Cá estou eu. Com mais um desafio na mão. O frio na barriga bate… especialmente porque quando é a primeira vez ninguém tem muita expectativa sobre você. Parece que foi encomendada, e na boa, só coisa que tem a ver comigo de alguma forma cai na minha mão. Eu sempre detestei esoterismos - não que eu tenda para o ceticismo - mas para mim a gente traça os nossos planos e eu acho muito loser quem fica colocando a culpa de seus problemas em outras coisas e pessoas. Mas que eu ando vivendo uma fase deveras holística, eu ando.
A mesma história de falar que “a minha loja não foi pra frente por causa daquele cara”, ou “eu não consegui o emprego por causa daquela outra pessoa”. É muito fácil não assumir as nossas incompetências. Pronto. Um parágrafo para emendar no acidente da TAM, que vou citar mais lá pra frente. Na verdade a gente merece tudo o que tem, e sem parecer clichê - a lei da atração existe sim. Gente bosta atrai gente bosta. Gente boa atrai gente boa. Não importa que catalisadores existam aí no meio, e não importa também se isso já saiu em livro, filme, em Powerpoint. Não interessa, e não adianta a gente achar que a gente não merece - de fato existem exceções - mas as pessoas mais admiráveis e com mais caráter que conheço mereceram muitas coisas ruins que ajudaram-nas a se formar como excelentes seres humanos, e a atrair, a partir daquele momento - pessoas tão boas quanto elas.
Conheço inúmeros exemplos, que obviamente não sou ninguém para fazer uma avaliação pública deles. O resumo dessa ópera é que caiu na minha mão um lance maneiríssimo, onde tem tudo a ver com o momento, e que é um ótimo foco temporário para julho e agosto de 2007.
Enfim, agora vamos lá ao acidente da TAM - onde nada do que eu falei acima - de merecimento e etc está relacionado. Já tem muito blog, fotolog falando do acidente em si. Eu toquei no assunto do acidente para levantar um outro assunto que é:
NINGUÉM TOMA PARTIDO DE NADA NESSA PORRA!
Vou explicar: vejo uma puta galera criticando o governo, sentadinho na cadeirinha, fazendo nada, e fazendo a maior merda de todos: assumindo uma postura absolutamente neutra. O povo mediante a 2 caminhos a serem escolhidos, prefere assumir uma postura neutra, do tipo “ah, não quero me envolver…”, ou “ah, não sei, prefiro ficar quieto e usar uma determinada opção ao meu favor”. E o pior dos defeitos: a omissão. Omissão é, ter uma visão, opinião, e ficar quieto, permanecer quieto, neutro, ou seja, ser um AMARELÃO - que nem o Lula. Tudo que o Lula fez desde o acidente foi amarelar. E a partir do momento que o “exemplo” amarela ou age de forma totalmente controversa, não é possível que se tenha fé em grandes mudanças ou atitudes.
Eu estou falando isso sem qualquer conhecimento em política, especialmente por tem algo na política que eu não entendo. Todos os seres humanos lutam por qualquer tipo de reconhecimento. O ser humano tem sede de reconhecimento, e eu não vejo, melhor maneira de se obter o reconhecimento de milhões de pessoas a não ser através da política. Mas os caras só fazem merda atrás de merda, e ninguém toma partido (ou seja, voltando ao parágrafo lá de cima), eles assumem a posição neutra. Os caminhos que vejo que eles teriam:
1 - Vou receber um bom salário e ralar absurdamente nessa porra, arrumando treta com quem for para fazer o negócio direito e dar certo;
2 - Vou receber um bom salário, ficar na boa - na posição neutra. Vou jogar dos dois lados, ora eu me acomodo, ora eu finjo que trabalho - especialmente quando dá merda.
Nem é preciso falar qual a opção escolhida. E aí, que moral o povo tem para criticar o governo? Enfim, 200 pessoas morreram, as famílias se fuderam assistindo a uma pirotecnia onde seus próprios parentes fizeram parte da pólvora do espetáculo literalmente - de chorar. Fogo e um monte de carniceiro na frente do cenário assumindo a posição neutra - eu, você, todo mundo ligando a TV - e neste momento sendo neutro.
Pra mim neutro é sabonete. Literalmente ou figurativamente.
E, enfim, hoje o Fantástico estará cheio de historinhas veiculadas pela TV mais neutra do país (sim, neutra, sabonete, vaselina), que hoje não estará tão neutra assim, vai descer a lenha mas amanhã vai voltar ao seu estado de neutralidade (não confunda NEUTRALIDADE com IMPARCIALIDADE JORNALÍSTICA), equilibrando um sabonete nos assuntos PAN e TAM, afinal (foneticamente) muda uma letra só.
E na boa o “Malvadeza” tinha tudo de ruim, mas ele não era omisso em suas desavenças. O cara tomava partido, especialmente da Bahia, podendo parecer irônico - mas eu realmente admiro quem toca o foda-se para o sabonete e realmente luta contra ou a favor de seus ideais (por mais duvidosos, no caso do ACM).
É isso.
Que salve-se quem é neutro da linha da mediocridade, do meio termo e da amarelice!