Ain´t no mountain high enough

5 June, 2010

Miu-Miu e seus gatinhos

Filed under: Coisas legais, moda — Tags: , , , , — Ludmilla Rossi @ 1:08 pm

A Miu-Miu colocou me surpreendeu e entregou estampas muito lindas e objetos de desejo super usáveis e consumíveis (talvez não tão pagáveis). E devo confessar que não consegui me desvencilhar disso, quero agora e de qualquer jeito.

miumiu_gatinhos
As pecinhas que gamei. Blusas, bolsa e sapato de gatinhos! Eu quero!

O propósito do meu blog

Filed under: Diarinho, Idiotices, Interessante — Tags: , , , — Ludmilla Rossi @ 12:12 am

Comecei meu blog sem muito propósito. Era para ser um espaço, um diarinho descompromissado, para eu escrever algumas coisas, dividir umas músicas, desenhos, textos e referências da minha vida. Comecei a brincar de blog em 2007, já fazem 3 anos. Na real em 2002 tive um blog, onde era hostee de uma amiga virtual blogueira celebridade da época (Yael, que perdi contato). Durou pouco tempo, porque eu chamava de “blog” um HTM que eu atualizava na mão (hahaha).

Enfim, 5 anos depois criei esse blog. O seu nome faz todo sentido para mim, só não ouço tanto essa música como ouvia em 2007, mas ela permanece como um hino na minha vida. Ain´´t no mountain high enough, ain´t no river wide enough…

Cá estou querendo fazer um exercício mental do papel do meu blog hoje e cruzar isso com a minha idade, função e personalidade.

Tinha 20 anos quando inaugurei o meu primeiro blog. E 25 quando inaugurei esse. E agora tenho 28. Estou mais perto dos 30 anos, que tem se mostrado a idade mais assustadora (não para mim, mas para todos os meus amigos). Sinceramente eu tinha mais medo de fazer 15 do que de fazer 30. Tem coisa mais assustadora do que uma festa de 15 anos? Aquele vestido horroroso, aquelas roupas e cerimonial brega, a dancinha com um garoto na puberdade, as espadinhas e toda vibe “Back for good” dessas festas? Gente, obrigada pai, obrigada mãe por terem aceitado a minha “anarquia econômica” da época de ter banido festas de 15 anos da nossa família enquanto minhas amigas contavam cada segundo para “o grande dia”. Obrigada meu Deus por eu ter tido a brilhante idéia de viajar com mais 2 amigos e meu namorado + minha família como “troca” de uma festa que se transformaria em pó, constrangimento e fotos bizarras. Amém.

Voltando ao foco, de fato eu farei 3o anos em 2 anos. Isso não me alarma absurdamente, pois estou há 15 anos em processo de adultização, com frequentes recaídas. Às vezes, ou quase sempre, tenho toda a certeza do mundo que tenho 23 anos. E não sei explicar porque. Na realidade eu só percebo que vou fazer 30 anos quando vejo que a maior parte dos meus funcionários é mais nova do que eu. Sério, antes não era assim. Antes eu era mais nova que as pessoas que trabalhavam comigo. Hoje é o inverso…

Qual a diferença do meu blog aos 25 e aos 30? Antes eu anotava alguns pensamentos metafóricos, hoje eu prefiro escrever um pouco mais. Às vezes me poupo de escrever um pouco também, por considerar certos temas profundos, reflexivos ou partidários demais para um blog bastante fútil (futilidade é legal, acreditem!). Às vezes me poupo um pouco também por ter muita vontade de retratar fatos que acontecem na minha vida profissional, como empreendedora, fornecedora, e resumindo, chefe. Talvez esse post tenha a função de me encorajar a dividir essas coisas, ou apresentar pontos de vista, não sei. Acho que seria útil.

Não é o meu propósito tornar o blog formal, e deixar minhas meninices e futilidades de lado. Sim, adooooro maquiagens, comprinhas, moda, acessórios, pinturas, restaurantes gostosos, programas de índio entre outras coisas. Talvez eu precise de um novo layout, onde eu consiga segmentar isso de uma forma mais legal. Simples.

Isso tem a ver com a minha função. Difícil definir a minha função, mas acho que já fiz tanta coisa que a define. Muita coisa profissionalmente, muita coisa executada, tantas situações, vontade de resolver coisas, de ajudar pessoas, de contar histórias. Acho que essa é minha função, e pouco compartilhei 9 anos de experiência e muito auto-didatismo e aprendizado com funcionários. Aliás, poucas pessoas que lêem esse blog sabem o que realmente sou e faço. Meu about não diz muita coisa, e eu também nunca fiz muita questão de explicar claramente aqui meus papéis nesse mundo.

Isso tem a ver com a minha personalidade. Ok, um pouco atabascada, assumo. Quando as pessoas me falam isso “você tem personalidade forte” eu reluto um pouco, mas às vezes passo a acreditar lentamente nisso. Não gosto por ser um rótulo, mas olhando para trás sei o quanto isso trouxe de bom, e ás vezes de ruim. Prefiro focar no que trouxe de bom, e trazer um pouco mais de auto-controle para lapidar os erros que cometi por excesso de sinceridade, de falar o que eu realmente penso ou de agir da forma que eu acreditei ser a mais correta para o momento. Essa é a principal vantagem de fazer 30 anos: você poder assumir isso e foda-se. Afinal, agora, literalmente sou eu (e o meu trabalho) que paga as minhas contas, não é mesmo? O lado bom da minha personalidade também pode ser útil por aqui. Falar o que penso funcionou na maioria dos casos e faço isso bastante, falar tudo o que penso pode ser avaliado.


Um adendo, eu adorava falar isso quando tinha 18 anos e agora vejo como eu fui idiota, já que eu não pagava as minhas contas, e sim as minhas futilidades, hahaha. Ok, com 18 anos a gente se acha muito esperto, é um consenso coletivo da minha geração.

Por fim, a minha grande conclusão. Preciso transpor a realidade do meu blog para quem realmente sou hoje, sem omitir tanta coisa. Uma “garota” de 30 anos, em processo de adultização contínuo e eterno, e que acredita que isso não precisa ser chato. Uma profissional com uns bons anos de estrada, vivência na carne e crânio rachado por isso. E com uma função, na qual eu acredito muito, que é fazer as coisas que eu acredito, como eu acredito, com outras pessoas que acreditam.

2 June, 2010

A maldita preguiça

Filed under: Coisas legais, My stuff — Tags: , , — Ludmilla Rossi @ 1:02 am

Preguiça de ler. Preguiça de escrever. Preguiça de contar a verdade.  Preguiça de levantar.  Preguiça de descarregar as fotos da máquina.  Preguiça de organizar os arquivos.  Preguiça de organizar as canetas.  Preguiça de colocar as coisas organizadas na pasta.  Preguiça de lavar a louça.  Preguiça de revisar.  Preguiça de entender.  Preguiça de fazer certo.  Preguiça de pensar, de mudar.  Preguiça de cuidar do bicho.  Preguiça de cuidar da ferida.  Preguiça de levar o guarda-chuva.  Preguiça de pegar o casaco que a mãe mandou.  Preguiça de lembrar da educação.  Preguiça de dizer obrigada e desculpe-me pela grosseria de ontem.  Preguiça de fazer orçamento.  Preguiça de ler o orçamento.  Preguiça de trabalhar.  Preguiça de viver.  Preguiça de suar na academia e ter que tomar banho depois.  Preguiça de dormir.  Preguiça de acordar.  Preguiça de esquecer o passado.  Preguiça de viver o presente.  Preguiça de pensar no futuro. Aí não é só preguiça, é medo também.  Preguiça de deixar para amanhã, e acabar pensando depois.  Preguiça de agir certo, pois talvez as pessoas achem estranho.   Preguiça de realização. Preguiça de demitir. Preguiça de ser polêmico.  Preguiça de escrever no blog. Preguiça de organizar.  Preguiça de ter mais trabalho.  Preguiça de esperar e de ter paciência.  Preguiça de fazer o que não se quer.  Preguiça de fazer o que sempre quis.  Preguiça de guardar as memórias que nos condenam e nos colocam em situações onde sabemos que estamos errados.  Preguiça de viver coisas novas com as mesmas pessoas.  Preguiça de gente.  Preguiça de se importar.  Preguiça de ganhar dinheiro. Ou preguiça de gastá-lo com o que interessa.  Preguiça de sair.  Preguiça de passar o hidratante nosso de cada dia.  Preguiça de lavar os pincéis.   Preguiça de sujar para não ter que limpar depois. Preguiça de trocar as lâmpadas queimadas.  Preguiça de arrumar o armário.  Preguiça de resolver.  Preguiça de colocar as cartas na mesa.  Preguiça de fazer boas propostas. Preguiça de se vestir pelo frio. Ou de se lavar pelo calor. Preguiça de declarar.  Preguiça de dizer.  Preguiça de admirar. Preguiça de tentar.

Se tem preguiça de tudo hoje. Devo confessar que devido à certos momentos decisivos da educação que recebi, minhas tardes pouco foram ocupadas pelo sentimento de preguiça. Falta de ócio, talvez. E pela falta excessiva de momentos de preguiça, durante uma curta fase da minha vida adulta me dei ao direito de ser preguiçosa. Eu achava que eu não conseguiria incluir algum tipo de atividade paralela na minha rotina, e hoje consigo estudar, fazer academia e retomar (recentemente) alguns hobbies. Na realidade o “achar que não” é preguiça de ter iniciativa para tentar. Acima eu não listei as minhas preguiças. Listei preguiças de vários amigos, família, pessoas que convivem comigo no geral. As minhas estão aí no meio, misturadas. São algumas poucas e escrever no blog é uma delas. Gosto e faço isso bem menos do que deveria, algumas vezes por conta da preguiça que se instala.

Ninguém é super, que consegue fazer tudo. Fracassar faz parte da nossa vida… desde que a preguiça não seja a principal razão do fracasso. E desde que não se tenha preguiça de admití-lo.

Palavras tabus: preguiça, maldita e desgraça. Detesto as 3.

1 June, 2010

Amitrocas 2010 - Troquinhas de inverno!

Filed under: Coisas legais, Diarinho — Tags: , , , — Ludmilla Rossi @ 12:59 am

E chegou a hora de receber e postar as caixinhas das amitrocas de inverno de 2010! A minha amiga foi a Roberta Dias, e recebi a caixinha dela na sexta-feira!

As coisinhas que tinham dentro:

1) Brinco de gatinho (acertou em cheio!)

2) Cachecol feito a mão por ela, preto (eu não tinha um preto coringa ainda :O)

3) Manteiga de cacau líquida da Vult, não está na foto porque já estava no meu case! Eu ainda não conhecia essa!

4) Chá-de-camomila, pra dar aquela acalmadeenha…

5) Esmalte da coleção Penélope, eu ainda não tinha.

6) Meia de coraçõezinhos, acertou em cheio de novo :D

7) Bilhetinho

amitrocas2010

Coisinhas de ganhei da Roberta, na troquinha do Pespontos.

Missão cumprida e o começo de uma nova amizade :D

bjs , adorei tudo!

—–

Post da Rô sobre a caixinha que ela me enviou! A foto dela ficou mais bonita que a minha!
Clique aqui e leia.

31 May, 2010

Meu Diário de Estilo

Filed under: Blogroll, Blogs que gosto, moda — Tags: , , , — Ludmilla Rossi @ 11:03 pm

Blog novo no pedaço - Meu Diário de Estilo -, comentários pertinentes de quem tem um senso estético apuradíssimo! Apresento a vocês Grazi & Lela, acesse sempre, bookmark, assine o feed… vale a pena.

http://meudiariodestilo.wordpress.com

A-D-O-R-E-I

20 May, 2010

Andanças, cultura e futilidades por aí!

Filed under: Coisas legais, Compras, Diarinho — Tags: , , , , , , — Ludmilla Rossi @ 11:49 pm

Hoje já é quase quinta mas vou falar de sábado passado, quando eu e minha mãe fomos até São Paulo dar uma voltinha, olhar vintrines e dar aquela caroçadinha básica. Caroçar é uma arte! Adoro olhar vitrines, buscar referências, experimentar coisinhas e só comprar o que me interessa. Ou ás vezes, nem comprar o que me interessa por conta de algum fator X.

É o caso deste sapato abaixo (prepare seu coração).

melancia

Achei incrível! Pena (ou graças a Deus) que não tinha o meu número.
O sapato é feito todinho de couro, sola super grossa, bem artesanal mesmo.
Salgadinho o preço, mas valia por ser super feito à mão. Tinha esse rosa de couro e o preto de verniz.

Preço: R$ 240.
Eles aceitam encomendas, e sugiro (por causa do formato) que você peça 1 número maior que o seu. A forma parece pequena…

A loja é a Melancia Acessórios, tudo muito lindo!
Galeria Ouro Fino
Rua Augusta 2690 - 1° Piso- loja 206 (Jardins, São Paulo)
Tel: (11) 3081-1239

Fiz questão de divulgar aqui porque a vendedora foi suuuper simpática e me deixou a vontade para olhar tudo com as mãos. Cada coisa SUPER FOFA!

Eu nem estava planejando dar um pulo na galeria Ouro Fino. Acabamos indo para a Av. Faria Lima em uma tentativa frustrada de ir no Instituto Tomie Othake. Eram antes das 9h da manhã e as exposições só abriam às 11h. Então, saímos andando pra frente, olhando umas vitrines de lojas de decoração ali perto, enrolando, enrolando. E fomos até a Oscar Freire, na minha opinião um dos pontos mais econômicos de São Paulo. Na maioria das vezes eu só olho, rs.

Bom, eu queria mostrar o Mercadinho Chic para minha mãe, mas só abria meio-dia. E aí ficamos enrolando, entramos na Augusta e tchanan! Apareceu a Galeria Ouro Fino bemmm na minha frente. Fazia uns 10 anos que não entrava naquele lugar, ouvi uns boatos que tava tudo meio caidinho e tal… e aí resolvi entrar. Cortei o cabelo no impulso no Mundorama (salgadinho o preço do corte, mas muito bom!), entrei em algumas lojas, entre elas a Melancia e uma outra de peças em prata chamada Cohn.

Conheci a dona de Cohn que é uma moça hiper simpática e que ammmmaaa gatos. Aliás, muitas coisas que ela faz são cat inspired total. O que mais amei foi um anel com 2 orelhinhas de gato e um colar com uma flâmula escrito Cat Lover. A minha cara.

Saindo de lá voltamos no Mercadinho Chic e para minha surpresa os expositores eram outros e tinham umas coisas AMAZING. Comprei um brinco de prata que não resisti, da Fernanda Spilborghs. Um bom gosto fora de série e peças super esculpidas em prata. Vimos muita coisas e lálálá, e saímos de lá procurando algum lugar bom e barato para almoçar nas redondezas.

Achamos um restaurante no final (ou no começo?) da R. Augusta chamado Comida dos Anjos. É um restaurante por kilo com pratos super incríveis. Eu e minha mãe gastamos (juntas!) trinta réau, e comemos lasanha ao funghi, linguado ao molho roquefort e outras coisas de um patamar complexo da culinária. Muito bom!

Depois dessa saga nos Jardins fomos até o Museu da Casa Brasileira (super pequeno o acervo) e estava rolando uma exposição sobre Brasília. O que mais gostei de saber foi que Brasília foi “feita” através de um processo de concorrência onde participaram 4 arquitetos. Bem legal esse fato, pois é algo ligado ao mundo da comunicação que eu não imaginava que tinha rolado com a seleção de um fornecedor para idealizar uma cidade!

Na sequência andamos umas booooas quadras pela Av. Europa até chegar no MuBe, onde estava rolando uma exposição sobre Victor Brecheret (patrocinada pela Renner) e aproveitei para dar uma estudada em coisas que estou aprendendo na faculdade. Deu para ver algumas esculturas, e os rascunhos e roughs do Brecheret.

Saindo de lá fomos até a Shoestock que estava fervendo de mulheres alucinadas ladeadas por pilhas de sapato. O esquema é auto controle no talo, olhar tudo, experimentar o que for possível e pensar 2339 vezes antes de pensar em levar. E foi isso que eu fiz, naaaada de comprar uma ankle-boot-havana-perfurada-linda-que-ficaria-incrível-para-ser-usada-com-vestidos. Nada disso.

Quando saímos de lá eram umas 18h, ou seja, fazendo as contas nós estávamos andando desdes as 8 e meia da manhã. E fomos esperar o Maurício no shopping Vila Olímpia. Mais de 12h de camelação sem destino definido. Mas foi um dia super legal, só eu e minha mãe curtindo um friozinho de leve. Levemente, assim, parecendo que não há nada com o que se preocupar. Adoro.

15 May, 2010

Adeus, Toninho Dantas :(

Filed under: Letras de Música, arte — Tags: , , — Ludmilla Rossi @ 12:30 am

Hoje estava na faculdade e fui surpreendida com a notícia da morte de Toninho Dantas, idealizador do Curta Santos, que me envolvi em alguns anos atrás de forma intensa com o site, e menos intensa recentemente só com trocas de informações.

Não queria me estender, meu pois serve apenas registrar aqui o seguinte texto, e a seguinte música:

Por fim, quais as expectativas para esta 8ª edição?
Com alegria do palhaço é ver o circo pegar fogo, gostaria de ver os pipoqueiros afunhenhados sem dar vazão a tanta pipoca para uma fila interminável, de ver platéias lotadas aplaudindo e vaiando delirantemente seus preferidos, mas, concretamente, que estudemos e celebremos o presente momento do cinema nacional, que gritemos por uma distribuição mais sólidos e democráticos, que o público e os realizadores venham para uma troca ansiada. E que, ao final, todos saiamos renovados e prontos para novas lutas.
Fonte

Toninho sempre quis trazer a @laisbodanzky para o festival. Ele sempre queria os sites mais loucos, as viagens mais coloridas, os layouts mais livres. Fazer o site do 5º Curta Santos foi  um marco na história da Mkt Virtual. O Toninho era um dos nossos grandes entusiastas, nunca deixou de proferir um elogio quando nos encontrava. Era fã de Charlie Brown Jr., e de tudo que era estético, e de tudo que nascia em Santos.

Que quem ficou consiga continuar o que ele sempre quis que fosse eterno.
E fica, uma letra que tem tudo a ver.

Só Os Loucos Sabem
Charlie Brown Jr.

Agora eu sei exatamente o que fazer
Bom recomeçar poder contar com você
Pois eu me lembro de tudo irmão, eu estava lá também
Um homem quando está em paz não quer guerra com ninguém
Eu segurei minhas lágrimas, pois não queria demonstrar a emoção
Já que estava ali só pra observar e aprender um pouco mais sobre a percepção
Eles dizem que é impossível encontrar o amor sem perder a razão
Mas pra quem tem pensamento forte o impossível é só questão de opinião

E disso os loucos sabem
Só os loucos sabem
Disso os loucos sabem
Só os loucos sabem

Toda positividade eu desejo a você
pois precisamos disso nos dias de luta
O medo cega os nossos sonhos
O medo cega os nossos sonhos
Menina linda eu quero morar na sua rua

Você deixou saudade
Você deixou saudade
Quero te ver outra vez
Quero te ver outra vez
Você deixou saudade

Agora eu sei exatamente o que fazer
Bom recomeçar poder contar com você
Pois eu me lembro de tudo irmão, eu estava lá também
Um homem quando esta em paz não quer guerra com ninguém

13 May, 2010

Design de Interiores Unisanta - Let´s get started!

Filed under: Diarinho, Educação — Tags: , , , , — Ludmilla Rossi @ 11:22 pm

Ok, eu sabia que isso iria acontecer uma hora ou outra, primeiro que eu iria ter vontade de postar aqui sobre isso, segundo que obviamente, por uma questão de repertório e vivência corporativa eu iria responder de uma forma não tão pacífica em relação a situações que não concordo.

E, nesta semana isso aconteceu pela primeira vez, e vou documentar aqui minha saga para acompanhar a reversão deste quadro. Comecei a faculdade em fevereiro, e logo na primeira semana de aula tomei uma bronquinha pública de um professor porque cheguei atrasada 50 minutos na aula. Eu estava chegando de reuniões em São Paulo, depois de um dia cheio e o professor - José Luiz Camaz meu deu uma bronquinha pública que aboli. No final da aula expliquei a situação para ele, mas não visualizei compreensão por conta da outra parte. Na semana seguinte esse mesmo professor, segundo algumas alunas da minha classe, resolveu não dar uma aula porque a sala que ele usava estava ocupada. Foi a minha vez de fazer uma queixa para o coordenador do curso, pois achei isso bem chato e desnecessário (principalmente para quem deixa o trabalho do escritório pela metade para ir pra aula). Hoje já tenho uma visão consolidada sobre este professor, que passou a agir de forma mais humana e tolerante com a turma, e o considero um bom professor. A matéria dele me interessa, e é bastante aproveitável dentro do meu mercado de trabalho (que nada tem a ver com design de interiores). O mal estar inicial com ele passou e, apesar de por hora não ter muito sucesso tento não chegar atrasada na aula dele, e hoje está entre minhas aulas favoritas.

Bom, isso faz um tempo já… nesta semana rolou uma situação com o Nunes, que pra mim até então neste primeiro semestre dá a melhor aula ever, que é de história da arte. Eu gosto da aula dele porque ele é (assim como eu) apaixonado e entusiasmado com o conteúdo que ele ensina. E não há nada melhor do que ter aula com um professor assim… apesar de muitos aulos acharem a aula dele um porre, eu discordo. É uma aula bem interessante que todo mundo deveria prestar muita atenção, porque não é só design de interiores, e sim está relacionada a cultura, repertório humano e turismo \o/. Faz bastante diferença para mim, pelo menos. Ontem eu acabei discutindo com ele porque (em uma aula que eu faltei) ele separou a aula em 3 grupos de mais ou menos 20 pessoas cada. Isso mesmo, 20 pessoas… cada pessoa teria que fazer uma pesquisa sobre um tema, e o meu grupo ficou com a história da arte no Brasil. Acontece que se já é difícil conseguir harmonia para fazer um trabalho acadêmico em 5 pessoas, imagine com 20. E eu resolvi fazer um comentário (levemente ácido, admito) com ele no meio da classe dizendo que “na história da educação isso nunca deu certo”. Ele ficou meio bravo comigo, expliquei meu ponto de vista e (apesar dele não ter explicado) entendi o ponto de vista dele. Mas apesar de eu estar tentando organizar o grupo, ainda não acredito que isso vá funcionar porque o comprometimento acadêmico das pessoas é ABSOLUTAMENTE diferente do comprometimento profissional. Um grupo de 10, 20, 30, 10o pessoas realizando um trabalho profissional dá certo, pois além de existir comprometimento, existe meritocracia e, de acordo com um número de pessoas, uma hierarquia definida. Em uma classe, onde todos os alunos pagam o mesmo valor para estudar, mas que cada aluno está em um momento profissional e de vida diferentes, isso dificilmente dá certo.  E isso não é uma crítica, mas apenas um posicionamento transparente.

Hoje, depois da leve discussão com o Nunes ontem, eu discuti mais feio com uma professora, e vou fazer questão de documentar isso. Em 9 de março de 2010, comecei um curso na ESPM (Ações Inovadoras em Comunicação Digital), todas as terças e quintas que durou até 1º de abril. Faltei na faculdade durante esse período, preenchendo um requerimento para comunicar as minhas faltas. Na boa, entre uma faculdade for fun, e um curso relevante para o meu mercado de trabalho, obviamente vou escolher meu trabalho que eu amo. E faltei mesmo. Para suprir isso, tentei adiantar todos os trabalhos possíveis. E um deste trabalho era construir módulos, ou, falando mais objetivamente construir tiles ou patterns, coisa que vamo lá né gente… não é novidade para mim e eu faço de olhos fechados. Cheguei humildemente na professora e fiz a seguinte pergunta: “Professora, como vou faltar nas próximas semanas posso adiantar meu trabalho no Corel?”. Ela respondeu que sim, e ao sair da faculdade, imediatamente cheguei em casa e fiz o trabalho para entregar com MUITA antecedência. Se eu não me engano o trabalho era para o início de abril… como eu faltei durante este período todo, fiz meu trabalho no começo de março e deixei algumas cópias na minha pasta, e outra cópia para a Tati, que entregou o trabalho para mim assim que elas pediram.

Bom, hoje elas devolveram meu trabalho com as notas… comecei a procurar o meu trabalho no meio de um monte de folhas A3 e não o encontrei. Chamei a professora e disse “Professora, não encontro o meu trabalho. Era um bloco de folhas A4, coloridas”.

Começou aí o problema. Ela disse que o trabalho não deveria jamais ser entregue em A4 (até aí beleza) e muito menos em Corel (WTF????), e que meu trabalho não estava com ela pois ela não aceitaria nunca um trabalho colorido e em Corel e que não deveria abrir uma exceção para  mim (sendo que eu não pedi isso em nenhum momento). Enfim, rolou uma discussão pois sinceramente achei absurdo que me comprometi com a data e no final das contas isso não foi levado em conta, e ela ficou discursando que todo mundo tem seus problemas, que não dá pra ser boazinha com peão de obra (???????????), e blablablabla. Mandou eu fazer o trabalho e entregar na próxima semana…

Ok, a poeira baixou e fomos para uma outra sala para ela explicar o próximo trabalho. Ouvi atentamente e enquanto conversava com a Joyce sobre o próprio trabalho rolou uma bronquinha pública. Continuei ouvindo e a professora de novo começou a discursar para a classe toda “não adianta o produto final, adianta o processo que vcs controem em sala de aula, blablabla, se vocês faltam é problema de vocês, aqui não é faculdade a distância, blablabla, eu quero saber do processo em sala de aula”. Altamente direcionado e militante. Não tive outra reação. Levantei a mão e falei o seguinte “Professora, não quero que meu comentário pareça insolente, mas se tem uma coisa que é fato é que processo bom é processo documentado. Então, já que metade da classe não está aqui, gostaria de sugerir que vocês colocassem estas informações documentadas no MATERIAL DIDÁTICO (sistema da faculdade de postagem de conteúdo pelos professores), pois certamente se o conteúdo do trabalho anterior estivesse lá, nós não teríamos discutido hoje.”

Ela ficou irritada parte 2. Disse que essas informações já estavam no material didático (acabei de checar e NÃO estão, bem previsível). Começou a discursar sobre o MEC, avaliação do MEC, que ela dava aula há 12 anos na Unisanta e Unisantos, etc etc etc. Ouvi quieta, tirei as dúvidas que restavam e saí da classe. Fiquei nas bancadas lá fora definindo o próximo trabalho com o grupo, tiramos umas dúvidas, e isso ainda eram 21:30. Meu grupo foi embora, e eu a abordei e disse: “Professora, são 21:30. Vocês ficarão aqui até 22:30h?”. Ela perguntou o porque e eu disse que conseguiria fazer o trabalho (o anterior) e entregar para ela ainda hoje. E ela respondeu com um sonoro “não precisa, entrega semana que vem”. Tipo, an??? Bom, eu juro que tentei ser simpática. Ela disse “eu não tenho interesse em ferrar vocês, etc etc”. Eu respondi, sem qualquer ironia “Professora, eu entendo que vc quer ser legal e tal, eu sei que vocês são boazinhas, acabam a aula mais cedo pra liberar a gente, eu entendi”. Tipo, ela fez uma cara super feia e ficou puta com o que eu disse (de acabar a aula mais cedo). Ela achou que era uma super crítica (sendo que não era), e soltou: “é melhor vc não falar mais nada, viu?”.

Gente, parei. Vou lá fazer o meu trabalho (passar para o papel algo que já está feito completo digitalmente - isso faz algum sentido?) e tentar decidir se eu calo a minha boca ou se eu sou transparente. Por mais que eu fique marcada, ou seja prejudicada em notas acho melhor sempre optar pela segunda opção. Sinceridade sempre. A verdade dói, mas constrói.

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