Que legal… tá na modinha falar mal em blog de O MAGNATA, o filme do Chorão.
Vamos lá, vamos posar de intelectuais, entendidos pra-caraleo de cinema, de arte e de coisinhas inteligentes tipo design, linguagem, estética, e blá blá blá.
Que legal… é realmente produtivo e interessante criticar o cinema nacional! Êeeeeeeee! Vamos juntar nossos coleguinhas e fazer isso, pois afinal é polêmico e realmente divertido dar uma zoada no trabalho alheio.
Vi poucas críticas condizentes de O MAGNATA. Muitas tentam ser engraçadinhas, fazer metáforas bestas e comparar. Ninguém realmente analisa sem comparar e metaforar, e com isso acham que provocam risadinhas do tipo “Nossa, como esse cara que escreveu é foda”.
Vi 1 ou 2 críticas que chacoteavam o filme fazer algum sentido. Li umas 20 essencialmente patéticas. E o pior é que as críticas tinham exatamente a mesma essência que elas reportavam em O Magnata: mal escritas e óbvias, elas tinham como um único objetivo a comercialização da imagem eu-não-gosto-do-Chorão. E não há absolutamente nada de inteligente nisso.
Óbvio que o filme tem problemas, mas analisando o geral é um filme bom, sim. Cumpre um papel único no cinema nacional de trazer um quê de produção diferente do cult, estigma que pelo menos para mim, ficou impregnado nas produções Brasileiras. Selei isso quando assisti Durval Discos, achando que iria ser um filme para cumprir o papel do cinema, nessa ordem:
1- Diversão
2- Cultura
Eu vou no cinema para me divertir, e acredito que a maioria dos cineastas façam filmes com esse propósito. Divertir não é dar risadinha, e sim destinar um tempo para se envolver em algo (uma história) que proporciona momentos de atenção, concentração e envolvimento. Isso é diversão, entretenimento desenfreado.
Durval discos não me divertiu. Vi o trailer e achei que ia ser divertidíssimo. Achei cult, ou pelo menos cult-wannabe.
O Magnata diverte. Envolve. O trunfo do filme é esse. Todo mundo sabia que o filme seria criticado, e mesmo assim ter peito de lançar o projeto e trombar os “intelectualóides de la frustración”, abrindo suas bocas para escrever e chacotear o filme. Quem duvida vá ao cinema, e verá um filme bem-feito, envolvente, com bons atores, espontâneidade, experimentação (misturando personagens reais com inventados).
Paulo Vilhena manda bem, Murilo Salles idem. Gosto da cara de idiota que a Priscila Sol faz, eu diria que era não atuou bem mas depois pensando melhor dá pra sacar que ela força a vibe de prima idiotinha e bestinha, enquanto a Rosane vende a imagem de menina bacana e bem-resolvida como Dri.
Não aprecio o excesso de gírias, mas isso tenho que concordar que é uma demanda do filme. Enfim, assista e antes de criticar pense na qualidade e quantidade dos profissionais que estiveram envolvidos nesse projeto. Não estigmatize o filme só porque você não curte Charlie Brown Jr., ou porque seu amiguinho acha que você será um babaca se assistir. Pense que grandes nomes do cinema nacional estão integrados na ficha técnica desse filme, além dele realmente cumprir seu papel: Divertir despretenciosamente, pautando que tudo tem limite, inclusive minha paciência com gente escrota e faladora que só sabe olhar com inveja grandes realizações alheias.
O Magnata é uma delas.