Ain´t no mountain high enough

2 January, 2011

10 anos em 10 imagens

Filed under: Mkt Virtual, trabalho — Tags: , , — Ludmilla Rossi @ 3:50 pm

2001

2001 - Primeira foto tirada na Mkt Virtual

 

2002

2002 - Churrasco de final de ano improvisado no Guarujá

 

2003

2003 - Sede da Fernão Dias, tarde da noite

 

2004

2004 - Festinha na casa de Lisandra

 

2005

2005 - Finalizando o site do Charlie Brown Junior

 

2006

2006 - Comemorando 5 anos de Mkt Virtual

 

2007

2007 - Um dia de muito trabalho, na sede da Tolentino Filgueiras

 

2008

2008 - Mesmo lugar, um ano depois

 

2009

2009 - Equipe no último dia antes das férias coletivas

 

2010

2010 - Na nova sede da Mkt Virtual, na sala de treinamentos da empresa.

 

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Feliz 2011 Mkt Virtual! :)

9 November, 2010

Compras coletivas - sou só eu?

Filed under: Business, trabalho — Tags: , , — Ludmilla Rossi @ 11:35 pm

Quem me conhece sabe que tenho uma relação ótima com shoppings e lojinhas de bairro, adoro uma promoção, uma vitrine e uma caroçagem básica. Quando estava viajando, quase enlouqueci na H&M por ver coisas tão baratas e promos sempre presentes. Ao chegar no hotel, olhei as etiquetas. Cada peça vinha de um país pobre, como Cambodja, Bangladesh, China, whatever. Fiquei pensando nisso, e na história do consumo consciente.

Se algo é muito barato, sempre alguém paga caro por isso. No caso, eu paguei barato, e alguma mão de obra sofrida pagou caro. A loja mantém sua margem de lucro, mesmo que baixa (para vender muito).

Bom, eis que o Brasil começa a falar agora em sites de compras coletivas, muitos começam a surgir, os pioneiros nadam em dinheiro, e, como toda onda na Internet muitos seguem achando que vão ganhar muita grana, com o pensamento baixo custo + milagre de vendas. Não sei se é um post azedo porque recebo pelo menos 2 ligações por dia de prospects “querendo um site igual o Peixe Urbano”. Trato bem, tento explicar pro cara que o negócio pode funcionar mas não é milagroso e demanda investimento e blablabla. Quando você conta pro cara que ele não pode ficar na informalidade num empreendimento destes, ele geralmente desliga triste (ou liga pra outro). E aí que entra o que eu quero defender (não afirmar). É uma veia de pensamento minha (e pelo visto acho que estou com poucos companheiros) e de dúvidas também.

Hoje compras coletivas são uma onda boa, numa maré que aparenta ser lucrativa e inovadora. Em pouco tempo se tornará commodity. Os comerciantes que hoje se encantam com essa possibilidade de encher seus estabelecimentos com novos consumidores, suprir um gap, evitar desperdícios (alô povo das compras, olhem que argumentos bonitos), a longo prazo irão fazer contas. É obvio o quanto a margem de lucro cai - “mas e daí?”, afinal está se vendendo com pouca lucratividade para muitas pessoas. Alô Chris “cauda longa” Anderson, é você aí de novo? Nada de errado com isso, muito menos com o Mr. Anderson, entretando como empreendedora prefiro pensar no longo prazo.

O que acontece quando, numa localidade pequena, vários comerciantes entram nessa disputa e banalizam suas margens de lucro? O que acontece quando os consumidores em geral ficarem mimados ao ponto de criarem hábitos e consumo restritivos e commoditizados? O que acontece quando esses mesmos consumidores criarem hábitos e exigências de desprezarem a qualidade de serviço e só pensarem em preço? Ele já pensam em preço, todo mundo quer pagar barato e ninguém quer ser passado para trás. O problema é quando reduzir imensamente a margem de lucro parecer uma vantagem para “garantir faturamento”. O que acontece quando você vende mais do que pode? O que acontece quando não há controle minucioso de estoque no comércio (desculpe, mas é bemmmm difícil isso acontecer)? O que pode rolar com a superestimativa em cima de números de venda qe não acontecem? Como lidar com a redução de margens a ponto das mesmas não terem gordura para possíveis variações de mercado? Isso tudo é problema do estabelecimento? E, para finalizar, esse tipo de “venda” estimula o cara a melhorar ou a estagnar o serviço que ele presta e produto que ele entrega? Cadê o valor-agregado minha gente?

Comoditização e disputa por preços já acontece bastante aqui em Santos, acredito que acontecia mais no passado, mas diversos lugares de boa qualidade fecharam suas portas pelo foco em serviços com uma margem um pouquinho maior. Preciso ir longe? Drogaria Iporanga virou Poupafarma. Casas noturnas, restaurantes e outras marcas viraram pó. Quantos restaurantes japoneses abriram em tão pouco tempo?

Ícone de qualidade em atendimento em restaurante em Santos? Beduíno. É barato? Não! É caro? Também não. Os caras tem valor agregado. Os caras precisam manter a margem deles no lugar. E eu vou lá e pago, feliz. Compras coletivas lá? Para mim seria mais desvantagem encarar aquele lugar lotado pagando menos e sendo mal atendida. Prefiro manter o atendimento, qualidade e margem de sempre e pagar o preço “normal”.

Minha grande preocupação com a onda, é que dessa vez não são os consumidores que saem perdendo, não é a mão-de-obra sofrida que se fode por meio dólar a cada 250 camisetas produzidas.

São os comerciantes. E quem vive de comércio (que não é o meu caso) sabe que estoque e margem não são nada fáceis de se domar e são o segredo do negócio. Espero que quando o primeiro alfinete penetrar nesse bolha de coletividade no consumo, bons estabelecimentos não estourem junto.

6 November, 2010

Paradigmas de mercado e as oportunidades

Filed under: Diarinho, trabalho — Tags: , , — Ludmilla Rossi @ 2:09 pm

Pensei bastante sobre isso nas últimas semanas. Por conta das mudanças recentes que estão acontecendo na Mkt Virtual, começamos a pensar em possibilidades para a ampliação da equipe, remanejamento de pesssoas para novos objetivos, e inevitávelmente a pasta “currículos” começa a chamar o meu olhar.

Além do processo seletivo para secretária (que parece simples mas não é), começamos a traçar metas para 2011. E quando ver a pergunta “qual o perfil desse profissional” que comecei a me questionar sobre as particularidades do nosso mercado.

Existem vários movimentos e especialistas disseminando a entrada da classe c e da terceira idade em massa na web. A vovó no Skype, as massas consumindo pela web, tudo isso já é ícone e derrubou aquela ultrapassada afirmação de que a web é o espaço dos jovens, ricos e nerds. Nerds ricos e jovens (ao mesmo tempo) são realidade (oi Zuckerberg!), mas são minoria perto de um universo cada vez mais pulverizado.

Porém, vamos pensar não em quem acessa e consome a web, mas em quem “constrói” a web, seja através de serviços, sites, aplicativos e inovações. O perfil de contratação para profissionais de internet começou há pouquíssimo tempo. Generalizando bastante, o começo era composto dos “carinhas de informática” que arrumavam a rede e os computadores “paus-velhos”, e como anfíbios passaram a sair do mar e andar sob uma nova terra, do html, da programação, dos ftps e blábláblá. Esses carinhas fizeram essas descobertas quando eram jovens, mas 14 ou 15 anos se passaram e a especialização de mão-de-obra para web apareceu com cursos, faculdades, conteúdo on-line, apesar de ainda ser um problema.

Existe uma escassez de profissionais e cada empresa escolhe que rumo quer seguir: algumas resolvem investir e lapidar preciosidades do mercado abandonadas por conta de um currículo, outras resolvem ter uma postura mais predatória e outras se contentam com o que aparece.

Pensando num universo que conheço bem - o de promover a evolução do profissional depois que ele já está na empresa - refleti sobre o seguinte: Se pessoas mais velhas e de classes sociais absolutamente diferentes já estão acessando a web, será que não está na hora também de repensar o perfil de contratação em termos de idade, classe social e cultural das pessoas? Essa pergunta me veio na cabeça pela seguinte razão: sempre ouvi que era difícil ter uma primeira oportunidade, que as empresas não queriam gente sem experiência, que jovem demais não funcionava, etc. Apesar disso ainda ser uma realidade, e muita gente não estar tendo chance de entrar no mercado, acredito que um dos mercados que mais ajudou a aliviar isso foi o da “publicidade” e o da web, pois mão de obra jovem nesses mercados é sim valorizada, bastando ter talento e empenho. E passa a acontecer uma grande inversão nesse ponto, pois pessoas “mais velhas” que querem ingressar no mercado de produção para web são algumas vezes limadas por terem passado dos 35-40 anos. Sim, antes que me acusem de estar falando bobagem, excessões existem, mas basta observar e perceber que as pessoas “mais velhas” desse nosso mercado estão em cargos elevados (algumas vezes pulando direto e não conhecendo os pormenores do dia-a-dia de produção) ou em áreas mais focadas em negócios, administração, finanças e etc.

E aí que entra o que eu quero dizer: existe uma infinidade de entusiastas que construiram uma carreira em outras áreas e despertam para alguns encantamentos que a web trouxe (ok, existem muitos oportunistas também que acham que a web é um poço de dinheiro). É justo ter preconceito com esses currículos por causa da idade? Será que em breve não teremos uma inversão de valores com a subvalorização da experiência e a supervalorização da idade no nosso mercado? Será que a geração digital que nasceu imersa na web terá esse ponto de vantagem em relação aos profissionais que chegam depois? Será mesmo que em alguns anos tudo não vai parecer tão normal que esse papo de “Before Internet” e “After Internet” será irrelevante?

Não tenho a resposta para essas perguntas. Mas acho que ao ler um currículo, ao contrário do que faço hoje, assim como diplomas e títulos deixam (pra mim sempre foram) de ser relevantes devido à uma volatilidade imensa, idade será irrelevante quanto sotaque, cor, nacionalidade ou religião. Talvez deixemos de dar boas chances à grandes pessoas pelo seu ano de nascimento. Com o “envelhecimento” e matiuridade do mercado on-line, com a perda da percepção on-off, espero que todo esse questionamento desapareça em pouquíssimo tempo, e que todo tipo de documento seja queimado. Por mais que eu não tenha tido uma experiência positiva nas vezes que pensei assim, vale continuar tentando. Os anos passam para todos, bons ou maus profissionais.

1 August, 2010

Design de serviços - Curso na live|work

Filed under: Diarinho, trabalho — Tags: , , , — Ludmilla Rossi @ 3:00 pm

Há 2 semanas atrás tive a oportunidade de fazer um curso na Live|Work de design de serviços. Como eu sempre fixo melhor as coisas quando eu as passo adiante, seja falando ou escrevendo, vou colocar aqui o resumo da oficina no meu ponto de vista, e que também sirva para as pessoas interessadas no tema ou mesmo em fazer esse treinamento.

O primeiro conceito, meio que óbvio para mim é o gráfico preço X valor percebido. Quanto menos valor percebido, menor precisa ser o custo, e vice versa. 2 exemplos: os hotéis Ibis (baratos, sem luxo ou grandes diferenciais) e as bolsas Louis Vuitton (desejadas e que emprestam aos seus usuários status, glamour, blablabla).

Independente dos casos, é importante oferecer uma boa experiência (tanto ao se hospedar o Ibis, quanto ao comprar uma it bag). Pasme que 80% das marcas/organizações pensam que entregam uma boa experiência, porém apenas 8% do público concorda com isso.

Falou-se da Disney X Zappos, onde na Disney o processo de admissão é rigoroso levando em conta um filtro por características pessoais (tipo de sorriso, de corte de cabelo, etc), e na Zappos, nde os funcionários tem muita liberdade para não seguir scripts. Nos 2 casos, os colaboradores dessas empresas estão perfeitamente alinhados, o funcionário que entrega o serviço sabe que e como oferecer uma boa experiência para o cliente.

A inevitável pergunta “O que é design?” surgiu. No Brasil, por razões obvias design está diretamente ligado à publicidade a ao design de produtos, interiores, moda, etc. Porém design vai além disso, design também pode ser ESTRATÉGIA, CAMINHO e PROCESSO CRIATIVO. Em resumo “Design é o processo de tornar algo melhor para alguém…”. Sem saber nos debatemos com isso todos os dias na hora de fazer escolhas, de uma roupa, de um cosmético, de um telefone celular. Geralmente associamos design à beleza do produto, embalagem e etc, mas na realidade a nossa compra é feita pensando na expectativa da experiência. Pode avaliar isso na próxima vez que for comprar um simples batom.

Depois, já que o curso era de design de serviços, fez-se a pergunta O que é serviço, e o Tenny fez a analogia da carteira. É só abrirmos nossa carteira e nos depararmos com uma infinidade se serviços: cartão de crédito, plano de saúde, carteirinha de locadora, notas de restaurantes, etc. E resumiu-se como serviço “o desempenho oferecido por uma parte à outra”.

Na sequência, falou-se de inovação, e resumindo inovação: o valor que as pessoas dão para algo. E que as marcas são uma promessa, de autenticidade, sonho, falta de racionalidade, etc. Abaixo um vídeo beeem legal.

 

Baseado nesse vídeo conclui-se que invenção, tecnologia e inovação são coisas bem diferentes, inovação transforma a percepção e a vida do usuário de algum produto ou serviço.

O design de serviços, então, entra no mundo para fazer uma pergunta simples: “O que as pessoas desejam?”. E para obter essas respostas, obviamente existem técnicas. Design de serviços busca que todos os pontos de contato do cliente com a outra parte funcionem perfeitamente, envolvendo pessoas que usam e prestam o serviço, testando, simulando, buscando criar serviços tão bons que as pessoas recomendem umas às outras.

É algo que extá explodindo em outros países.

Uma das teorias é o duplo diamante, usando o pensamento de discover, define, develop e deliver, e em cada “ápice” temos o insight > idéia > ação.

Algo interessante que foi apresentado (e serviu bastante para me ajudar a entender) é que lucro real está na lealdade, em desenvolver lealdade. E lealdade está diretamente ligado a associar conceitos à marcas. (aí entra o branding dizendo o que a marca transmite e o que é captado).

Basicamente para mim essa foi a parte I do curso. A parte II envolveu algumas dinâmicas práticas. Um dos objetivos foi aplicar a teoria a uma pesquisa de campo no Shopping Iguatemi (já que o escritório da Live|Work) era bem próximo. Vamos abrir um parênteses aí né, porque meu “portifólio” de horas/shopping é realmente considerável. Só que tínhamos que visitar o shopping Iguatemi com os olhos de outra “persona”, perceber como seria a experiência “shopping Iguatemi” para ela. Em resumo a idéia era entender a persona, fazer um trabalho de campo, mapear os pontos de vista no dia seguinte, fazer um brainstorming e depois visualmente ter idéias. Na sequência escolher uma idéia e prototipar (com materiais como Lego*, Durex, cartolina, etc), e apresentar.

É isso, foi bem legal no geral. Fotos da turma aqui.

Abaixo uma outra apresentação  do pessoal da Live|work, para um evento específico. Bem bacana também.

View more presentations from Tennyson Pinheiro.

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* Falando em Lego, hoje entrou no ar um projeto que a Mkt Virtual desenvolveu para a Lego Brasil, o concurso Crie e Ganhe 2010.

26 June, 2010

SMBr - Social Media Brasil 2010

Filed under: Eventos, Mkt Virtual, trabalho — Tags: , , , , , , — Ludmilla Rossi @ 3:11 pm

Ontem e anteontem evite no Social Media Brasil 2010, evento que visava discutir o assunto e trazer alguns “especialistas” no assunto para palestrarem.

Primeira coisa que fiquei contente foi de poder ouvir algumas palestras em inglês, para exercitar o cérebro a absorver informações no idioma, é aprendizado duplo. Fui forçada a isso pois tradução simultânea em eventos de web geralmente não funciona. Os tradutores não estão tão imersos no assunto, e se perdem. Assim foi na última palestra de games de fui.

Vou tentar resumir minha experiência com o evento e dividir os pontos fortes na minha opinião. Dessa vez adotei uma postura diferente, não anotei nada. Procurei absorver sem cola, diferente dos outros eventos que eu anoto bastante coisa.

Assisti às seguintes palestras:
Julio Vasconcellos (Facebook)
Mariano Suarez (Three Melons)
Jessica Faye Carter (Nĕtte Media)
Erica Swallow (Mashable)
Terence Reis (Pontomobi)
Augusto de Franco (Escola de Redes)
Mario Brandão (Associação Brasileira de Centros de Inclusão Digital)

E aos debates…
1) Marcelo Vitorino (Talk Interactive / Pergunte ao Urso), Soninha Francine (Partido Popular Socialista)
2) Gustavo Guanabara (Guanabara.info), Christian Gurtner (Escriba Cafe), Alexandre Ottoni (Jovem Nerd), Deive Pazos
(Jovem Nerd)

Vou comentar somente as palestras

A palestra do Julio Vasconcellos do Facebook serviu para reforçar o fato de as marcas e as produtoras precisarem se atentar ao Facebook agora visto que ele ainda não está tão no mainstream da massa brasileira, acredito que ainda há muito espaço de crescimento para ele. Desenvolver peças específicas para o Facebook, sejam mini-sites lá dentro, jogos, aplicativos complexos ou simples devem ser ponto de atenção.

O Mariano Suarez da Three Melons, empresa argentina de desenvolvimento de jogos deu uma palestra bacaninha, infelizmente ele não conseguiu mostrar os vídeos metafóricos do The Theory of Fun, mas falou um pouco do desenvolvimento do jogo BOLA, criado para o Facebook que tem muitos usuários diários, e 4 milhões de usuários por mês. Foi bacana ver que a empresa dele, aqui na LATAM foi vista por uma gigante dos jogos, e adquirida. O mais interessante para mim foi saber que antes deles apostarem em social games, eles já eram especialistas no desenvolvimento de jogos para grandes marcas.

A Jessica Carter falou bastante de nivchos, importância de entender culturalmente com quem se está falando, do versionamento adequado para pequenos grupos sociais, etc. Mas, indiscutivelmente, o mais impactante dessa palestra foi a oratória e presença de palco desta maluca. Isso que tornou a palestra dela “huge”.

Erica Swallow do Mashable, peguei na metade e para mim foi “mais do mesmo”. Não achei tão fodástica assim…

Não esperava muito da palestra do Terence Reis, mas ele me deu a melhor definição de realidade aumentada, que é “adicionar uma camada na realidade”, para uma determinada função. Acho isso legal pois a maior parte das pessoas que conheço confundem realidade aumentada com bonequinhos que se mexem na frente da webcam. Falou bastante do mercado também, mostrou uns aplicativos para Iphone meio mais ou menos, mas em compensação mostrou o Layar que eu não conhecia. Pelo que eu entendi é um browser de realidade aumentada. No geral achei muito legal.

O Augusto de Franco tinha mais coisa para falar do que realmente falou, passou muito tempo em uma introdução. Foi legal, mas eu senti que já havia passado por aquela introdução. Ele finalizou com o impacto da frase “We shape our tools and afterwards our tools shape us.” de Marshall McLuhan. É uma ótima palestra para tornar as pessoas open-minded para essa nota etapa do mercado de comunicação.

O Mário Brandão foi uma palestra que eu não esperava muito também, mas foi uma das melhores. O teatro infelizmente estava vazio, mas contou alguns casos da inclusão digital transformar as pessoas, da realidade das lan-houses no Brasil, citou como o modelo de negócios da Monkey sucumbiu e o real modelo de negócios das lan-houses hoje, que prestam serviços, que às vezes tem um mercadinho junto com elas. Uma frase interessante foi que é melhor o cara gastar em uma lan-house e agilizar o serviço público do que pegar 1 ônibus de um lado da cidade para outro para resolver algo fisicamente em uma repartição. E outro dado interessante foi que no Brasil são 108.000 lan-houses na mão de 106.000 donos. Muito foda!

O mais legal desses eventos também é poder passar um tempo imersa ao lado de quem trabalha comigo, às vezes rolam umas conversas bem produtivas e debates que estimulam à novas idéias. Foi interessante também ter ao meu lado uma pessoa de cada área da Mkt Virtual, Danilo, Bud, Fábio, Mad e Marcel, são várias “gerações” diferentes dentro da Mkt no que se refere ao ingresso de cada pessoa na empresa, o que torna a conversa com pontos de vista às vezes diferentes. Para mim valeu a pena, não achei o evento caro, apesar de algumas falhas na organização como espaços alternativos bem boga e a internet sofrível prejudicando MUITO os participantes, e principalmente os palestrantes que não mostraram tudo o que gostariam.

24 April, 2010

Imóvel em que ficava a Mkt Virtual pegou fogo hoje :(

Filed under: Mkt Virtual, trabalho — Tags: , , , — Ludmilla Rossi @ 12:49 am

Rolou uma movimentação séria dos bombeiros pelo Gonzaga hoje que, somada ao toque de recolher caiçara, deixou a terceira idade alucinada por aqui. Só depois fomos descobrir o que estava acontecendo de fato, aqui.

Uma loja de móveis planejados pegou fogo na Euclides da Cunha. E para nossa surpresa, vimos essa imagem

incendio_euclides_santos
Clique para ampliar

De onde saem as labaredas era exatamente onde ficava o primeiro escritório da Mkt Virtual. Foi exatamente ali que tudo começou, em janeiro de 2001. A loja de móveis planejados ficava na parte da frente do imóvel (na nossa época era uma loja de motos, depois um pet-shop). Na entradinha lateral (muretinha azul) era onde entrávamos diariamente para trabalhar. Eu e o Maurício a princípio, uns meses depois o Marcel revezando com o Alex (pq não cabiam 4 pessoasna salinha). Ficamos uns 8 meses lá, até mudarmos para um espaço maior na Fernão Dias. Anyway, apesar de parecer pouco tempo, foi bastante. Principalmente porque o começo é duro e define muita coisa. Rolava um fluxo de clientes ali, disputando cada centímetro quadrado, uma logística complexa e poucos recursos. A sala tinha uma mini-janela que pouco ficava aberta e ganhou o apelido de “cativeiro”, dado pelo Alex.

Nesse espaço físico, de tempo e de logística entregamos o site da Mythos, da Luckyscope, do Buffet Mário e uma centena de flyers de baladinhas de Santos (na época fazíamos alguma coisa de impressos,por uma questão de sobrevivência, já que contar para os cliente naquela época que SITE não era E-MAIL era um tanto difícil). Entre os clientes dessas baladinhas estavam Mythos, Avelino´s, Luckyscope, Bar do 3, Cachaça Brasil, Oxen (GLS), Mistral e People. Entre outras várias coisinhas.

Nessa época tínhamos um sócio, o Flávio, que até hoje é dono da loja que fica ao lado desde falecido imóvel. A Local 1. Liguei pra ele há pouco para saber se estava tudo bem, e graças a Deus estava. O único imprevisto foi os bombeiros terem marretado a porta de loja dele para entrar, mas prejuízo ínfimo perto do que poderia ter sido.

De lá pra cá são 9 anos. Mas toda vez que passávamos ali tínhamos ótimas lembranças de um tempo mais difícil do que nunca. A casa física rendia boas lembranças e risadas. Estou fazendo esse post hoje para registrar, mesmo que a imagem dela seja a antiga sede da Mkt Virtual pegando fogo. Na real o fogo nunca deixou de pegar no sentido figurado.

Em breve ela será demolida. Segundo o Flávio, a defesa civil já interditou o espaço. Para mim e para o Maurício esse espaço vai lembrar sempre um bebê-prematuro em uma incubadora rudimentar. O bebê cresceu e já fala, escreve, lê. E hoje aprendeu que nunca mais terá contato visual e físico com a incubadora que salvou sua vida frágil em seu começo incerto. É chocante, ficam as lembranças, o calor de um fogo que sempre queimou figurativamente, mas ao contrario do que aconteceu hoje, nunca destruindo. Sempre construindo alguma coisa muito positiva.

Bye, Euclides 63.

22 April, 2010

As melhores coisas do mundo, uma das melhores coisas do cinema nacional recente

Filed under: Cinema, Mkt Virtual, trabalho — Tags: , , , , — Ludmilla Rossi @ 12:16 am

Domingo assisti ao filme As melhores coisas do mundo, dirigido pela Laís Bodanzky, roteirizado pelo Luiz Bolognesi e produzido pela Gullane filmes. Quero registrar aqui minha impressões pelo filme,  de forma técnica e passional.

Conheci Laís e Luiz por conta do projeto do site do filme Chega de Saudade, filme que eles lançaram em 2007. É até hoje um dos sites que mais gostei de ter feito. Não foi fácil, mas também não foi difícil, e me ajudou a entender algumas coisas. Fizemos o site sem ter assistido ao filme, e para minha surpresa, depois que assisti fiquei ainda mais contente com o projeto. Estava absolutamente contextualizado e era tão poético quanto o filme. Chega de Saudade é uma obra-prima do cinema nacional, por seu roteiro, pelo fato de ter sido feito em uma única locação, pelo seu elenco e por uma trilha sonora contagiante. Estou fazendo toda essa introdução no trabalho da Laís porque As melhores coisas do mundo e Chega de Saudade são dois filmes imperdíveis e muito paralelos.

As melhores coisas fala do momento de ruptura onde alguns personagens adolescentes do filme começam a perceber seu processo de adultização, de encarar fatos da vida real de frente, de lidar com problemas familiares e de desigualdade. Chega de Saudade é o oposto, tratando de forma bastante sutil da adolescentização da velhice, do momento e do ambiente onde quem já viveu muito deseja viver e reviver suas aventuras, no mundo paralelo dos bailes, entre amigos e amores. Ambos tem muita coisa em comum, como a participação de não-atores, Paulo Vilhena, e uma delicadeza que pune os menos atentos.

Privilegiados são os adolescentes de hoje que ganharam de presente um filme que retrata uma realidade bem próxima da educação de classe-média brasileira, sem padrões americanos de escolas luxuosas, irmãdades delta-beta-phi, e mundos irreais com personagens maquiados para estudar.

Não quero comentar cada fato do filme para não cantar a bola para quem não viu. Mas vá com a certeza de que o cinema nacional mudou. As salas estão mais cheias, Chico Xavier tem arrastado multidões e As melhores coisas do mundo está indo pelo mesmo caminho, chamando de adolescentes (cri-cris ou não) a pais, professores, ou, como eu, ex-adolescentes.

Depois de assistir o filme As melhores coisas, dá pra sair com a pergunta na cabeça: será que já somos adultos? E, depois de ver Chega de Saudade, quando eu for mais velha, quero pensar: será que ainda somos adultos?

Vale a pena ler
As melhores coisas do mundo, por Rafael Gomes

Vale a pena ver
http://twitter.com/asmelhoresfilme

17 April, 2010

Romantismo X Realismo = Flash X HTML?

Filed under: arte, trabalho — Tags: , , , , — Ludmilla Rossi @ 1:23 am

“O romantismo era a apoteose do sentimento…”

Esta semana no e-mail coletivo da empresa, pintou uma discussão iniciada pelo Fábio (de uma forma bem interessante) sobre o alarme na comunidade Flash sobre Flash, HTML 5, etc, etc, etc. A briguinha entre definir “fazer em Flash’ ou “fazer em HTML” é sooooooo “two-thousand-seven” mas até hoje é comum ver comentários e dissertações sobre isso, além da natural dúvida dos clientes que atualmente estão menos firulentos (no bom sentido) e mais objetivos em seus projetos, e querem saber que caminho tomar.

A resposta é sempre a mais óbvia e simples possível: como toda a ferramenta e recursos, eles precisam ser equilibrados em uma medida certa. E qual é a medida certa? É aquela que é a intersecção entre as demandas do projeto X idéia X expectativa de resultados. E isso só a experiência do dia-a-dia de árduos projetos, entre sucessos e fracassos, ensinará.

Fazendo um paralelo com a história dos estilos artísticos da humanidade, vejo como a ruptura entre o romantismo e o realismo se expressa nos dias de hoje, nessa mesma reação extrema ao Flash ou ao HTML. Comparemos o romantismo com o nosso deslumbramento latino por tudo que é sensorial, idealizado. Segundo a Wikipedia, “o drama humano, amores trágicos, ideais utópicos e desejos de escapismo”. Vejo isso absolutamente refletido em uma etapa em que conseguíamos ver somente o Flash para solução de todos os problemas, com a filosofia de que quanto mais idealista, mais mágico e escapista fosse o projeto, mais ele funcionaria. E funcionou (de verdade), durante um bom tempo. Há uns bons anos atrás todos queriam as incríveis Flash Intros, cheias de palavras idealistas (Qualidade, excelência, liderança, tradição, inovação, tecnologia… e assim por diante), e nós, em atitudes românticas e idealistas também executávamos aqueles projetos acreditando que eles refletiam. Colocávamos muito sentimento e subjetivismo ali, era a idealização da realidade.

Como protesto ao romantismo, nas belas artes, veio o realismo, que “olha o futuro e tem fé na ciência e no progresso”, menos egocêntrico, subjetivo e idealizado. O realismo, como obviamente diz seu nome, descreve a realidade com uma linguagem clara, simples e natural.

renoirwomanwithaaat
A woman with a car, Renoir - Esse quadro acho q é impressionista,
não tem nada a ver com o que eu estou dizendo, hehehehe!

Essa frase define o que eu quero dizer: “A passagem do Romantismo para o Realismo, corresponde uma mudança do belo e ideal para o real e objetivo”. Nada define melhor o momento que estamos vivendo na web agora e em toda a sua amplitude de comunicação. Redes sociais, convergência, comunidades, profiles públicos e compartilhamento de conteúdo, tudo bem real e idealizado apenas quando o universo individual daquele usuário é romântico (Vou explicar: uma teenager que photoshopa sua foto tirando suas espinhas e parecendo ser bem mais bonita do que pessoalmente, isso é romântico… essa mesma teenager colocando sua foto sem retoque em cima de uma cama bagunçada com paredes desgastadas, isso é realismo…).

O realismo tem sua criação feita de reflexão e análise, puro reflexo de como estamos buscando pensar hoje. E ás vezes para concluir que o que funciona é o romantismo realista ou um realismo romântico.

Ao olhar duas obras de arte (uma realista, outra romântica) é possível dizer qual é a melhor? Definitivamente não. Mas dá para dizer qual é a melhor dentro de um determinado contexto? Sim. Seja esse contexto atrair visitantes para um museu, ou decorar a sala de um colecionador de arte megalomaníaco.

Hoje, após várias reflexões e algumas bateções de cabeça é importante pensar nisso, para encontrar um equilíbrio entre todo o sentimento que podemos oferecer, e toda a objetividade que o público espera, nunca deixando um protestar contra o outro, mas sim assimilando que ambos foram (e estão sendo) fundamentais para a humanidade escrever sua história na literatura, na escultura, na pintura e na comunicação.

E agora, eu começo a achar que o IPad é puro impressionismo…

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