampam a revista: Cat Stevens, Diana Ross, Barry Manilow… pensei comigo que seria simplesmente fabuloso achar uma revista que trouxesse os Carpenters como matéria central. E foi o que aconteceu quando eu tirava as revistas da caixa.

“Nós ainda acreditamos no amor” - Os Carpenters é a matéria de capa de um dos exemplares. Coloquei Only Yesterday pra tocar e por uma fração de segundos eu me transportei 20 anos atrás. Curiosamente procurei na internet sobre o que aconteceu com a revista Geração POP, e aí vai…

A Geração Pop – também conhecida apenas como pop, já que o logotipo põe esta palavra em destaque – era de música pop em geral. Seu estilo era mais comportamental, mainstream, não se prendendo ao rock, mas a outras tendências populares da música jovem, como a soul music (Jackson Five, Stevie Wonder) e o pop romântico (Carpenters, Elton John). A decadência da revista se deu porque ela não conseguiu acompanhar as tendências musicais atuais. Sobre o punk rock, arriscou-se a fazer matéria fictícia, com dois meninos de rua, aparentando pivetes, que seriam integrantes de um inexistente grupo de punk rock. Foi sua sentença de morte.
Fonte

Depois de 36 anos, que mantiveram sacos plásticos e a rotina afastando as revistas dos meus olhos, a Geração POP não conseguiu acompanhar as tendências musicais atuais. Mas ela nunca precisou mesmo fazer isso. Ela encontrou seu nicho, chegou ao seu target com um atraso de quase quatro décadas. A maior parte dos artistas presentes em suas páginas não deveriam ser substituídos por tendências atuais. Ler essa revista hoje não é voltar ao passado, mas sim reconhecer que o passado não é obrigatoriamente substituído pelo presente apenas pelo frescor do seu tempo, mas sim pelo frescor de sua criatividade. Tomorrow may be even brighter than today.

(Eu disse, maybe).

Letra completa de only yesterday dos Carpenters

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Louis Vuitton aguçando

May 24, 2009 Author: Ludmilla Rossi | Filed under: Coisas legais, Compras

Nunca estive plenamente convencida a comprar uma bolsa dessa marca pelo custo/benefício, mas digamos que esse vídeo é mega sensorial e dá uma aguçada em qualquer micróbio fashion que exista.

Que movimentação de câmera!
PS.: O vídeo é de 2003 mas só achei agora, portanto, é novo!

Keep calm and carry on

May 18, 2009 Author: Ludmilla Rossi | Filed under: Coisas bonitas, Coisas legais

Ok, escrever isso às 4 da madrugada é foda, eu sei… mas…

keepcalm1

keepcalm2

keepcalm3

Desde que vi esse poster num espaço decorado com peças do Johnathan Adler, eu pirei. Vou fazer um desses para colocar aqui no novo espaço da Mkt Virtual.

Eu não sabia, mas até tem um site especializado em souvenirs deste genial slogan, que foi inventado em meados de 1939. Aqui tem a história dele.

É tão velho, mas se mantém tão atual né? Vamos nos manter calmos e seguir em frente, mesmo depois de virar uma madrugada na empresa.

Flickr photostream


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