Ain´t no mountain high enough

2 June, 2010

A maldita preguiça

Filed under: Coisas legais, My stuff — Tags: , , — Ludmilla Rossi @ 1:02 am

Preguiça de ler. Preguiça de escrever. Preguiça de contar a verdade.  Preguiça de levantar.  Preguiça de descarregar as fotos da máquina.  Preguiça de organizar os arquivos.  Preguiça de organizar as canetas.  Preguiça de colocar as coisas organizadas na pasta.  Preguiça de lavar a louça.  Preguiça de revisar.  Preguiça de entender.  Preguiça de fazer certo.  Preguiça de pensar, de mudar.  Preguiça de cuidar do bicho.  Preguiça de cuidar da ferida.  Preguiça de levar o guarda-chuva.  Preguiça de pegar o casaco que a mãe mandou.  Preguiça de lembrar da educação.  Preguiça de dizer obrigada e desculpe-me pela grosseria de ontem.  Preguiça de fazer orçamento.  Preguiça de ler o orçamento.  Preguiça de trabalhar.  Preguiça de viver.  Preguiça de suar na academia e ter que tomar banho depois.  Preguiça de dormir.  Preguiça de acordar.  Preguiça de esquecer o passado.  Preguiça de viver o presente.  Preguiça de pensar no futuro. Aí não é só preguiça, é medo também.  Preguiça de deixar para amanhã, e acabar pensando depois.  Preguiça de agir certo, pois talvez as pessoas achem estranho.   Preguiça de realização. Preguiça de demitir. Preguiça de ser polêmico.  Preguiça de escrever no blog. Preguiça de organizar.  Preguiça de ter mais trabalho.  Preguiça de esperar e de ter paciência.  Preguiça de fazer o que não se quer.  Preguiça de fazer o que sempre quis.  Preguiça de guardar as memórias que nos condenam e nos colocam em situações onde sabemos que estamos errados.  Preguiça de viver coisas novas com as mesmas pessoas.  Preguiça de gente.  Preguiça de se importar.  Preguiça de ganhar dinheiro. Ou preguiça de gastá-lo com o que interessa.  Preguiça de sair.  Preguiça de passar o hidratante nosso de cada dia.  Preguiça de lavar os pincéis.   Preguiça de sujar para não ter que limpar depois. Preguiça de trocar as lâmpadas queimadas.  Preguiça de arrumar o armário.  Preguiça de resolver.  Preguiça de colocar as cartas na mesa.  Preguiça de fazer boas propostas. Preguiça de se vestir pelo frio. Ou de se lavar pelo calor. Preguiça de declarar.  Preguiça de dizer.  Preguiça de admirar. Preguiça de tentar.

Se tem preguiça de tudo hoje. Devo confessar que devido à certos momentos decisivos da educação que recebi, minhas tardes pouco foram ocupadas pelo sentimento de preguiça. Falta de ócio, talvez. E pela falta excessiva de momentos de preguiça, durante uma curta fase da minha vida adulta me dei ao direito de ser preguiçosa. Eu achava que eu não conseguiria incluir algum tipo de atividade paralela na minha rotina, e hoje consigo estudar, fazer academia e retomar (recentemente) alguns hobbies. Na realidade o “achar que não” é preguiça de ter iniciativa para tentar. Acima eu não listei as minhas preguiças. Listei preguiças de vários amigos, família, pessoas que convivem comigo no geral. As minhas estão aí no meio, misturadas. São algumas poucas e escrever no blog é uma delas. Gosto e faço isso bem menos do que deveria, algumas vezes por conta da preguiça que se instala.

Ninguém é super, que consegue fazer tudo. Fracassar faz parte da nossa vida… desde que a preguiça não seja a principal razão do fracasso. E desde que não se tenha preguiça de admití-lo.

Palavras tabus: preguiça, maldita e desgraça. Detesto as 3.

24 December, 2009

Amigo secreto de 2009

Filed under: Coisas legais, Diarinho, Ilustração, My stuff — Tags: , , — Ludmilla Rossi @ 12:18 am

Amigo secreto de 2009! Vou publicar o presente que ganhei (e amei) primeiro!

Barenaked Ladies cantando CLOSE TO YOU?

cdburt

MORRI! Ganhei do Neemias!

E o presente que dei…

amigosecreto
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Tirei o Rodrigo (que além de tudo é meu cunhado), e tive essa idéia de customizar um sneaker sem cadarço, modelo vintage, vulgo Rainha Yatch. Acontece que a Rainha fez o favor de parar de fabricar esse tênis, e lá fui eu descobrir onde descolava essas belezas de uma marca alternativa. Depois de muito tempo, e sem achar nenhuma fonte confiável na Internet comprei em uma loja no Gonzaga.

Aí, comecei os testes com as canetas. As Acrilex não funcionam, as UNI POSCAS salvaram minha vida. Essas canetas são amazing, pegam em qquer coisa. Quero a caixa completa! Fica a dica para algum amigo secret0 em 2010!

Basicamente o presente foi o tênis, customizado por mim com ilustrações a mão livre com as canetas Uni Poscas!

10 October, 2009

O que as marcas de roupa (e de outras coisas) precisam saber

Filed under: Compras, Diarinho, Economia, My stuff, moda — Tags: , , , — Ludmilla Rossi @ 7:16 pm

Engraçado como as marcas hoje investem em marketing, posicionamento, construção de conceito, publicidade, etc etc etc. Vale aquela máxima que mesmo que você tenha tudo isso, você precisa ter um bom produto. E aí, entra sobre o que eu quero falar: vamos supor, você tem conceito, e um bom produto na mão, e às vezes não consegue vender tanto quanto gostaria. Esse meu texto se refere a marcas nacionais, pois se formos avaliar, marcas de fora do Brasil já despertaram (não tão intensamente) para isso.

Eu sou uma pessoa que tem um gosto particular para vestuário. Para mim se vestir não é só uma questão de necessidade básica do ser humano, mas é também uma espécie de hobby, diversão e exercício de criatividade diária. As pessoas acham exagero quando eu falo isso, mas eu realmente curto o lance de misturar tecidos, texturas, acessórios, sapatos e make-up. Isso vale para mim e também para uma espécie de observação diária que eu faço das pessoas que encontro a caminho do trabalho, ou quando estou em lugares públicos. Outro dia elogiei o make-up que a menina atendente do McDonalds estava usando. RAZÔ amiga, realmente amazing. Eu reparei.

Não é a toa que algumas pessoas se vestem melhor que outras. Não é preciso dinheiro (ok, é preciso, mas não é preciso viver de peças caras), não é preciso frequentar lojas mágicas, não é preciso marcas carésimas, e na maior parte das vezes não é necessário ajuda profissional também. O mais necessário é CRIATIVIDADE e conhecer um pouco de VISAGISMO. Muita gente pratica o visagismo, sem saber que ele existe. Nada mais é do que se conhecer, valorizar seus pontos fortes e colocá-los em prática na hora de se produzir e se expressar.

Sabendo disso, as marcas antenadas precisariam acordar para saber que não adianta ter um tipo de modelagem só para suas peças. Sim, para gente reta caem bem os tubinhos, para gente curvilínea as modelagens em A, para gente larga as modelagens mais amplas e para gente esguia modelagens mais arquitetônicas. É bem frustrante você experimentar roupas que te servem mas não caem bem. SO FUCKING BORING! Você olha uma blusa linda, numa estampa fantástica, que tem o seu tamanho, e você vai provar e advinha? Simplesmente não fica bom pois não é a modelagem certa para você. E porque uma marca certamente não se propôs a lhe dar alternativas de modelagens, e sim, apenas de tamanhos e estampas.

Eu sei que a modelagem que me cai bem é a modelagem em A. E que os tecidos que me caem bem e nos quais eu me sinto melhor são aqueles hiper leves, ou aqueles com um pouco de elastano, ou ainda aqueles mega encorpadassos para peças mais sofisticadas. Também já aprendi que devo comprar peças que combinem entre si e que combinem com meu estilo de vida e ocasiões que vivencio. Passo muito tempo na estrada ou faço várias reuniões durante o dia, então tecidos que amassam muito devem ser evitados, maquiagem que dura pouco idem. O problema é unir essas minhas demandas com a produção das marcas, que muitas vezes estão desatentas para esse tipo de coisa e para o tipo de cliente (como eu) que só compra se entender que aquela peça preenche um checklist de requisitos.

Tomara que as marcas acordem para perceber que o mundo não é só P, M, G ou 1, 2, 3, e sim modelagens para vários biotipos e diversidade em suas araras. O bolso de vocês agradece, e o nosso guarda-roupa, idem! VALEUZÃO, hein?

10 May, 2009

‘Cause I’m never gonna stop the rain by complainin’

Filed under: Coisas legais, Diarinho, My stuff — Tags: , — Ludmilla Rossi @ 2:21 am

Existem coisas que fazem diferença, para o bem ou para o mal. Existe a crítica. Existe a palavra doce. Existe o gesto. Existe o pensamento. Existe o cuidado. Existe a motivação. O que faz a diferença na minha vida é ver como tudo tende a andar para a frente. É ver como crítica, autocrítica, doçura, gestos, pensamentos sempre positivos e cuidado com a negatividade são as coisas que me inspiram todos os dias.

Em novembro do ano passado perdi uma pessoa muito importante, mas que desde criança me ensinou que ‘I’m never gonna stop the rain by complainin’. Ok, o título do meu blog é o nome de outra música, mas essa anda me guiando bem mais. Começa a chover, e não é porque a gente reclama que a chuva vai parar. Não é porque a coisa não sai exatamente como queremos que a gente deve reclamar, seja gratuitamente ou seja para conseguir o que se quer. A gente precisa saber ser crítico sem reclamar. E a nossa autocrítica precisa estar ligada no máximo para ter a plena consciência que nosso poder de realização sempre será maior quando pararmos de achar que estamos completamente certos em nossas limitadas visões. Isso é muito cansativo de se praticar, pois acaba sendo conflitante com você mesmo.

O que faz a diferença? O que faz você deixar alguém feliz? O que alguém faz que deixa você feliz? E o pior, será que alguém ou algo precisa se preocupar em deixar você feliz o tempo todo? Será que isso não deveria vir de dentro? Quando penso assim, passo a ser muito mais feliz, sem depender de nada ou de ninguém. Ok, sei que tenho muitos motivos para ser muito feliz. Mas também tenho vários que poderiam me puxar para baixo, e me fazerem reclamar 7 dias por semana. Só que a chuva vai continuar caindo, o mundo vai continuar girando, as pessoas ao redor vão continuar do meu lado, e eu posso escolher entre reclamar, agir e/ou ver tudo por um prisma positivo. Tudo isso é muito bonito, não? Só que eu gostaria muito de ter aprendido isso antes, com problemas menores. Hoje tenho alguns problemas maiores com muito menos impacto em mim do que probleminhas pequenos que te tiravam do sério. Talvez por imaturidade, talvez por um processo natural de aprendizado (é ótimo detectar cada item de aprendizado a cada dia, e melhor ainda é documentá-los).

Tenho a sorte de conviver (muito ou esporadicamente) com algumas pessoas que são verdadeiras lições de vida, cada uma em um quesito. Algumas já viveram coisas que eu não faço idéia. E mesmo sem elas saberem, ou terem idéia disso, muitas vezes o que nos une é o “never gonna stop the rain by complaining”. Como eu amo isso num coro de vozes, e como não é utopia que muitas vezes o mundo é assim.

27 April, 2009

Paixão por fotografia

Filed under: Fotos, Gatos, My stuff — Tags: , , — Ludmilla Rossi @ 1:12 am

É muito clichê falar “ai, eu amo fotografia”. É descolado, legal, sensível, artístico. Da dona-de-casa ao designerzinho hypado, gostar de fotografia é tag obrigatória. Evito soltar isso a todo instante por ter virado muito lugar comum. Mas mesmo evitando ontem encontrei uma pessoa que não via há muitos anos e ela me perguntou: “Você ainda adora fotografia?”. Aquilo me espantou um pouco pois não imaginei que tivesse isso tão impregnado no mapa mental que as pessoas fazem de mim.

Tentando entender o porque, realmente. Eu sempre andei com uma máquina na bolsa. Hoje quase sempre ando (ok, eu ando sempre, a máquina só não me acompanha quando o figurino não permite ou não cabe na bolsa). Eu e minha mãe sempre brigávamos quando eu era adolescente - primeiro porque eu sempre afanava as máquinas dela, e segundo porque eu queimava filmes de 36 poses como se eu já estivesse usando câmera digital. Eram tretas homéricas. Aliás, quando eu toquei na primeira câmera digital que vi na minha vida fiquei ALARMADA e pensei como aquilo era incrível! Tirar fotos ilimitadas, jogá-las para o computador, UAU! Isso era em 1998. No Natal de 1998 meu pai chegou com uma Mavica FD-95 em casa que foi minha amiga por muito tempo, até 2004 acho. Depois a primeira conquista, uma Kodak simplinha sem zoom comprada com meu próprio dinheiro… depois uma Rebel completamente subutilizada até hoje, e depois minha amada Sony H9, que sem dúvida é minha máquina favorita. Hoje bati váaarias fotos com ela, e me chegando em casa e vendo as fotos, quis brincar com elas e fazer uma composição pra resumir o que foi o dia. As flores e a foto da janela foram tiradas na casa da Alê e a texturinha de fundo foi tirada no Restaurante Guadalupe em Santos. Resultado:

lud26deabrilde2009

Agora, uma retrospectivazinha:

A primeira foto que tirei com uma câmera digital na vida
Esta foi a primeira foto que tirei com uma câmera digital na minha vida! :O
Não acredito que isso não tenha se perdido num disquete mofado um num CD de 1x mal-gravado!

 

eu e o carlitos
Eu e o Carlitos, já com a Mavica (com o whitebalance zoado)

 

iciolud
Eu e o Maurício by Mavica também…

Hoje não sei mensurar a quantidade de fotos que tenho nos meus PCs e backups. Mas são muitas. Se contar todo o histórico de papel das fotos que minha mãe tirou e impecávelmente organizou acho que bate um número estratosférico. Acho que tenho sim, uma grande paixão por fotografia.

Mas amor mesmo, sinto pelas minhas fotos que refrescam a minha memória e me levam de volta ao passado quando eu quero.

27 October, 2008

Que emoção! Adwords aqui no Blog!

Filed under: Diarinho, My stuff — Tags: , , — Ludmilla Rossi @ 12:14 am

Só para expor meu momento de superação. Configurei e inseri anúncios do Google aqui no BLOG S-O-Z-I-N-H-A, sem a ajuda de nenhum programador super smart. Explico: vários deles me rondam e eu podia ter pedido ajuda muito facilmente, mas preferi aprender sozinha e ter um flashback de html, hehehe.

Bom, os anúncios não estão muito relevantes ainda. Vou ler toda a documentação, aprender direitinho, aos poucos e sem pressa. É bacana estar do outro lado, já que tanto eu falo de Adwords para os clientes né? Tem que fazer a experiência completa.

E o mais impressionante é ver como cada dia mais essa coisa de anúnciar em links patrocinados dá resultado!

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