Um blog sobre nada específico, escrito por quem ama gatos, design e gosta de fazer muitas coisas.
Fiiz esse post há muito tempo, mas só tô publicando hoje…
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E aí que um belo dia, enquanto escolhia o presente da Alê em uma loja de perfumes no Balneário, me deparei com aquele quiosque-sonho da Shiseido. Comecei a fazer uns swatcheszinhos enquanto a vendedora embalava o presente, e fiquei chocada com a sombra Shiseido Hydro-Powder, cor H4 (Spring Plum). Eu sou fanática por duo-chrome e essa sombra é o duo-chrome mais incrível ever, um rosinha arroxeado com nuances verdes e douradinhas. A coisa mais linda… perguntei o preço e o sonho acabou. Cento e trinta e nove reais num potinho bem humilde.
Mas a sombra era tãoooo linda, e tão adequada ao meu uso (acabamento cream-to-powder com uma super duração, e com emolientes para deixar a pálpebra hidratada). Desencanei por uns dias. Até que recebi um e-mail marketing do StrawberryNet e pensei… ué, será que o Strawberry tem essa belezinha?
Advinhem? Claro que tinha, por U$ 27, peço ainda salgadinho para uma sombra, mas super justo pela cor e pelo produto. Recebi a minha. Perfeito. Não tô conseguindo usar outra coisa… como muitas vezes eu me maquio no carro, sempre corro atrás de produtos que sejam práticos, possam ser aplicados com os dedos e que não apresentem grandes “riscos” de manchas e borrões. A Hydro-Powder é tudo isso. Já tiinha falado do lápis sombra da Avon também, que é tão prático quanto. A diferença é que o lápis sombra da Avon tem uma tonalidade que não achei na cartela da Shiseido, além de não deixar o acabamento “pó” depois.
Dias depois acabei encomendando mais uma, a Tiger Eye, cor H3, pois estava sentindo falta de uma sombra cream-to-powder mais básiquinha. E essa atendeu os meus anseios, pois é um tonzinho marrom claro com pigmentos dourados, super fina, perfeita com qualquer batom. Mega ilumina o olho e dura muito! Minha pele é mista e sombra só com primer… a Hydro-Powder dá uma folga para o meu primer da Urban Decay e é mais prático de aplicar.
Semanas depois comprei a H6, que é um violeta chamado Violet Visions, que é maravilhosa para usar de dia ou de noite. Enfim, essas sombras disputam minha atenção na hora de me maquiar e confesso que tenho super deixado de lado as sombras em pó, principalmente nos dias de pressa. Não tem igual, sério… thanks Shiseido!
Vamos aos swatches…
Swatches da Shiseido Hydropowder nas cores:
H3 - Tiger Eye
H4 - Spring Plum
H6 - Violet Visions
Clica para aumentar!
Agora, abaixo as sombras aplicadas (só as sombras, sem corretivo e nem rímel).
Apenas a H3, um olho só com ela e o outro com um lápis marrom da Avon.
A H4 no primeiro olho, e a H6 no outro. Tirei na luz do sol, mas é muito difícil de ver o real efeito dela… a H4 é duochrome, linda. A H6 é um violeta menos duochrome, fica incrível se combinada com sombra em pó roxa.
Todas as minhas vieram do StrawberryNet, e não fui taxada em nenhuma.
Eis que Hermes e Renato já foi muito melhor, mas esse vídeo define bem o conceito de HYPE hoje, na forma de uma crítica bem humorada. Em tempos de nichos, microuniversos, microtendência ainda se vê rebanhos seguindo o que sobe ao posto de cool, sem refletir se isso serve ou funciona individualmente.
Não, nunca fui revoltada contra emos ou fúrias adolescentes…
É só algo engraçado mesmo, em cima de uma geração (de indivíduos ou profiissionais) que estão atrás de um hype que muitas vezes nem eles próprios acreditam.
Don´t believe the HYPE já foi HYPE, lembram?
Ontem e anteontem evite no Social Media Brasil 2010, evento que visava discutir o assunto e trazer alguns “especialistas” no assunto para palestrarem.
Primeira coisa que fiquei contente foi de poder ouvir algumas palestras em inglês, para exercitar o cérebro a absorver informações no idioma, é aprendizado duplo. Fui forçada a isso pois tradução simultânea em eventos de web geralmente não funciona. Os tradutores não estão tão imersos no assunto, e se perdem. Assim foi na última palestra de games de fui.
Vou tentar resumir minha experiência com o evento e dividir os pontos fortes na minha opinião. Dessa vez adotei uma postura diferente, não anotei nada. Procurei absorver sem cola, diferente dos outros eventos que eu anoto bastante coisa.
Assisti às seguintes palestras:
Julio Vasconcellos (Facebook)
Mariano Suarez (Three Melons)
Jessica Faye Carter (Nĕtte Media)
Erica Swallow (Mashable)
Terence Reis (Pontomobi)
Augusto de Franco (Escola de Redes)
Mario Brandão (Associação Brasileira de Centros de Inclusão Digital)
E aos debates…
1) Marcelo Vitorino (Talk Interactive / Pergunte ao Urso), Soninha Francine (Partido Popular Socialista)
2) Gustavo Guanabara (Guanabara.info), Christian Gurtner (Escriba Cafe), Alexandre Ottoni (Jovem Nerd), Deive Pazos
(Jovem Nerd)
Vou comentar somente as palestras
A palestra do Julio Vasconcellos do Facebook serviu para reforçar o fato de as marcas e as produtoras precisarem se atentar ao Facebook agora visto que ele ainda não está tão no mainstream da massa brasileira, acredito que ainda há muito espaço de crescimento para ele. Desenvolver peças específicas para o Facebook, sejam mini-sites lá dentro, jogos, aplicativos complexos ou simples devem ser ponto de atenção.
O Mariano Suarez da Three Melons, empresa argentina de desenvolvimento de jogos deu uma palestra bacaninha, infelizmente ele não conseguiu mostrar os vídeos metafóricos do The Theory of Fun, mas falou um pouco do desenvolvimento do jogo BOLA, criado para o Facebook que tem muitos usuários diários, e 4 milhões de usuários por mês. Foi bacana ver que a empresa dele, aqui na LATAM foi vista por uma gigante dos jogos, e adquirida. O mais interessante para mim foi saber que antes deles apostarem em social games, eles já eram especialistas no desenvolvimento de jogos para grandes marcas.
A Jessica Carter falou bastante de nivchos, importância de entender culturalmente com quem se está falando, do versionamento adequado para pequenos grupos sociais, etc. Mas, indiscutivelmente, o mais impactante dessa palestra foi a oratória e presença de palco desta maluca. Isso que tornou a palestra dela “huge”.
Erica Swallow do Mashable, peguei na metade e para mim foi “mais do mesmo”. Não achei tão fodástica assim…
Não esperava muito da palestra do Terence Reis, mas ele me deu a melhor definição de realidade aumentada, que é “adicionar uma camada na realidade”, para uma determinada função. Acho isso legal pois a maior parte das pessoas que conheço confundem realidade aumentada com bonequinhos que se mexem na frente da webcam. Falou bastante do mercado também, mostrou uns aplicativos para Iphone meio mais ou menos, mas em compensação mostrou o Layar que eu não conhecia. Pelo que eu entendi é um browser de realidade aumentada. No geral achei muito legal.
O Augusto de Franco tinha mais coisa para falar do que realmente falou, passou muito tempo em uma introdução. Foi legal, mas eu senti que já havia passado por aquela introdução. Ele finalizou com o impacto da frase “We shape our tools and afterwards our tools shape us.” de Marshall McLuhan. É uma ótima palestra para tornar as pessoas open-minded para essa nota etapa do mercado de comunicação.
O Mário Brandão foi uma palestra que eu não esperava muito também, mas foi uma das melhores. O teatro infelizmente estava vazio, mas contou alguns casos da inclusão digital transformar as pessoas, da realidade das lan-houses no Brasil, citou como o modelo de negócios da Monkey sucumbiu e o real modelo de negócios das lan-houses hoje, que prestam serviços, que às vezes tem um mercadinho junto com elas. Uma frase interessante foi que é melhor o cara gastar em uma lan-house e agilizar o serviço público do que pegar 1 ônibus de um lado da cidade para outro para resolver algo fisicamente em uma repartição. E outro dado interessante foi que no Brasil são 108.000 lan-houses na mão de 106.000 donos. Muito foda!
O mais legal desses eventos também é poder passar um tempo imersa ao lado de quem trabalha comigo, às vezes rolam umas conversas bem produtivas e debates que estimulam à novas idéias. Foi interessante também ter ao meu lado uma pessoa de cada área da Mkt Virtual, Danilo, Bud, Fábio, Mad e Marcel, são várias “gerações” diferentes dentro da Mkt no que se refere ao ingresso de cada pessoa na empresa, o que torna a conversa com pontos de vista às vezes diferentes. Para mim valeu a pena, não achei o evento caro, apesar de algumas falhas na organização como espaços alternativos bem boga e a internet sofrível prejudicando MUITO os participantes, e principalmente os palestrantes que não mostraram tudo o que gostariam.
Muito bacana essa sensação de navegar pelo quadro.
Curiosidade: esse quadro foi pintado em 1937, é um ícone da obra de Picasso. Não me atrai tanto esteticamente, mas achei bem legal a idéia de ser pintada em preto e branco.
Mais infos aqui: http://pt.wikipedia.org/wiki/Guernica_(quadro)
Todo mundo fazia aquela cara de “como assim?” quando eu contava que nunca tinha visto nenhum episódio de Sex and the City, que eu não sabia quem era Carrie e Samanta. Pra mim isso nunca foi relevante, nunca fui chegada em seriados que sempre me pareceram novelinhas passadas em Nova York ao invés de no Leblon.
Mas era bem “frustrante” quando eu ouvia o “como assim?” junto do “é a sua cara, vc precisa ver o figurino”. E por isso hoje eu resolvi assistir esse filme. Sim, por causa da futilidade, do figurino cheio de hot brands e de vestidos escalafobéticos. Não esperava grande coisa, mas não assisto filmes esperando grande coisa de todos eles.
E lá fomos nós, assistir esse filme no friozinho debaixo do edredom. E alguns comentários serão registrados abaixo:
Primeiro, a relação da Carrie com sua assistente, principalmente a cena do presente. Achei muito foda a troca dela naquele momento, e o discurso dela sobre a funcionária ter feito alguma diferença na vida dela. Esse vídeo deveria sim ser usado como instrumento motivacional em empresas, hehehe. A assistente dela cumpre um papel essencial e fundamental para a reengenharia do momento.
A amizade entre as 4, franca, sincera, sem melindres. O debate entre os escapes e futulidades de cada uma. A cena de reencontro.
E, principalmente a libertação de rótulos, selos, embalagens e triagens das quais os seres humanos fazem questão de se classificar e se alojar em prateleiras sociais.
Tirando os clichês, realmente o filme é bem bacana, pelos seus pontos altos - e o figurino é só um deles.
“Some labels are best left in the closet.” ou “We were perfectly happy before we decided to live happily ever after.” são duas boas frases de Sex and the City.
Comecei meu blog sem muito propósito. Era para ser um espaço, um diarinho descompromissado, para eu escrever algumas coisas, dividir umas músicas, desenhos, textos e referências da minha vida. Comecei a brincar de blog em 2007, já fazem 3 anos. Na real em 2002 tive um blog, onde era hostee de uma amiga virtual blogueira celebridade da época (Yael, que perdi contato). Durou pouco tempo, porque eu chamava de “blog” um HTM que eu atualizava na mão (hahaha).
Enfim, 5 anos depois criei esse blog. O seu nome faz todo sentido para mim, só não ouço tanto essa música como ouvia em 2007, mas ela permanece como um hino na minha vida. Ain´´t no mountain high enough, ain´t no river wide enough…
Cá estou querendo fazer um exercício mental do papel do meu blog hoje e cruzar isso com a minha idade, função e personalidade.
Tinha 20 anos quando inaugurei o meu primeiro blog. E 25 quando inaugurei esse. E agora tenho 28. Estou mais perto dos 30 anos, que tem se mostrado a idade mais assustadora (não para mim, mas para todos os meus amigos). Sinceramente eu tinha mais medo de fazer 15 do que de fazer 30. Tem coisa mais assustadora do que uma festa de 15 anos? Aquele vestido horroroso, aquelas roupas e cerimonial brega, a dancinha com um garoto na puberdade, as espadinhas e toda vibe “Back for good” dessas festas? Gente, obrigada pai, obrigada mãe por terem aceitado a minha “anarquia econômica” da época de ter banido festas de 15 anos da nossa família enquanto minhas amigas contavam cada segundo para “o grande dia”. Obrigada meu Deus por eu ter tido a brilhante idéia de viajar com mais 2 amigos e meu namorado + minha família como “troca” de uma festa que se transformaria em pó, constrangimento e fotos bizarras. Amém.
Voltando ao foco, de fato eu farei 3o anos em 2 anos. Isso não me alarma absurdamente, pois estou há 15 anos em processo de adultização, com frequentes recaídas. Às vezes, ou quase sempre, tenho toda a certeza do mundo que tenho 23 anos. E não sei explicar porque. Na realidade eu só percebo que vou fazer 30 anos quando vejo que a maior parte dos meus funcionários é mais nova do que eu. Sério, antes não era assim. Antes eu era mais nova que as pessoas que trabalhavam comigo. Hoje é o inverso…
Qual a diferença do meu blog aos 25 e aos 30? Antes eu anotava alguns pensamentos metafóricos, hoje eu prefiro escrever um pouco mais. Às vezes me poupo de escrever um pouco também, por considerar certos temas profundos, reflexivos ou partidários demais para um blog bastante fútil (futilidade é legal, acreditem!). Às vezes me poupo um pouco também por ter muita vontade de retratar fatos que acontecem na minha vida profissional, como empreendedora, fornecedora, e resumindo, chefe. Talvez esse post tenha a função de me encorajar a dividir essas coisas, ou apresentar pontos de vista, não sei. Acho que seria útil.
Não é o meu propósito tornar o blog formal, e deixar minhas meninices e futilidades de lado. Sim, adooooro maquiagens, comprinhas, moda, acessórios, pinturas, restaurantes gostosos, programas de índio entre outras coisas. Talvez eu precise de um novo layout, onde eu consiga segmentar isso de uma forma mais legal. Simples.
Isso tem a ver com a minha função. Difícil definir a minha função, mas acho que já fiz tanta coisa que a define. Muita coisa profissionalmente, muita coisa executada, tantas situações, vontade de resolver coisas, de ajudar pessoas, de contar histórias. Acho que essa é minha função, e pouco compartilhei 9 anos de experiência e muito auto-didatismo e aprendizado com funcionários. Aliás, poucas pessoas que lêem esse blog sabem o que realmente sou e faço. Meu about não diz muita coisa, e eu também nunca fiz muita questão de explicar claramente aqui meus papéis nesse mundo.
Isso tem a ver com a minha personalidade. Ok, um pouco atabascada, assumo. Quando as pessoas me falam isso “você tem personalidade forte” eu reluto um pouco, mas às vezes passo a acreditar lentamente nisso. Não gosto por ser um rótulo, mas olhando para trás sei o quanto isso trouxe de bom, e ás vezes de ruim. Prefiro focar no que trouxe de bom, e trazer um pouco mais de auto-controle para lapidar os erros que cometi por excesso de sinceridade, de falar o que eu realmente penso ou de agir da forma que eu acreditei ser a mais correta para o momento. Essa é a principal vantagem de fazer 30 anos: você poder assumir isso e foda-se. Afinal, agora, literalmente sou eu (e o meu trabalho) que paga as minhas contas, não é mesmo? O lado bom da minha personalidade também pode ser útil por aqui. Falar o que penso funcionou na maioria dos casos e faço isso bastante, falar tudo o que penso pode ser avaliado.
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Um adendo, eu adorava falar isso quando tinha 18 anos e agora vejo como eu fui idiota, já que eu não pagava as minhas contas, e sim as minhas futilidades, hahaha. Ok, com 18 anos a gente se acha muito esperto, é um consenso coletivo da minha geração.
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Por fim, a minha grande conclusão. Preciso transpor a realidade do meu blog para quem realmente sou hoje, sem omitir tanta coisa. Uma “garota” de 30 anos, em processo de adultização contínuo e eterno, e que acredita que isso não precisa ser chato. Uma profissional com uns bons anos de estrada, vivência na carne e crânio rachado por isso. E com uma função, na qual eu acredito muito, que é fazer as coisas que eu acredito, como eu acredito, com outras pessoas que acreditam.
Preguiça de ler. Preguiça de escrever. Preguiça de contar a verdade. Preguiça de levantar. Preguiça de descarregar as fotos da máquina. Preguiça de organizar os arquivos. Preguiça de organizar as canetas. Preguiça de colocar as coisas organizadas na pasta. Preguiça de lavar a louça. Preguiça de revisar. Preguiça de entender. Preguiça de fazer certo. Preguiça de pensar, de mudar. Preguiça de cuidar do bicho. Preguiça de cuidar da ferida. Preguiça de levar o guarda-chuva. Preguiça de pegar o casaco que a mãe mandou. Preguiça de lembrar da educação. Preguiça de dizer obrigada e desculpe-me pela grosseria de ontem. Preguiça de fazer orçamento. Preguiça de ler o orçamento. Preguiça de trabalhar. Preguiça de viver. Preguiça de suar na academia e ter que tomar banho depois. Preguiça de dormir. Preguiça de acordar. Preguiça de esquecer o passado. Preguiça de viver o presente. Preguiça de pensar no futuro. Aí não é só preguiça, é medo também. Preguiça de deixar para amanhã, e acabar pensando depois. Preguiça de agir certo, pois talvez as pessoas achem estranho. Preguiça de realização. Preguiça de demitir. Preguiça de ser polêmico. Preguiça de escrever no blog. Preguiça de organizar. Preguiça de ter mais trabalho. Preguiça de esperar e de ter paciência. Preguiça de fazer o que não se quer. Preguiça de fazer o que sempre quis. Preguiça de guardar as memórias que nos condenam e nos colocam em situações onde sabemos que estamos errados. Preguiça de viver coisas novas com as mesmas pessoas. Preguiça de gente. Preguiça de se importar. Preguiça de ganhar dinheiro. Ou preguiça de gastá-lo com o que interessa. Preguiça de sair. Preguiça de passar o hidratante nosso de cada dia. Preguiça de lavar os pincéis. Preguiça de sujar para não ter que limpar depois. Preguiça de trocar as lâmpadas queimadas. Preguiça de arrumar o armário. Preguiça de resolver. Preguiça de colocar as cartas na mesa. Preguiça de fazer boas propostas. Preguiça de se vestir pelo frio. Ou de se lavar pelo calor. Preguiça de declarar. Preguiça de dizer. Preguiça de admirar. Preguiça de tentar.
Se tem preguiça de tudo hoje. Devo confessar que devido à certos momentos decisivos da educação que recebi, minhas tardes pouco foram ocupadas pelo sentimento de preguiça. Falta de ócio, talvez. E pela falta excessiva de momentos de preguiça, durante uma curta fase da minha vida adulta me dei ao direito de ser preguiçosa. Eu achava que eu não conseguiria incluir algum tipo de atividade paralela na minha rotina, e hoje consigo estudar, fazer academia e retomar (recentemente) alguns hobbies. Na realidade o “achar que não” é preguiça de ter iniciativa para tentar. Acima eu não listei as minhas preguiças. Listei preguiças de vários amigos, família, pessoas que convivem comigo no geral. As minhas estão aí no meio, misturadas. São algumas poucas e escrever no blog é uma delas. Gosto e faço isso bem menos do que deveria, algumas vezes por conta da preguiça que se instala.
Ninguém é super, que consegue fazer tudo. Fracassar faz parte da nossa vida… desde que a preguiça não seja a principal razão do fracasso. E desde que não se tenha preguiça de admití-lo.
Palavras tabus: preguiça, maldita e desgraça. Detesto as 3.