Um blog sobre nada específico, escrito por quem ama gatos, design e gosta de fazer muitas coisas.
Ontem e anteontem evite no Social Media Brasil 2010, evento que visava discutir o assunto e trazer alguns “especialistas” no assunto para palestrarem.
Primeira coisa que fiquei contente foi de poder ouvir algumas palestras em inglês, para exercitar o cérebro a absorver informações no idioma, é aprendizado duplo. Fui forçada a isso pois tradução simultânea em eventos de web geralmente não funciona. Os tradutores não estão tão imersos no assunto, e se perdem. Assim foi na última palestra de games de fui.
Vou tentar resumir minha experiência com o evento e dividir os pontos fortes na minha opinião. Dessa vez adotei uma postura diferente, não anotei nada. Procurei absorver sem cola, diferente dos outros eventos que eu anoto bastante coisa.
Assisti às seguintes palestras:
Julio Vasconcellos (Facebook)
Mariano Suarez (Three Melons)
Jessica Faye Carter (Nĕtte Media)
Erica Swallow (Mashable)
Terence Reis (Pontomobi)
Augusto de Franco (Escola de Redes)
Mario Brandão (Associação Brasileira de Centros de Inclusão Digital)
E aos debates…
1) Marcelo Vitorino (Talk Interactive / Pergunte ao Urso), Soninha Francine (Partido Popular Socialista)
2) Gustavo Guanabara (Guanabara.info), Christian Gurtner (Escriba Cafe), Alexandre Ottoni (Jovem Nerd), Deive Pazos
(Jovem Nerd)
Vou comentar somente as palestras
A palestra do Julio Vasconcellos do Facebook serviu para reforçar o fato de as marcas e as produtoras precisarem se atentar ao Facebook agora visto que ele ainda não está tão no mainstream da massa brasileira, acredito que ainda há muito espaço de crescimento para ele. Desenvolver peças específicas para o Facebook, sejam mini-sites lá dentro, jogos, aplicativos complexos ou simples devem ser ponto de atenção.
O Mariano Suarez da Three Melons, empresa argentina de desenvolvimento de jogos deu uma palestra bacaninha, infelizmente ele não conseguiu mostrar os vídeos metafóricos do The Theory of Fun, mas falou um pouco do desenvolvimento do jogo BOLA, criado para o Facebook que tem muitos usuários diários, e 4 milhões de usuários por mês. Foi bacana ver que a empresa dele, aqui na LATAM foi vista por uma gigante dos jogos, e adquirida. O mais interessante para mim foi saber que antes deles apostarem em social games, eles já eram especialistas no desenvolvimento de jogos para grandes marcas.
A Jessica Carter falou bastante de nivchos, importância de entender culturalmente com quem se está falando, do versionamento adequado para pequenos grupos sociais, etc. Mas, indiscutivelmente, o mais impactante dessa palestra foi a oratória e presença de palco desta maluca. Isso que tornou a palestra dela “huge”.
Erica Swallow do Mashable, peguei na metade e para mim foi “mais do mesmo”. Não achei tão fodástica assim…
Não esperava muito da palestra do Terence Reis, mas ele me deu a melhor definição de realidade aumentada, que é “adicionar uma camada na realidade”, para uma determinada função. Acho isso legal pois a maior parte das pessoas que conheço confundem realidade aumentada com bonequinhos que se mexem na frente da webcam. Falou bastante do mercado também, mostrou uns aplicativos para Iphone meio mais ou menos, mas em compensação mostrou o Layar que eu não conhecia. Pelo que eu entendi é um browser de realidade aumentada. No geral achei muito legal.
O Augusto de Franco tinha mais coisa para falar do que realmente falou, passou muito tempo em uma introdução. Foi legal, mas eu senti que já havia passado por aquela introdução. Ele finalizou com o impacto da frase “We shape our tools and afterwards our tools shape us.” de Marshall McLuhan. É uma ótima palestra para tornar as pessoas open-minded para essa nota etapa do mercado de comunicação.
O Mário Brandão foi uma palestra que eu não esperava muito também, mas foi uma das melhores. O teatro infelizmente estava vazio, mas contou alguns casos da inclusão digital transformar as pessoas, da realidade das lan-houses no Brasil, citou como o modelo de negócios da Monkey sucumbiu e o real modelo de negócios das lan-houses hoje, que prestam serviços, que às vezes tem um mercadinho junto com elas. Uma frase interessante foi que é melhor o cara gastar em uma lan-house e agilizar o serviço público do que pegar 1 ônibus de um lado da cidade para outro para resolver algo fisicamente em uma repartição. E outro dado interessante foi que no Brasil são 108.000 lan-houses na mão de 106.000 donos. Muito foda!
O mais legal desses eventos também é poder passar um tempo imersa ao lado de quem trabalha comigo, às vezes rolam umas conversas bem produtivas e debates que estimulam à novas idéias. Foi interessante também ter ao meu lado uma pessoa de cada área da Mkt Virtual, Danilo, Bud, Fábio, Mad e Marcel, são várias “gerações” diferentes dentro da Mkt no que se refere ao ingresso de cada pessoa na empresa, o que torna a conversa com pontos de vista às vezes diferentes. Para mim valeu a pena, não achei o evento caro, apesar de algumas falhas na organização como espaços alternativos bem boga e a internet sofrível prejudicando MUITO os participantes, e principalmente os palestrantes que não mostraram tudo o que gostariam.
Rolou uma movimentação séria dos bombeiros pelo Gonzaga hoje que, somada ao toque de recolher caiçara, deixou a terceira idade alucinada por aqui. Só depois fomos descobrir o que estava acontecendo de fato, aqui.
Uma loja de móveis planejados pegou fogo na Euclides da Cunha. E para nossa surpresa, vimos essa imagem

Clique para ampliar
De onde saem as labaredas era exatamente onde ficava o primeiro escritório da Mkt Virtual. Foi exatamente ali que tudo começou, em janeiro de 2001. A loja de móveis planejados ficava na parte da frente do imóvel (na nossa época era uma loja de motos, depois um pet-shop). Na entradinha lateral (muretinha azul) era onde entrávamos diariamente para trabalhar. Eu e o Maurício a princípio, uns meses depois o Marcel revezando com o Alex (pq não cabiam 4 pessoasna salinha). Ficamos uns 8 meses lá, até mudarmos para um espaço maior na Fernão Dias. Anyway, apesar de parecer pouco tempo, foi bastante. Principalmente porque o começo é duro e define muita coisa. Rolava um fluxo de clientes ali, disputando cada centímetro quadrado, uma logística complexa e poucos recursos. A sala tinha uma mini-janela que pouco ficava aberta e ganhou o apelido de “cativeiro”, dado pelo Alex.
Nesse espaço físico, de tempo e de logística entregamos o site da Mythos, da Luckyscope, do Buffet Mário e uma centena de flyers de baladinhas de Santos (na época fazíamos alguma coisa de impressos,por uma questão de sobrevivência, já que contar para os cliente naquela época que SITE não era E-MAIL era um tanto difícil). Entre os clientes dessas baladinhas estavam Mythos, Avelino´s, Luckyscope, Bar do 3, Cachaça Brasil, Oxen (GLS), Mistral e People. Entre outras várias coisinhas.
Nessa época tínhamos um sócio, o Flávio, que até hoje é dono da loja que fica ao lado desde falecido imóvel. A Local 1. Liguei pra ele há pouco para saber se estava tudo bem, e graças a Deus estava. O único imprevisto foi os bombeiros terem marretado a porta de loja dele para entrar, mas prejuízo ínfimo perto do que poderia ter sido.
De lá pra cá são 9 anos. Mas toda vez que passávamos ali tínhamos ótimas lembranças de um tempo mais difícil do que nunca. A casa física rendia boas lembranças e risadas. Estou fazendo esse post hoje para registrar, mesmo que a imagem dela seja a antiga sede da Mkt Virtual pegando fogo. Na real o fogo nunca deixou de pegar no sentido figurado.
Em breve ela será demolida. Segundo o Flávio, a defesa civil já interditou o espaço. Para mim e para o Maurício esse espaço vai lembrar sempre um bebê-prematuro em uma incubadora rudimentar. O bebê cresceu e já fala, escreve, lê. E hoje aprendeu que nunca mais terá contato visual e físico com a incubadora que salvou sua vida frágil em seu começo incerto. É chocante, ficam as lembranças, o calor de um fogo que sempre queimou figurativamente, mas ao contrario do que aconteceu hoje, nunca destruindo. Sempre construindo alguma coisa muito positiva.
Bye, Euclides 63.
Domingo assisti ao filme As melhores coisas do mundo, dirigido pela Laís Bodanzky, roteirizado pelo Luiz Bolognesi e produzido pela Gullane filmes. Quero registrar aqui minha impressões pelo filme, de forma técnica e passional.
Conheci Laís e Luiz por conta do projeto do site do filme Chega de Saudade, filme que eles lançaram em 2007. É até hoje um dos sites que mais gostei de ter feito. Não foi fácil, mas também não foi difícil, e me ajudou a entender algumas coisas. Fizemos o site sem ter assistido ao filme, e para minha surpresa, depois que assisti fiquei ainda mais contente com o projeto. Estava absolutamente contextualizado e era tão poético quanto o filme. Chega de Saudade é uma obra-prima do cinema nacional, por seu roteiro, pelo fato de ter sido feito em uma única locação, pelo seu elenco e por uma trilha sonora contagiante. Estou fazendo toda essa introdução no trabalho da Laís porque As melhores coisas do mundo e Chega de Saudade são dois filmes imperdíveis e muito paralelos.
As melhores coisas fala do momento de ruptura onde alguns personagens adolescentes do filme começam a perceber seu processo de adultização, de encarar fatos da vida real de frente, de lidar com problemas familiares e de desigualdade. Chega de Saudade é o oposto, tratando de forma bastante sutil da adolescentização da velhice, do momento e do ambiente onde quem já viveu muito deseja viver e reviver suas aventuras, no mundo paralelo dos bailes, entre amigos e amores. Ambos tem muita coisa em comum, como a participação de não-atores, Paulo Vilhena, e uma delicadeza que pune os menos atentos.
Privilegiados são os adolescentes de hoje que ganharam de presente um filme que retrata uma realidade bem próxima da educação de classe-média brasileira, sem padrões americanos de escolas luxuosas, irmãdades delta-beta-phi, e mundos irreais com personagens maquiados para estudar.
Não quero comentar cada fato do filme para não cantar a bola para quem não viu. Mas vá com a certeza de que o cinema nacional mudou. As salas estão mais cheias, Chico Xavier tem arrastado multidões e As melhores coisas do mundo está indo pelo mesmo caminho, chamando de adolescentes (cri-cris ou não) a pais, professores, ou, como eu, ex-adolescentes.
Depois de assistir o filme As melhores coisas, dá pra sair com a pergunta na cabeça: será que já somos adultos? E, depois de ver Chega de Saudade, quando eu for mais velha, quero pensar: será que ainda somos adultos?
Vale a pena ler
As melhores coisas do mundo, por Rafael Gomes
Vale a pena ver
http://twitter.com/asmelhoresfilme
Essa semaninha foi esgotante, mas não significa que foi ruim. Pelo contrário, aconteceu muita coisa boa! Correria no trabalho, pendências para resolver em pouco tempo pois está sendo um mês bem intenso, além da faculdade está rolando o curso, e a academia. Nunca fiz tantas atividades paralelas junto ao trabalho, mas vambora.
Terça e quinta tivemos palestras bem legais no curso da ESPM. As que mais gostei pela relevância dentro do meu trabalho: Gilberto, Anamaiê / Viviane Vivela, Sebrae / Marcia Matos, Sebrae. Colocar empreendedorismo em pauta é fundamental, deveria ser ensinado logo após uma criança ser alfabetizada, e bem antes das fórmulas de física (que provavelmente só o Google lembra). É difícil explicar as palestras aqui, até porque o discurso do palestrante interfere e muito no impacto que elas tem.
A palestra da Viviane foi marcante por retratar um Brasil que poucos conhecem, e que muitas vezes a Internet o mostra. Como por exemplo um grupo de mulheres em Manaus, empreendedoras, que fornecem sabonete para a The Body Shop, ou a lavanderia Mamute em Pernambuco que lava jeans da maior parte das marcas como Alexandre Herchcovitch, entre outras. Os caras lavam 37% do jeans produzido no Brasil.
Outro ponto interessante foi o fato de que Viviane disse que é ultra procurada no Sebrae por pessoas perguntando: O que dá dinheiro? E, obviamente essa é a pergunta que ninguém sabe responder. As pessoas querem empreender com as condicionais “quero algo que me dê muito dinheiro, rápido, sem muito esforço”. E, quero conhecer algum empreendedor bem sucedido que tenha começado seu negócio com essas premissas.
Além dessas aulas interessantes, na quarta-feira fomos ao 1º Prêmio Converge, onde inscrevemos os projetos:
www.cinemenu.com.br
www.avonmaquiagem.com.br
www.telabr.com.br
Cinemenu e Avon Maquiagem foram premiados nas categorias Rede social/Comunidade e B2C respectivamente! Foi muito bom ganhar esses 2 prêmios com esses 2 clientes que, numa relação de mutualismo ensinaram muito e aprenderam também com a Mkt Virtual. Depois da premiação rolou um coquetelzinho, e um happy-hour no Outback. Juntamos 15 pessoas em uma mesa, com origens, perfis, conhecimentos completamente diferentes, mas juntas em uma noite comemorando o sucesso das suas iniciativas. Os clientes e nós da Mkt Virtual, falando besteira e dividindo histórias de vida engraçadas e interessantes.
Foto da premiação:

Eu e Carol (de preto) e Ricardo com o prêmio na mão!
Na van (ida e volta) rolaram várias risadas. Tava doendo de tanto rir. Odeio falar isso, mas tem piada interna impublicável.
Bom, agora bora dormir que amanhã tem subida para São Paulo… aula no Jardim Botânico de manhã, almoço com amigos, exposição do mestre Andy Wahrol a tarde. Ufa!
VAGA PARA ESTÁGIO
Se você estuda comunicação e está atrás de uma oportunidade de amplo aprendizado, informamos que a Mkt Virtual está selecionando (1) estagiário para trabalhar no departamento de gestão de conteúdo dos nossos clientes.
A Mkt Virtual é uma empresa focada em Internet, estabelecida em Santos com destaque em projetos web para clientes muito bacanas. Para conhecer mais sobre a empresa acesse www.mktvirtual.com.br
Estamos buscando pessoas altamente comunicativas, que escrevam muito bem e que tenham intenso capricho visual. Organização, criatividade, facilidade de relacionamento, flexibilidade, desenvoltura, auto-motivação precisam ser itens de fábrica.
Interessou? Então dê uma olhada abaixo em como participar do nosso processo seletivo, e boa sorte!
Pré –requisitos
Ser estudante de qualquer área relacionada à comunicação (publicidade, jornalismo, marketing, etc.)
Ter disponibilidade para trabalhar na sede da Mkt Virtual em Santos, das 9h às 18:30h
Ser viciado em Internet
Gostar muito de trabalhar e estar em contato com o mercado e novidades
Processo seletivo para estágio remunerado
Para participar do processo seletivo, envie um e-mail o quanto antes (limite até 30/10/2009) para trabalhena@mktvirtual.com.br, incluindo o seguinte conteúdo:
O título do e-mail deverá ser VAGA ESTÁGIO 10/09
Inclua o link do seu Orkut, Twitter ou LinkedIn
Currículo em formato Word
Inclua no mesmo e-mail, uma apresentação sobre você que responda as seguintes perguntas
Quem é você e quais são as suas características pessoais e profissionais?
Porque deseja estagiar na Mkt Virtual?
Porque você deve ser escolhido(a) para esta vaga?
Além disso, conte algo interessante para nós .
Na saga da reforma, precisamos comprar mesas, right? E aí já que tínhamos comprar mesas, que tal unir a demanda a um sonho de consumo de longa data? A mesa tulipa (depois descobri o nome próprio dela, Saarinen) era uma paixãozinha antiga guardava em alguma gaveta materialista do meu cérebro.
Depois de um longo processo de convencimento (e de auto-convencimento, eu preciso, sério!), pronto, vamos comprar a mesa. E lá vai a Tok&Stok me dar um balde de água fria. Pronto. No Saarinens at all. Esperei, esperei. Nenhuma ligação. Desisti.
Fui atrás de um fabricante de mesas Saarinen. Foi meio chato de achar no Google, mas achei um chamado Stabilis. Comprei no escuro. Hoje recebi as mesas. Foi um processo simples, comprei por telefone, negociei, os caras entregaram exatamente o que eu queria.
Se você quiser comprar uma Saarinen fora de medida, os caras fazem também. E isso foi mais im ponto favorável a eles, pois a medida customizada ajudaria bastante no aproveitamento de espaço. Em 1 semana tudo foi resolvido. Se eu esperasse a Tok&Stok…
A diferença entre as mesas: A da Tok&Stok tem a base original de fibra de vidro e mistura de pedras, mais leve. A que eu comprei tem a base de alumínio fundido, mais nobre e pesada. Ambas as mesas tem o mesmo tampo de mármore branco nacional. No caso da Stabilis eu fui meio chata e passei um briefing da pedra e eles escolheram bem. É um mármore branquinho, levemente manchado de cinza. Casou perfeitamente no escritório e adorei. A mesa é super imponente e pesadona, linda! Ainda bem que deu certo…
——
A Stabilis fica em São Paulo. O site deles poderia ser bem melhor e explicativo, mas passando a mão no telefone e ligando, resolve-se.
http://www.stabilis.com.br/
Alguém tinha dúvidas que reforma sempre surpreende a gente, em todos os sentidos? Pois é? Eu fui surpreendida pela Tok & Stok dessa vez que nem me deixaram ser cliente deles na compra de 2 mesas e 1 lavabo. E da Etna que disponibilizou pouquíssimas opções de lavabo e 2 mesas com precinho bemmm acima da média.
Na Tok & Stok foi assim… fizemos uma baita pesquisa para duas mesas de design clássico que irão decorar as instalações do novo espaço da Mkt Virtual. Depois de percorrer algumas lojas, fuçar na web, descobrimos que a Tok & Stok era realmente o fornecedor mais competitivo em valores. Fomos conferir a mesa e fechar o negócio… quando a atendente vira e fala:
- Não tenho essas peças. Nem aqui, nem em outra loja, e nem no estoque central.
- Tudo bem, não precisamos levar hoje, é para entregar em Santos.
- Mas não tenho pra entrega… não tem no estoque.
- Não não posso encomendar, pagar e vc entrega depois?
- Não, pois não tem no estoque central… não posso nem fazer o pedido.
- Ok, e quando posso voltar pra fechar o negócio?
- Não tenho previsão…
Como assim? Saí de lá com a promessa da atendente me ligar dias depois… uma semana e meia se passa e nada. Liguei de novo (fui hiper hiper paciente) e continuava na mesma. E aí desisti… procurei um fornecedor que tivesse o mesmo produto e cobrisse o preço. Achei. As mesas chegam segunda, só resta saber se vou me apaixonar por elas, e em caso positivo revelo o fornecedor que resolveu o problema.
Na Tok&Stok aconteceu a mesma coisa com a pia do lavabo. Só que aí estou refém deles e terei que esperar até o meio de maio pra resolver o problema. Pelo menos deram previsão.
—
Na Etna, em alternativa ao delay da Tok & Stok, fomos procurar as mesas, que lá estavam com preços acima da média. E as opções de lavabo, apesar de uma delas ser bem fofa, eram pouquíssimas. E a única que gostei a medida era grande e não existiam alternativas. Infelizmente não pude comprar lá…
—
Agora, mais um fornecedor que surpreendeu. Só que positivamente… geralmente quando o papo é piso, pintura, etc, eu já imagino o caos, coisas feitas erradas e blablabla. Ja instalaram piso torto, quebraram o gesso no lugar errado, enfim, fizeram inúmeras cagadas em reformas que fizemos anteriormente. Dessa vez contratamos uma empresa pra fazer piso e acabamentos no rodapé, e o trabalho ficou IMPECÁVEL. Esse fornecedor é a InDecor, em Santos. Conquistaram pelo acabamento final no rodapé e pela agilidade. Mas principalmente pelo cuidadinho em cada detalhe…
Hoje aconteceu o ResultsON vendas, um evento gratuito e que passou uma ótima impressão. Os palestrantes eram bem legais, e alguns eu já conhecia de nome por ler sites, blogs, twitter e afins. Apesar do tema ser venda, achei que foi bem mais que isso.
Palestras sobre venda remetem ao clichê, aquelas técnicas de berrar, gritar, PNL e o caraleo a quatro. E gostei justamente do evento por não ter essa pegada forçada. Não anotei nada, e vou documentar aqui o que achei de mais interessante nas apresentações que gostei.
Jonatas Abbott, Dinamize
Jonatas é o típico vendedor, e parece ter talento para fazer grana. Contou as histórias de empresas do passado dele, trabalhou no provedor Plug-In e das estratégias que usaram em eventos, especialmente o EWD. Nunca fui muito fã do posicionamento da Plug-In nesses eventos, mas compreendo que funciona. Sempre preferi o posicionamento da Locaweb, menos voraz. A Plug-In tinha uma postura que parecia meio desesperada às vezes pelo dinheiro e por trazer mais gente. A Locaweb já me passava uma postura mais firme e consolidada. Hoje ele fundou a Dinamize, e falou bastante sobre como aparecer mais, motivação de equipe e etc. Frisou que odeia empresas que usam fotos de imagebank pra representar a equipe e acha que as empresas tem medo de mostrar sua verdadeira cara, ou seja, funcionários. Concordo plenamente, acho que o carisma da empresa é montado por quem trabalha nela. Ou seja, pessoas carismáticas, querendo ou não ajudam o negócio a se desenvolver internamente ou externamente. Saí da palestra dele motivada.
Breno Masi, Fingertips
Muito muito carismático, comunicativo. Contou a história de que foi o primeiro cara no Brasil a desbloquear o Iphone, e sem querer recebeu uma demanda absurda de pessoas dos mais diversos perfis, incluindo celebridades que compraram o Iphone na crista da onda e estavam esperando o desbloqueio. Disse que recebeu ligações de vários jogadores de futebol e pessoas da mídia. Disse que o presidente de um país africano apareceu de surpresa com vários assessores na empresinha que ele montou. Não sei o que é fantasia na história, se é que existe alguma fantasia, mas ele preende a atenção e fez uma apresentação hiper bem humorada. Hoje se especializou em aplicativos para Iphone, na Fingertips, coloca tudo na AppleStore para vender e atende grandes clientes também. Disse que saiu do lado negro da força, para desbloqueio, mas tem banner dele no site DesbloqueioBR, e os contatos parecem dele também.
http://desbloqueiobr.com.br/portal/index.php?option=com_content&task=view&id=5&Itemid=6
Fica a dúvida no ar… mas quem puder ver uma apresentação dele, recomendo
Romero Rodrigues, Buscapé
A apresentação foi legal também, não sou uma fã incondicional do Buscapé e lembro que o momento que ele mais me ajudou foi arrumar um fornecedor de cadeiras para o escritório. E a real é que funcionou, e é o mesmo fornecedor desde 2005. Ou seja, o cara continuamente ganha dinheiro comigo e se vacilar nem é mais cliente do Buscapé. Ele contou a história do site, falou dos investidores, das aquisições e etc. Baita bagagem mesmo.
Marco Gomes, Boo-Box
Gostei da palestra, especialmente dos quadros comparativos que resumem a mudança no formato de publicidade. Conheço pouco a empresa dele, mas é muito legal ver um cara de 22 anos com boas idéias e uma humildade exalante.
Luli Radfahrer
O Luli é o típico professor da USP com tônus na garganta e pompa inversamente proporcional à altura. As palestras dele são dinâmicas e eu gosto bastante, exceto pela visão extremista que ele tenta enfiar goela abaixo às vezes dizendo frases sarcásticas do tipo “…a última vez que alguém clicou em um banner foi em 1997 e clicou por engano”, típica frase que faz aluno de primeiro ano rir e achar o “fessor” o máaaaaximo. Indiscutível a visão que ele tem, e é importante ressaltar que graficamente foi o que fez a melhor apresentação. Os slides dele eram os mais bem pensados e preparados, bem como o vídeo que ele apresentou (ótimo). Falou bastante sobre o consumidor, e alguns pontos filosóficos do tipo: Nós sabíamos bem onde estávamos e o que estávamos fazendo quando aconteceu o 11 de setembro. Mas nós não sabemos por onde e o que estávamos fazendo quando ouvimos falar do Barack Obama pela primeira vez. Entre outras coisas. Já assisti umas 3 apresentações dele. A palestra dele filosoficamente foi muito boa, mesmo. Mas teatro e sarcasmos poderiam ser mais espaçados.
Fábio Ribeiro
Apesar da péssima qualidade dos slides, a palestra foi bacana. É um cara que prega crescer desenfreadamente e depois arrumar a casa. A empresa dele (a única que deu certo) se mutiplicou de tamanho várias vezes, até ele vendê-la, casar com a advogada que cuidou da sucessão e colocar um dinheirinho no bolso. Mas aprendi bastante. O mais legal foi o “índice de festa de final” que ele apresentou mostrando a evolução das confraternizações de final de ano da empresa dele. No primeiro ano com meia-dúzia de pessoas, no segundo e terceiro ano com uma centena, no quarto ano com 9000 pessoas e depois com 34000. Lógico que isso inclui convidados, mas mesmo assim é um absurdo. Disse que quando a empresa estava com 100 funcionários ele morria de medo de perder o maior cliente que eles tinham, que era as CASAS BAHIA, que representavam 80% do faturamento dele. Outra coisa marcante que ele disse com 16 anos de experiência - reinvestir o lucro ou distribuir o lucro para os acionistas?
Ricardo Jordão, Biz Revolution
Apesar da palestra ter sido bacana, os textos do Ricardo no Biz Revolution são muito mais empolgantes. Ele tem o dom da escrita MESMO. A palestra foi bacana, curti, mas acho que os textos dele me inspiram mais.
Parabéns a organização do evento, bacana mesmo! Espero ir em outros e espero que mais pessoas da Mkt Virtual possam ir também.
Site do evento: http://www.resultson.com.br/