Ain´t no mountain high enough

5 June, 2010

O propósito do meu blog

Filed under: Diarinho, Idiotices, Interessante — Tags: , , , — Ludmilla Rossi @ 12:12 am

Comecei meu blog sem muito propósito. Era para ser um espaço, um diarinho descompromissado, para eu escrever algumas coisas, dividir umas músicas, desenhos, textos e referências da minha vida. Comecei a brincar de blog em 2007, já fazem 3 anos. Na real em 2002 tive um blog, onde era hostee de uma amiga virtual blogueira celebridade da época (Yael, que perdi contato). Durou pouco tempo, porque eu chamava de “blog” um HTM que eu atualizava na mão (hahaha).

Enfim, 5 anos depois criei esse blog. O seu nome faz todo sentido para mim, só não ouço tanto essa música como ouvia em 2007, mas ela permanece como um hino na minha vida. Ain´´t no mountain high enough, ain´t no river wide enough…

Cá estou querendo fazer um exercício mental do papel do meu blog hoje e cruzar isso com a minha idade, função e personalidade.

Tinha 20 anos quando inaugurei o meu primeiro blog. E 25 quando inaugurei esse. E agora tenho 28. Estou mais perto dos 30 anos, que tem se mostrado a idade mais assustadora (não para mim, mas para todos os meus amigos). Sinceramente eu tinha mais medo de fazer 15 do que de fazer 30. Tem coisa mais assustadora do que uma festa de 15 anos? Aquele vestido horroroso, aquelas roupas e cerimonial brega, a dancinha com um garoto na puberdade, as espadinhas e toda vibe “Back for good” dessas festas? Gente, obrigada pai, obrigada mãe por terem aceitado a minha “anarquia econômica” da época de ter banido festas de 15 anos da nossa família enquanto minhas amigas contavam cada segundo para “o grande dia”. Obrigada meu Deus por eu ter tido a brilhante idéia de viajar com mais 2 amigos e meu namorado + minha família como “troca” de uma festa que se transformaria em pó, constrangimento e fotos bizarras. Amém.

Voltando ao foco, de fato eu farei 3o anos em 2 anos. Isso não me alarma absurdamente, pois estou há 15 anos em processo de adultização, com frequentes recaídas. Às vezes, ou quase sempre, tenho toda a certeza do mundo que tenho 23 anos. E não sei explicar porque. Na realidade eu só percebo que vou fazer 30 anos quando vejo que a maior parte dos meus funcionários é mais nova do que eu. Sério, antes não era assim. Antes eu era mais nova que as pessoas que trabalhavam comigo. Hoje é o inverso…

Qual a diferença do meu blog aos 25 e aos 30? Antes eu anotava alguns pensamentos metafóricos, hoje eu prefiro escrever um pouco mais. Às vezes me poupo de escrever um pouco também, por considerar certos temas profundos, reflexivos ou partidários demais para um blog bastante fútil (futilidade é legal, acreditem!). Às vezes me poupo um pouco também por ter muita vontade de retratar fatos que acontecem na minha vida profissional, como empreendedora, fornecedora, e resumindo, chefe. Talvez esse post tenha a função de me encorajar a dividir essas coisas, ou apresentar pontos de vista, não sei. Acho que seria útil.

Não é o meu propósito tornar o blog formal, e deixar minhas meninices e futilidades de lado. Sim, adooooro maquiagens, comprinhas, moda, acessórios, pinturas, restaurantes gostosos, programas de índio entre outras coisas. Talvez eu precise de um novo layout, onde eu consiga segmentar isso de uma forma mais legal. Simples.

Isso tem a ver com a minha função. Difícil definir a minha função, mas acho que já fiz tanta coisa que a define. Muita coisa profissionalmente, muita coisa executada, tantas situações, vontade de resolver coisas, de ajudar pessoas, de contar histórias. Acho que essa é minha função, e pouco compartilhei 9 anos de experiência e muito auto-didatismo e aprendizado com funcionários. Aliás, poucas pessoas que lêem esse blog sabem o que realmente sou e faço. Meu about não diz muita coisa, e eu também nunca fiz muita questão de explicar claramente aqui meus papéis nesse mundo.

Isso tem a ver com a minha personalidade. Ok, um pouco atabascada, assumo. Quando as pessoas me falam isso “você tem personalidade forte” eu reluto um pouco, mas às vezes passo a acreditar lentamente nisso. Não gosto por ser um rótulo, mas olhando para trás sei o quanto isso trouxe de bom, e ás vezes de ruim. Prefiro focar no que trouxe de bom, e trazer um pouco mais de auto-controle para lapidar os erros que cometi por excesso de sinceridade, de falar o que eu realmente penso ou de agir da forma que eu acreditei ser a mais correta para o momento. Essa é a principal vantagem de fazer 30 anos: você poder assumir isso e foda-se. Afinal, agora, literalmente sou eu (e o meu trabalho) que paga as minhas contas, não é mesmo? O lado bom da minha personalidade também pode ser útil por aqui. Falar o que penso funcionou na maioria dos casos e faço isso bastante, falar tudo o que penso pode ser avaliado.


Um adendo, eu adorava falar isso quando tinha 18 anos e agora vejo como eu fui idiota, já que eu não pagava as minhas contas, e sim as minhas futilidades, hahaha. Ok, com 18 anos a gente se acha muito esperto, é um consenso coletivo da minha geração.

Por fim, a minha grande conclusão. Preciso transpor a realidade do meu blog para quem realmente sou hoje, sem omitir tanta coisa. Uma “garota” de 30 anos, em processo de adultização contínuo e eterno, e que acredita que isso não precisa ser chato. Uma profissional com uns bons anos de estrada, vivência na carne e crânio rachado por isso. E com uma função, na qual eu acredito muito, que é fazer as coisas que eu acredito, como eu acredito, com outras pessoas que acreditam.

1 June, 2010

Amitrocas 2010 - Troquinhas de inverno!

Filed under: Coisas legais, Diarinho — Tags: , , , — Ludmilla Rossi @ 12:59 am

E chegou a hora de receber e postar as caixinhas das amitrocas de inverno de 2010! A minha amiga foi a Roberta Dias, e recebi a caixinha dela na sexta-feira!

As coisinhas que tinham dentro:

1) Brinco de gatinho (acertou em cheio!)

2) Cachecol feito a mão por ela, preto (eu não tinha um preto coringa ainda :O)

3) Manteiga de cacau líquida da Vult, não está na foto porque já estava no meu case! Eu ainda não conhecia essa!

4) Chá-de-camomila, pra dar aquela acalmadeenha…

5) Esmalte da coleção Penélope, eu ainda não tinha.

6) Meia de coraçõezinhos, acertou em cheio de novo :D

7) Bilhetinho

amitrocas2010

Coisinhas de ganhei da Roberta, na troquinha do Pespontos.

Missão cumprida e o começo de uma nova amizade :D

bjs , adorei tudo!

—–

Post da Rô sobre a caixinha que ela me enviou! A foto dela ficou mais bonita que a minha!
Clique aqui e leia.

20 May, 2010

Andanças, cultura e futilidades por aí!

Filed under: Coisas legais, Compras, Diarinho — Tags: , , , , , , — Ludmilla Rossi @ 11:49 pm

Hoje já é quase quinta mas vou falar de sábado passado, quando eu e minha mãe fomos até São Paulo dar uma voltinha, olhar vintrines e dar aquela caroçadinha básica. Caroçar é uma arte! Adoro olhar vitrines, buscar referências, experimentar coisinhas e só comprar o que me interessa. Ou ás vezes, nem comprar o que me interessa por conta de algum fator X.

É o caso deste sapato abaixo (prepare seu coração).

melancia

Achei incrível! Pena (ou graças a Deus) que não tinha o meu número.
O sapato é feito todinho de couro, sola super grossa, bem artesanal mesmo.
Salgadinho o preço, mas valia por ser super feito à mão. Tinha esse rosa de couro e o preto de verniz.

Preço: R$ 240.
Eles aceitam encomendas, e sugiro (por causa do formato) que você peça 1 número maior que o seu. A forma parece pequena…

A loja é a Melancia Acessórios, tudo muito lindo!
Galeria Ouro Fino
Rua Augusta 2690 - 1° Piso- loja 206 (Jardins, São Paulo)
Tel: (11) 3081-1239

Fiz questão de divulgar aqui porque a vendedora foi suuuper simpática e me deixou a vontade para olhar tudo com as mãos. Cada coisa SUPER FOFA!

Eu nem estava planejando dar um pulo na galeria Ouro Fino. Acabamos indo para a Av. Faria Lima em uma tentativa frustrada de ir no Instituto Tomie Othake. Eram antes das 9h da manhã e as exposições só abriam às 11h. Então, saímos andando pra frente, olhando umas vitrines de lojas de decoração ali perto, enrolando, enrolando. E fomos até a Oscar Freire, na minha opinião um dos pontos mais econômicos de São Paulo. Na maioria das vezes eu só olho, rs.

Bom, eu queria mostrar o Mercadinho Chic para minha mãe, mas só abria meio-dia. E aí ficamos enrolando, entramos na Augusta e tchanan! Apareceu a Galeria Ouro Fino bemmm na minha frente. Fazia uns 10 anos que não entrava naquele lugar, ouvi uns boatos que tava tudo meio caidinho e tal… e aí resolvi entrar. Cortei o cabelo no impulso no Mundorama (salgadinho o preço do corte, mas muito bom!), entrei em algumas lojas, entre elas a Melancia e uma outra de peças em prata chamada Cohn.

Conheci a dona de Cohn que é uma moça hiper simpática e que ammmmaaa gatos. Aliás, muitas coisas que ela faz são cat inspired total. O que mais amei foi um anel com 2 orelhinhas de gato e um colar com uma flâmula escrito Cat Lover. A minha cara.

Saindo de lá voltamos no Mercadinho Chic e para minha surpresa os expositores eram outros e tinham umas coisas AMAZING. Comprei um brinco de prata que não resisti, da Fernanda Spilborghs. Um bom gosto fora de série e peças super esculpidas em prata. Vimos muita coisas e lálálá, e saímos de lá procurando algum lugar bom e barato para almoçar nas redondezas.

Achamos um restaurante no final (ou no começo?) da R. Augusta chamado Comida dos Anjos. É um restaurante por kilo com pratos super incríveis. Eu e minha mãe gastamos (juntas!) trinta réau, e comemos lasanha ao funghi, linguado ao molho roquefort e outras coisas de um patamar complexo da culinária. Muito bom!

Depois dessa saga nos Jardins fomos até o Museu da Casa Brasileira (super pequeno o acervo) e estava rolando uma exposição sobre Brasília. O que mais gostei de saber foi que Brasília foi “feita” através de um processo de concorrência onde participaram 4 arquitetos. Bem legal esse fato, pois é algo ligado ao mundo da comunicação que eu não imaginava que tinha rolado com a seleção de um fornecedor para idealizar uma cidade!

Na sequência andamos umas booooas quadras pela Av. Europa até chegar no MuBe, onde estava rolando uma exposição sobre Victor Brecheret (patrocinada pela Renner) e aproveitei para dar uma estudada em coisas que estou aprendendo na faculdade. Deu para ver algumas esculturas, e os rascunhos e roughs do Brecheret.

Saindo de lá fomos até a Shoestock que estava fervendo de mulheres alucinadas ladeadas por pilhas de sapato. O esquema é auto controle no talo, olhar tudo, experimentar o que for possível e pensar 2339 vezes antes de pensar em levar. E foi isso que eu fiz, naaaada de comprar uma ankle-boot-havana-perfurada-linda-que-ficaria-incrível-para-ser-usada-com-vestidos. Nada disso.

Quando saímos de lá eram umas 18h, ou seja, fazendo as contas nós estávamos andando desdes as 8 e meia da manhã. E fomos esperar o Maurício no shopping Vila Olímpia. Mais de 12h de camelação sem destino definido. Mas foi um dia super legal, só eu e minha mãe curtindo um friozinho de leve. Levemente, assim, parecendo que não há nada com o que se preocupar. Adoro.

13 May, 2010

Design de Interiores Unisanta - Let´s get started!

Filed under: Diarinho, Educação — Tags: , , , , — Ludmilla Rossi @ 11:22 pm

Ok, eu sabia que isso iria acontecer uma hora ou outra, primeiro que eu iria ter vontade de postar aqui sobre isso, segundo que obviamente, por uma questão de repertório e vivência corporativa eu iria responder de uma forma não tão pacífica em relação a situações que não concordo.

E, nesta semana isso aconteceu pela primeira vez, e vou documentar aqui minha saga para acompanhar a reversão deste quadro. Comecei a faculdade em fevereiro, e logo na primeira semana de aula tomei uma bronquinha pública de um professor porque cheguei atrasada 50 minutos na aula. Eu estava chegando de reuniões em São Paulo, depois de um dia cheio e o professor - José Luiz Camaz meu deu uma bronquinha pública que aboli. No final da aula expliquei a situação para ele, mas não visualizei compreensão por conta da outra parte. Na semana seguinte esse mesmo professor, segundo algumas alunas da minha classe, resolveu não dar uma aula porque a sala que ele usava estava ocupada. Foi a minha vez de fazer uma queixa para o coordenador do curso, pois achei isso bem chato e desnecessário (principalmente para quem deixa o trabalho do escritório pela metade para ir pra aula). Hoje já tenho uma visão consolidada sobre este professor, que passou a agir de forma mais humana e tolerante com a turma, e o considero um bom professor. A matéria dele me interessa, e é bastante aproveitável dentro do meu mercado de trabalho (que nada tem a ver com design de interiores). O mal estar inicial com ele passou e, apesar de por hora não ter muito sucesso tento não chegar atrasada na aula dele, e hoje está entre minhas aulas favoritas.

Bom, isso faz um tempo já… nesta semana rolou uma situação com o Nunes, que pra mim até então neste primeiro semestre dá a melhor aula ever, que é de história da arte. Eu gosto da aula dele porque ele é (assim como eu) apaixonado e entusiasmado com o conteúdo que ele ensina. E não há nada melhor do que ter aula com um professor assim… apesar de muitos aulos acharem a aula dele um porre, eu discordo. É uma aula bem interessante que todo mundo deveria prestar muita atenção, porque não é só design de interiores, e sim está relacionada a cultura, repertório humano e turismo \o/. Faz bastante diferença para mim, pelo menos. Ontem eu acabei discutindo com ele porque (em uma aula que eu faltei) ele separou a aula em 3 grupos de mais ou menos 20 pessoas cada. Isso mesmo, 20 pessoas… cada pessoa teria que fazer uma pesquisa sobre um tema, e o meu grupo ficou com a história da arte no Brasil. Acontece que se já é difícil conseguir harmonia para fazer um trabalho acadêmico em 5 pessoas, imagine com 20. E eu resolvi fazer um comentário (levemente ácido, admito) com ele no meio da classe dizendo que “na história da educação isso nunca deu certo”. Ele ficou meio bravo comigo, expliquei meu ponto de vista e (apesar dele não ter explicado) entendi o ponto de vista dele. Mas apesar de eu estar tentando organizar o grupo, ainda não acredito que isso vá funcionar porque o comprometimento acadêmico das pessoas é ABSOLUTAMENTE diferente do comprometimento profissional. Um grupo de 10, 20, 30, 10o pessoas realizando um trabalho profissional dá certo, pois além de existir comprometimento, existe meritocracia e, de acordo com um número de pessoas, uma hierarquia definida. Em uma classe, onde todos os alunos pagam o mesmo valor para estudar, mas que cada aluno está em um momento profissional e de vida diferentes, isso dificilmente dá certo.  E isso não é uma crítica, mas apenas um posicionamento transparente.

Hoje, depois da leve discussão com o Nunes ontem, eu discuti mais feio com uma professora, e vou fazer questão de documentar isso. Em 9 de março de 2010, comecei um curso na ESPM (Ações Inovadoras em Comunicação Digital), todas as terças e quintas que durou até 1º de abril. Faltei na faculdade durante esse período, preenchendo um requerimento para comunicar as minhas faltas. Na boa, entre uma faculdade for fun, e um curso relevante para o meu mercado de trabalho, obviamente vou escolher meu trabalho que eu amo. E faltei mesmo. Para suprir isso, tentei adiantar todos os trabalhos possíveis. E um deste trabalho era construir módulos, ou, falando mais objetivamente construir tiles ou patterns, coisa que vamo lá né gente… não é novidade para mim e eu faço de olhos fechados. Cheguei humildemente na professora e fiz a seguinte pergunta: “Professora, como vou faltar nas próximas semanas posso adiantar meu trabalho no Corel?”. Ela respondeu que sim, e ao sair da faculdade, imediatamente cheguei em casa e fiz o trabalho para entregar com MUITA antecedência. Se eu não me engano o trabalho era para o início de abril… como eu faltei durante este período todo, fiz meu trabalho no começo de março e deixei algumas cópias na minha pasta, e outra cópia para a Tati, que entregou o trabalho para mim assim que elas pediram.

Bom, hoje elas devolveram meu trabalho com as notas… comecei a procurar o meu trabalho no meio de um monte de folhas A3 e não o encontrei. Chamei a professora e disse “Professora, não encontro o meu trabalho. Era um bloco de folhas A4, coloridas”.

Começou aí o problema. Ela disse que o trabalho não deveria jamais ser entregue em A4 (até aí beleza) e muito menos em Corel (WTF????), e que meu trabalho não estava com ela pois ela não aceitaria nunca um trabalho colorido e em Corel e que não deveria abrir uma exceção para  mim (sendo que eu não pedi isso em nenhum momento). Enfim, rolou uma discussão pois sinceramente achei absurdo que me comprometi com a data e no final das contas isso não foi levado em conta, e ela ficou discursando que todo mundo tem seus problemas, que não dá pra ser boazinha com peão de obra (???????????), e blablablabla. Mandou eu fazer o trabalho e entregar na próxima semana…

Ok, a poeira baixou e fomos para uma outra sala para ela explicar o próximo trabalho. Ouvi atentamente e enquanto conversava com a Joyce sobre o próprio trabalho rolou uma bronquinha pública. Continuei ouvindo e a professora de novo começou a discursar para a classe toda “não adianta o produto final, adianta o processo que vcs controem em sala de aula, blablabla, se vocês faltam é problema de vocês, aqui não é faculdade a distância, blablabla, eu quero saber do processo em sala de aula”. Altamente direcionado e militante. Não tive outra reação. Levantei a mão e falei o seguinte “Professora, não quero que meu comentário pareça insolente, mas se tem uma coisa que é fato é que processo bom é processo documentado. Então, já que metade da classe não está aqui, gostaria de sugerir que vocês colocassem estas informações documentadas no MATERIAL DIDÁTICO (sistema da faculdade de postagem de conteúdo pelos professores), pois certamente se o conteúdo do trabalho anterior estivesse lá, nós não teríamos discutido hoje.”

Ela ficou irritada parte 2. Disse que essas informações já estavam no material didático (acabei de checar e NÃO estão, bem previsível). Começou a discursar sobre o MEC, avaliação do MEC, que ela dava aula há 12 anos na Unisanta e Unisantos, etc etc etc. Ouvi quieta, tirei as dúvidas que restavam e saí da classe. Fiquei nas bancadas lá fora definindo o próximo trabalho com o grupo, tiramos umas dúvidas, e isso ainda eram 21:30. Meu grupo foi embora, e eu a abordei e disse: “Professora, são 21:30. Vocês ficarão aqui até 22:30h?”. Ela perguntou o porque e eu disse que conseguiria fazer o trabalho (o anterior) e entregar para ela ainda hoje. E ela respondeu com um sonoro “não precisa, entrega semana que vem”. Tipo, an??? Bom, eu juro que tentei ser simpática. Ela disse “eu não tenho interesse em ferrar vocês, etc etc”. Eu respondi, sem qualquer ironia “Professora, eu entendo que vc quer ser legal e tal, eu sei que vocês são boazinhas, acabam a aula mais cedo pra liberar a gente, eu entendi”. Tipo, ela fez uma cara super feia e ficou puta com o que eu disse (de acabar a aula mais cedo). Ela achou que era uma super crítica (sendo que não era), e soltou: “é melhor vc não falar mais nada, viu?”.

Gente, parei. Vou lá fazer o meu trabalho (passar para o papel algo que já está feito completo digitalmente - isso faz algum sentido?) e tentar decidir se eu calo a minha boca ou se eu sou transparente. Por mais que eu fique marcada, ou seja prejudicada em notas acho melhor sempre optar pela segunda opção. Sinceridade sempre. A verdade dói, mas constrói.

12 May, 2010

Eu sabia como o dia começaria, mas não imaginei como ele acabaria.

Filed under: Diarinho — Tags: , — Ludmilla Rossi @ 12:28 am

Ontem foi um exemplo de dia imprevisível. Não que tenha sido extremamente imprevisível, mas comecei o dia planejando uma coisa e ele acabou completamente diferente. Pretendia ficar no escritório pensando e estudando uns projetos, acabei me envolvendo com uns assuntos operacionais e tinha que resolver umas buchas da faculdade.

O Gabriel me lembrou que tinha uma palestra sobre roteiro de games, e eu fiquei dividida entre fazer o planejado e sair do script. Acabei indo na tal palestra em São Paulo, mas antes fui resolver um plano pessoal muito legal (in fact, a realização de um sonho possível).


Pausa, meu gato precisa ser afofado AGORA!

Voltando, a palestra era sobre narrativa em games, assunto que está bastante em voga na Mkt Virtual (e que talvez seja a realização de outro sonho possível) e acabei gostando bastante. O tal do Matt Costelo é extremamente carismático e em palestras assim tenho que me concentrar para prestar atenção no conteúdo, e não no que torna o palestrante carismático. Foi bem interessante.

E o mais interessante é que por acaso, na palestra, encontrei o Marcelo Mandaji e sua esposa Luci Hidaka. Por acaso mesmo. O Marcelo trabalhou na Mkt Virtual em meados de 2002/2003 e é um dos nossos ícones de boa índole e caráter profissional e emocional. Depois da Mkt Virtual ele passou por vários tipos e portes de empresas, só que, conversando num Mc Donalds com ele após o evento é muito foda perceber que a sua essência ainda é a mesma.

Pra mim foi bem foda juntar diferentes gerações da Mkt Virtual em uma mesa engordurada do McDonalds. O Marcelo sempre falava que deveríamos ter um redator. E esse redator estava lá na mesa. Claro que, com uma empresa com 4 pessoas e com um caixa anêmico era quase um delírio pensar em contratar um cara para escrever. E alguns anos depois, isso foi possível. Outras mil conclusões acabei tirando (muito boas) que talvez não seja interessante colocar aqui.

Eu pelo menos não planejei aprender/perceber certas coisas ontem.

9 May, 2010

Resumo do final de semana

Filed under: Coisas legais, Compras, Diarinho, moda — Tags: , , , , , , — Ludmilla Rossi @ 8:19 pm

Há alguns finais de semana eu tenho me esforçado para não trabalhar e me divertir um pouco. Os 2 últimos foram bem legais. No feriado de primeiro de maio fiz com a Renata e Juliana (que conheci no curso Ações Inovadoras da ESPM) um tour em Santos como turista! Passeamos no Centro Histórico de Santos, no Monte Serrat, comemos Meca Santista, etc etc. Fotos aqui.

Neste final de semana ficamos em São Paulo. Sexta fomos no show do Johnny Rivers, dormimos na Flávia e sábado fizemos um passeio emulando paulistanos bem nascidos, com brunch na Bella Paulista pra começar o dia.

bellapaulistaVitrine do mal, cheia de doces de váaarios tipos. Entre eles um brigadeiro de copinho com mousse de limão que eu adorei.

Na Bella Paulista eu e o Maurício dividimos um sanduíche de Gorgonzola com uva, azeitona e espinafre. Amazing, um dos melhores sandubas que já comi até hoje.

Depois fomos dar uma andada na Oscar Freire pois eu queria comprar uma Melissa para minha mãe na Galeria Melissa. A loja é muito foda, sempre tem umas Melissas diferentes. Eu já tinha ouvido falar dessa Lady Dragon aqui abaixo, mas ainda não tinha visto pra vender pessoalmente.

ladydragon1Clique para ampliar

ladydragon2Todas as cores são lindas, mas eu resisti e não trouxe pra casa pois já tenho uma Lady Dragon exótica.

Depois de lá fomos no Mercadinho Chic, espaço na Oscar Freire que eu ainda não conhecia. É uma espécie de feirinha-hippie-prime (hipprime?), com peças artesanais feitas por gente de muito bom gosto. Muita coisa de prata e Swarovski, e em alguns stands achei peças de ouro e outro branco, tudo criado por jovens designers. Todo mundo sabe que eu adoro descobrir essas coisas e sou fãzoca de coisas artesanais, fofas e genuínas, pra vestir e pendurar nas orelhas e no pescoço.

Rolou um auto-controle, mas tive que trazer isso pra casa:
pingentes
Um gatinho e um laço feitos artesanalmente. O gatinho é da designer Ana Barcellos (www.anabarcellos.com) e o laço na fitinha de camurça é da Gabriela Ricca (gabiricca arroba hotmail ponto com). Ambos irresistíveis.

Depois fomos até a Fnac dar uma volta e olhar uns eletrônicos. Lá em cima no café tinham uns quadros bemmm lindos expostos, do André Gonzaga (da Lata). Pesquisei mais sobre ele e tem uns quadros bem fodas, surrealistas em todos os sentidos! Flickr dele, aqui.

andregonzaga1

andregonzaga2

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Depois da Fnac pegamos a Flávia no teatro, e antes de voltar para Santos, uma paradinha na Shoestock. Eu ia fotografar uns modelos de sapato que tinha amado mas não compraria, só que a loja tava fechando. Tinham uns super bonitos, super invernais, mas super altos tb - que para quem andar muito a pé (como eu) não rolam. Pra mim não há nada mais bizarro do que sair de casa sabendo qe vai andar muito com um puta saltão.

Por isso comprei uma sapatilha café meio craqueladinha em prata, que estava fazendo falta no meu armário. Peguei uma com vintão de desconto, e com pedrarias charmosinhas.

shoestock

Por fim, dia das mães com almoço em família. Resumo de um final de semana com pessoas que amo, reais a menos e algumas calorias a mais. Ô coisa boa!

Colar do Twitter!

Filed under: Coisas legais, Diarinho, moda — Tags: , , , — Ludmilla Rossi @ 2:08 pm

Desde que essa febre dos colares com nome começou eu pensei em  formas legais de usá-lo para não clichezar. A primeira foi mandar fazer um beeem grande com as palavras “Lorem Ipsum“, o famoso texto de marcação dos layouts, conhecido por todos os dizainers. Esse eu fiz na cor prata.

Aí tive a idéia de mandar fazer um dourado, que ficou assim:

colartwitter1
Recebi na sexta e adorei! Além de ter pago no mínimo 60% a menos do que os preços praticados no Brasil (mandei fazer numa empresa chinesa), ele é melhor acabadinho e com um banho de ouro hiper caprichado. Na real o colar (tanto o nome quanto a corrente) são feitos em prata 925 com banho de ouro. Dá pra comprar aqui, num site todo versionado em português.

O meu veio com a corrente figaro. No começo não gostei tanto (preferia a veneziana), mas depois vi que a figaro tem uma super vantagem que é usar o colar em diversas alturas por conta dos elos maiores que ela tem.

A idéia de colocar o endereço do meu Twitter na minha opinião é mais legal do que colocar o nome. Não fica tanto com cara de “vim do pet shop”, além do colar ganhar alguma utilidade. Não pretendo ganhar followers por as pessoas verem o meu endereço no colar, mas é uma forma de atualizar algo que já foi hit nos anos 80! :D

colartwitter2

29 April, 2010

Liptints Bourjois e Benefit - o batom que não meleca!

Filed under: Beleza, Diarinho, Maquiagem — Tags: , , , , , — Ludmilla Rossi @ 10:57 pm

Eu já havia falado dos liptints aqui. Mas como a minha coleção pulou de 1 para 3 tons, resolvi fazer mais um post. Primeiro porque é um produto que aqui no Brasil é vendido por muuuito mais caro do que ele merece. Na foto abaixo mostro 2 da Boujois, as cores Groiselle Irrelle e o Rose Pixel. Cada um aqui no Brasil custa R$ 50 a R$ 60. O Posie Tint ou Benetint já vi vendendo por R$ 70 em sites.

Segundo porque é um produto que eu acho muito bacana, uma coisa meio efeitos-especiais-acordei-assim. Dá pra ficar um bom tempo com a boca colorida, depois de falar muito ou comer, sem precisar retocar freneticamente.

Terceiro porque queria comparar as 2 marcas.

Todos os produtinhos abaixo comprei no E-bay. Os da Bourjois não passaram de 8 dólares cada, já com frete. O Posie Tint foi 15 dólares, e veio com um corretivo Benefit de “brinde”.

Fazendo as contas, comprei todos os produtos abaixo pelo equivalente a 1 deles aqui no Brasil. Eita absurdo.

Clique nas imagens para ampliar
liptints002

liptints001

Comparando as duas marcas é nítido que os liptings Bourjouis são mais líquidos, enquanto o Posietint é mais leitosinho. O Posietint é mega claro e discreto, serve pra quem não gosta mesmo de muita cor (que não é o meu caso, at all). Os da Bourjois já são mais coloridos, as cores mais fortes funcionam mais. O Groiselle é mais rosa, meio fuchsia se vc capricha na aplicação. O Rose Pixel é mais pro vermelho, tem uma corzinha de sangue de leve e deixa a boca com aquela cara de just bitten.

Os meus preferidos são os da Bourjois, sem dúvidas. O Posietint vai ser mais para aqueles dias sem inspiração alguma, e pra usar de blush hiper natural, apesar de eu ter gostado do produto.

Quem quiser testar o Posietint antes de gastar os 15 dólares, procure por amostras grátis no E-bay. Por menos de 4 dólares dá para achar amostrinhas de 2ml, que dá pra usar muito!

O mais importante: esse tipo de batom é que ele é a prova de namorados que odeiam maquiagem. Como eles não soltam pigmento, não são melecados e cremosos, funcionam super bem!

Outras opções de liptints no Vende na farmácia.

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