Um blog sobre nada específico, escrito por quem ama gatos, design e gosta de fazer muitas coisas.

Archive for the ‘Videos’ Category


Mercearia Paraopeba (Itabirito) e suas lições

Aug 14, 2010 Author: Ludmilla Rossi | Filed under: Coisas legais, Videos

O documentário abaixo foi produzido pela produtora Cara de Cão sobre a Mercearia Paraopeba. Um armazém / mercadino à moda antiga, com produtos genuínos e meio que vendidos da pequena fonte para o ponto de venda. É uma lição de empreendedorismo, de que crescer é algo bastante relativo, de que o foco está nas pessoas e que um negócio tradicional pode ser bem sucedido se souber adotar uma boa estratégia. Veja o vídeo, e depois comento.

Ok, eu ia fazer alguns comentários, mas acho que serei redundante. Aqui tem um post sobre o mesmo vídeo, que eu assino em baixo. Minhas 3 observações:

1) Os caras cresceram sozinhos, sem aporte externo. Crescer com aporte externo não é mal, mas eles fizeram uma escolha e conseguiram se sustentar nela;

2) Olhar o negócio com humanidade. Não só pelo negócio, não só pelo sucesso, não só pelo dinheiro. Ponto. Vai demorar um pouco pra isso acontecer com o mercado em geral, mas todos devem trabalhar pra isso. Consciência sobre o que (e como) o trabalho impacta na vida das pessoas.

3) Oportunidades, alinhamento, movimentação, desenvolvimento de líderes e decisões rápidas.

Já assisti de novo, muito bom mesmo!

Bichinho de matar com pedra

Jun 26, 2010 Author: Ludmilla Rossi | Filed under: Idiotices, Videos

Eis que Hermes e Renato já foi muito melhor, mas esse vídeo define bem o conceito de HYPE hoje, na forma de uma crítica bem humorada. Em tempos de nichos, microuniversos, microtendência ainda se vê rebanhos seguindo o que sobe ao posto de cool, sem refletir se isso serve ou funciona individualmente.

Não, nunca fui revoltada contra emos ou fúrias adolescentes…

É só algo engraçado mesmo, em cima de uma geração (de indivíduos ou profiissionais) que estão atrás de um hype que muitas vezes nem eles próprios acreditam.

Don´t believe the HYPE já foi HYPE, lembram?

Destino? Salvador Dali e Walt Disney juntos

May 5, 2010 Author: Ludmilla Rossi | Filed under: Interessante, Videos, arte

Dali e Disney são 2 artistas que eu admiro pra caraleo.

Pelo que li aqui, Dali trabalhou em todos os storyboards do projeto DESTINO (que ficaram arquivados). O projeto foi abandonado com menos de 20 segundos de animação, e depois retomado por um funcionário da Disney.

Foi iniciado em 1946, mas só concluído recentemente usando técnicas contemporâneas de animação. Que privilégio juntar essas 2 cabeças, não?

Como grande fã de ambas as partes, é bem clara a influência de movimentos (no caso de Disney, o movimento em si, literal), e em Dali (o movimento artístico figurativamente). O jeito que a moça se move em algumas partes do filme me remete claramente ao movimento de mãos da Branca de Neve ou mesmo de A Bela e a Fera. Adoro.

No começo desconfiei da veracidade disso tudo, pois para mim parecia inusitado esses 2 juntos. Mas depois vendo o nome do negócio (Destino) é bem poético, não?

ó, fazia tempo que eu não ficava contente de assistir um clipe. São poucos aqueles que me impactam pra valer.
O meu top top é de uma música desconhecida de um cantor que não pintou por aqui ainda, mas une uma direção de arte impecável, roteirinho engraçadinho e expressão de atuação.
Clique aqui e veja Kennedy - Your mama.

Mas, nesta semana descobri um videoclipe que disputa o posto de toptop. Ele é 70 Million da banda franco-americana Hold Your Horses.

O clipe foi produzido pela francesa L´Ogre, e une a reconstrução de obras de arte consagradas (da “Marilyn” de Andy Wahrol até “A Lição de Anatomia do Dr. Tulp” de Rembrandt), unindo numa mesma obra estilos antagônicos mas que são relacionados pela expressão dos atores e pelos picos de bom-humor (o que é aquela Frida Kahlo, OMFG!). Para ver, rever e guardar. A música também é boa, e vou procurar mais sobre a banda.

Abaixo, toda a genialidade deste clipe:

70 Million by Hold Your Horses ! from L’Ogre on Vimeo.

Hold Your Horses! 70 Million

And it hardly looked like a novel at all,
I hardly look like a hero at all
And I’m sorry, you didn’t publish this
And you were white as snow; I was white as a sheet

When you came down in this black dress
In your mom’s black maternity dress
And so,
Though it hardly looked like a novel at all,
And the city treats me, it treats me to you
And a cup of coffee for you
I should learn it’s language and speak it to you

And 70 million should be in the know
And 70 million don’t go out at all
And 70 million wouldn’t walk this street
And 70 million would run to a hole
And 70 million would be wrong wrong wrong
And 70 million never see it at all
And 70 million haven’t tasted snow

And we dance dance dance like the children dance
Imply thought are we taking the chance?
With the light still on, and will we ever reach the tower

And after you came down in this black dress
I don’t know what took so very long
And this,
And this isn’t a war, we don’t have to ration
Now wave white flag, and you kept it at home
And words I wrote from a foreign land
You’re holding my no longer foreign hand

And 70 million should be in the know
And 70 million don’t go out at all
And 70 million wouldn’t walk this street
And 70 million would run to a hole
And 70 million would be wrong wrong wrong
And 70 million never see it at all
And 70 million haven’t tasted snow

I´m here movie, um curta by Spike Jonze

Apr 3, 2010 Author: Ludmilla Rossi | Filed under: Cinema, Coisas bonitas, Interessante, Videos, links

Tá, todo mundo paga pau pro Spike Jonze e blá blá blá, mas isso aqui é muito foda.

http://www.imheremovie.com/

Controverso o fato de ter hora certa pra começar a assistir, né? Afinal estamos na Internet, a terra de tudo disponível a qualquer hora. Mas essa limitaçãozinha gerou o buzz e a sensação de glamour orgânica do cinema. Uhu! Da primeira vez que tentei assistir já começou direto, só que no meio do curta a idiotona aqui fechou a janela sem querer, e advinha? Tive que esperar a outra sessão.

Vale a pena.

O curta é lindo, poético, fofo, tocante, timeless. Pra quem duvida, o trailer:

Amor puro. Não deixe de assistir…

Ordinary is no place to be.

We don´t have to change at all

Jun 28, 2009 Author: Ludmilla Rossi | Filed under: Videos

Vídeo que achei nos meus feeds.

1974, Roberta Flack e Michael Jackson.
Mega lúdico, bonitinho e uma mensagem que poderia ter servido para MJ.

Recomendo clicar em play pra ler o post.

“Feels like maybe things will be all right
Baby, Baby
Your love’s made me
Free as a song singin’ forever”

——

Minha vó faleceu em 7 de novembro de 2008. No domingo, 7 de junho, fui na casa dela, exatos 7 meses depois, separar as coisas e ver se havia algo do passado que eu gostaria de resgatar. Aquele armário, que sempre pareceu um universo enorme para uma menina de 6 anos de idade, virou um guarda-roupa comum, aromatizado com naftalina e cheiro de madeira velha. Não acho esse cheiro ruim, e nem sei se é bem de naftalina. Mas era um cheiro típico da casa da minha avó. Depois de muitas horas, separei algumas roupas, algumas jóias, 3 óculos de sol (minha avó só tinha 3 óculos de sol!) e uma bolsa authentic vintage. Algumas fotos e cartas que abrirei daqui a um tempo.

Foi uma volta ao passado, de coisas que eu via esporadicamente quando vinha da Bahia para a casa dela. Aquele armário sempre foi um mundo paralelo. Eu tinha um medo inconsciente dele. A penteadeira eu abria minha vida inteira, e vasculhava cada canto. Os batons eu usava em 1986. Joguei fora umas sombras de bastão, apodrecidas que eu usava para me maquiar quando criança. Se eu soubesse teria arranjado umas sombras Renew pra minha avó.

Ela tinha mania de guardar coisas. Sabiamente ela guardou uma saia florida que não devia servir nela há anos, e acabou ficando perfeita em mim. Muitas coisas serão doadas. Dentre tudo que eu trouxe e herdei da minha avó, a maior parte das coisas não se guardam em caixas ou em armários.

Hoje minha mãe voltou na casa dela. Alguns cantos não haviam sido explorados ontem, um deles, em cima do armário. Minha mãe achou uma coleção de revistas Geração POP, de 1973, 1974, 1975… Ok, qual é a graça em cima dessas revistas amareladas? Um parênteses para essas coisas que a gente não encontra, mas encontram a gente. É clichê falar que a gente não é do nosso tempo. É chato falar como um velho rabugento que afirma que as coisas eram melhores antigamente. Mas é fato que a música hoje não me encanta como a música florescida em décadas passadas.

Sempre comento com o Maurício que eu me imagino ligando um toca-fitas antigo, num carro antigo, ouvindo o último hit dos Carpenters. Ou indo além, como deve ter sido mágico viver numa época em que Carpenters e Diana Ross disputavam as primeiras posições da Billboard. Imagine entrar em qualquer boteco que você entre estar tocando Only Yesterday ao invés de Calypso ou Ivete Sangalo. Não é uma questão de viver DO ou NO passado, mas sim de realmente admitir que a criatividade musical da humanidade já teve o seu ápice nos últimos 100 anos (ou 1000 anos). E que se é pra este ápice ser superado, que seja se forma convincente. O ATARI está no passado, mas não é o ápice dos videogames. Mas musicalmente a humanidade ainda não superou as 3 décadas de 60 a 90. Sorry.

Voltando a revista Geração POP, minha mãe me trouxe essas revistas, sobre as quais eu jamais tinha ouvido falar. Sou de 82, a revista nasceu uma década antes de mim, em 1970 pela Editora Abril. Me emocionei ao abrir os exemplares e meus olhos encontrarem a estética que eu facilmente adotaria hoje para viver. Me senti mais confortável e ambientada com o mundo que eu encontrei na Geração POP do que o que eu encontro na NOVA. Eu conhecia todos os artistas que estampam a revista: Cat Stevens, Diana Ross, Barry Manilow… pensei comigo que seria simplesmente fabuloso achar uma revista que trouxesse os Carpenters como matéria central. E foi o que aconteceu quando eu tirava as revistas da caixa.

“Nós ainda acreditamos no amor” - Os Carpenters é a matéria de capa de um dos exemplares. Coloquei Only Yesterday pra tocar e por uma fração de segundos eu me transportei 20 anos atrás. Curiosamente procurei na internet sobre o que aconteceu com a revista Geração POP, e aí vai…

A Geração Pop – também conhecida apenas como pop, já que o logotipo põe esta palavra em destaque – era de música pop em geral. Seu estilo era mais comportamental, mainstream, não se prendendo ao rock, mas a outras tendências populares da música jovem, como a soul music (Jackson Five, Stevie Wonder) e o pop romântico (Carpenters, Elton John). A decadência da revista se deu porque ela não conseguiu acompanhar as tendências musicais atuais. Sobre o punk rock, arriscou-se a fazer matéria fictícia, com dois meninos de rua, aparentando pivetes, que seriam integrantes de um inexistente grupo de punk rock. Foi sua sentença de morte.
Fonte

Depois de 36 anos, que mantiveram sacos plásticos e a rotina afastando as revistas dos meus olhos, a Geração POP não conseguiu acompanhar as tendências musicais atuais. Mas ela nunca precisou mesmo fazer isso. Ela encontrou seu nicho, chegou ao seu target com um atraso de quase quatro décadas. A maior parte dos artistas presentes em suas páginas não deveriam ser substituídos por tendências atuais. Ler essa revista hoje não é voltar ao passado, mas sim reconhecer que o passado não é obrigatoriamente substituído pelo presente apenas pelo frescor do seu tempo, mas sim pelo frescor de sua criatividade. Tomorrow may be even brighter than today.

(Eu disse, maybe).

Letra completa de only yesterday dos Carpenters

————————-

O vídeo tá com o som meio baixo e com uma legenda bizarra, mas o que vemos é suficiente. Burt Bacharach regendo, se empolgando, imagens de Dionne Warwick em 1965. Isac Haayes (o inesquecível Chef de South Park cantando Walk on by) também aparece nesse minidocumentário de 9 minutos enriquecedor.

Ás vezes eu queria ser uma mosca (velha) pra acompanhar insights das construções dessas músicas.

Thanks YouTube!

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