Um blog sobre nada específico, escrito por quem ama gatos, design e gosta de fazer muitas coisas.

Colar do Twitter!

May 9, 2010 Author: Ludmilla Rossi | Filed under: Coisas legais, Diarinho, moda

Desde que essa febre dos colares com nome começou eu pensei em  formas legais de usá-lo para não clichezar. A primeira foi mandar fazer um beeem grande com as palavras “Lorem Ipsum“, o famoso texto de marcação dos layouts, conhecido por todos os dizainers. Esse eu fiz na cor prata.

Aí tive a idéia de mandar fazer um dourado, que ficou assim:

colartwitter1
Recebi na sexta e adorei! Além de ter pago no mínimo 60% a menos do que os preços praticados no Brasil (mandei fazer numa empresa chinesa), ele é melhor acabadinho e com um banho de ouro hiper caprichado. Na real o colar (tanto o nome quanto a corrente) são feitos em prata 925 com banho de ouro. Dá pra comprar aqui, num site todo versionado em português.

O meu veio com a corrente figaro. No começo não gostei tanto (preferia a veneziana), mas depois vi que a figaro tem uma super vantagem que é usar o colar em diversas alturas por conta dos elos maiores que ela tem.

A idéia de colocar o endereço do meu Twitter na minha opinião é mais legal do que colocar o nome. Não fica tanto com cara de “vim do pet shop”, além do colar ganhar alguma utilidade. Não pretendo ganhar followers por as pessoas verem o meu endereço no colar, mas é uma forma de atualizar algo que já foi hit nos anos 80! :D

colartwitter2

Destino? Salvador Dali e Walt Disney juntos

May 5, 2010 Author: Ludmilla Rossi | Filed under: Interessante, Videos, arte

Dali e Disney são 2 artistas que eu admiro pra caraleo.

Pelo que li aqui, Dali trabalhou em todos os storyboards do projeto DESTINO (que ficaram arquivados). O projeto foi abandonado com menos de 20 segundos de animação, e depois retomado por um funcionário da Disney.

Foi iniciado em 1946, mas só concluído recentemente usando técnicas contemporâneas de animação. Que privilégio juntar essas 2 cabeças, não?

Como grande fã de ambas as partes, é bem clara a influência de movimentos (no caso de Disney, o movimento em si, literal), e em Dali (o movimento artístico figurativamente). O jeito que a moça se move em algumas partes do filme me remete claramente ao movimento de mãos da Branca de Neve ou mesmo de A Bela e a Fera. Adoro.

No começo desconfiei da veracidade disso tudo, pois para mim parecia inusitado esses 2 juntos. Mas depois vendo o nome do negócio (Destino) é bem poético, não?

Liptints Bourjois e Benefit - o batom que não meleca!

Apr 29, 2010 Author: Ludmilla Rossi | Filed under: Beleza, Diarinho, Maquiagem

Eu já havia falado dos liptints aqui. Mas como a minha coleção pulou de 1 para 3 tons, resolvi fazer mais um post. Primeiro porque é um produto que aqui no Brasil é vendido por muuuito mais caro do que ele merece. Na foto abaixo mostro 2 da Boujois, as cores Groiselle Irrelle e o Rose Pixel. Cada um aqui no Brasil custa R$ 50 a R$ 60. O Posie Tint ou Benetint já vi vendendo por R$ 70 em sites.

Segundo porque é um produto que eu acho muito bacana, uma coisa meio efeitos-especiais-acordei-assim. Dá pra ficar um bom tempo com a boca colorida, depois de falar muito ou comer, sem precisar retocar freneticamente.

Terceiro porque queria comparar as 2 marcas.

Todos os produtinhos abaixo comprei no E-bay. Os da Bourjois não passaram de 8 dólares cada, já com frete. O Posie Tint foi 15 dólares, e veio com um corretivo Benefit de “brinde”.

Fazendo as contas, comprei todos os produtos abaixo pelo equivalente a 1 deles aqui no Brasil. Eita absurdo.

Clique nas imagens para ampliar
liptints002

liptints001

Comparando as duas marcas é nítido que os liptings Bourjouis são mais líquidos, enquanto o Posietint é mais leitosinho. O Posietint é mega claro e discreto, serve pra quem não gosta mesmo de muita cor (que não é o meu caso, at all). Os da Bourjois já são mais coloridos, as cores mais fortes funcionam mais. O Groiselle é mais rosa, meio fuchsia se vc capricha na aplicação. O Rose Pixel é mais pro vermelho, tem uma corzinha de sangue de leve e deixa a boca com aquela cara de just bitten.

Os meus preferidos são os da Bourjois, sem dúvidas. O Posietint vai ser mais para aqueles dias sem inspiração alguma, e pra usar de blush hiper natural, apesar de eu ter gostado do produto.

Quem quiser testar o Posietint antes de gastar os 15 dólares, procure por amostras grátis no E-bay. Por menos de 4 dólares dá para achar amostrinhas de 2ml, que dá pra usar muito!

O mais importante: esse tipo de batom é que ele é a prova de namorados que odeiam maquiagem. Como eles não soltam pigmento, não são melecados e cremosos, funcionam super bem!

Outras opções de liptints no Vende na farmácia.

Troquinha de Inverno por Pespontos

Apr 27, 2010 Author: Ludmilla Rossi | Filed under: Coisas legais, Diarinho, Interessante

troquinha_inverno

Quando eu era mais nova vivia fazendo swaps com minhas penpals mundo afora. Cheguei a receber várias coisas de algumas meninas americanas, e me correspondia com 2 senhores com quem troquei livros, um americano e outro norueguês. Isso me ajudava demais a praticar o inglês, e a criatividade, sem contar em trabalhar a ansiedade e toda a poesia de receber cartas (sim, eu trabalho com internet e escrevo mais de 100 e-mails por dia, por isso valorizo as cartas).

O blog Pespontos vai fazer um swap entre blogs brasileiros e eu vou participar :)
É tipo, arrumar um pretexto para fazer amigo secreto fora de época! rs…

Quem tiver interesse, clica aqui para mais informações.

Inscrições: de 11/04 a 30/04/2010
Sorteio: 01/05/2010
Preparo das trocas: de 01/05 a 23/05/2010
Envio das trocas: de 24/05 a 29/05/2010
Itens obrigatórios na troca:
  • um cachecol - se você souber tricotar e puder preparar um cachecol prá sua amitroca, vai ser lindo!!! Mas se você não souber, vai lá e compra um, no problem! Lembrando que se a sua amiga mora num lugar muito quente, você pode enviar um lenço charmoso prá ela! O importante é aquecer o pescocinho de forma elegante!
  • um par de meias quentinhas prá esquentar os pés.
  • bebidas quentes! Esse item vai ao gosto da freguesa, pode ser chazinho, capuccino, sopinha de envelope, café instantâneo…
  • Um brilhinho labial hidratante, pode ser uma manteiguinha de cacau, um gloss, um lip balm, um batom. Amitrocas phynas não terão lábios ressecados nesse inverno!
  • uma receita beeem reconfortante!
  • um esmalte glamouroso, com aquela cor invernal e poderosa. Vermelhos, marrons, vinhos, cinzas… são muitas opções!
  • uma cartinha escrita com amor, prá aquecer a amizade.
  • um item surpresa! Não esqueça de contar na carta porque você escolheu esse item, OK?

Post original: http://pespontos.blogspot.com/2010/04/troquinha.html

Imóvel em que ficava a Mkt Virtual pegou fogo hoje :(

Apr 24, 2010 Author: Ludmilla Rossi | Filed under: Mkt Virtual, trabalho

Rolou uma movimentação séria dos bombeiros pelo Gonzaga hoje que, somada ao toque de recolher caiçara, deixou a terceira idade alucinada por aqui. Só depois fomos descobrir o que estava acontecendo de fato, aqui.

Uma loja de móveis planejados pegou fogo na Euclides da Cunha. E para nossa surpresa, vimos essa imagem

incendio_euclides_santos
Clique para ampliar

De onde saem as labaredas era exatamente onde ficava o primeiro escritório da Mkt Virtual. Foi exatamente ali que tudo começou, em janeiro de 2001. A loja de móveis planejados ficava na parte da frente do imóvel (na nossa época era uma loja de motos, depois um pet-shop). Na entradinha lateral (muretinha azul) era onde entrávamos diariamente para trabalhar. Eu e o Maurício a princípio, uns meses depois o Marcel revezando com o Alex (pq não cabiam 4 pessoasna salinha). Ficamos uns 8 meses lá, até mudarmos para um espaço maior na Fernão Dias. Anyway, apesar de parecer pouco tempo, foi bastante. Principalmente porque o começo é duro e define muita coisa. Rolava um fluxo de clientes ali, disputando cada centímetro quadrado, uma logística complexa e poucos recursos. A sala tinha uma mini-janela que pouco ficava aberta e ganhou o apelido de “cativeiro”, dado pelo Alex.

Nesse espaço físico, de tempo e de logística entregamos o site da Mythos, da Luckyscope, do Buffet Mário e uma centena de flyers de baladinhas de Santos (na época fazíamos alguma coisa de impressos,por uma questão de sobrevivência, já que contar para os cliente naquela época que SITE não era E-MAIL era um tanto difícil). Entre os clientes dessas baladinhas estavam Mythos, Avelino´s, Luckyscope, Bar do 3, Cachaça Brasil, Oxen (GLS), Mistral e People. Entre outras várias coisinhas.

Nessa época tínhamos um sócio, o Flávio, que até hoje é dono da loja que fica ao lado desde falecido imóvel. A Local 1. Liguei pra ele há pouco para saber se estava tudo bem, e graças a Deus estava. O único imprevisto foi os bombeiros terem marretado a porta de loja dele para entrar, mas prejuízo ínfimo perto do que poderia ter sido.

De lá pra cá são 9 anos. Mas toda vez que passávamos ali tínhamos ótimas lembranças de um tempo mais difícil do que nunca. A casa física rendia boas lembranças e risadas. Estou fazendo esse post hoje para registrar, mesmo que a imagem dela seja a antiga sede da Mkt Virtual pegando fogo. Na real o fogo nunca deixou de pegar no sentido figurado.

Em breve ela será demolida. Segundo o Flávio, a defesa civil já interditou o espaço. Para mim e para o Maurício esse espaço vai lembrar sempre um bebê-prematuro em uma incubadora rudimentar. O bebê cresceu e já fala, escreve, lê. E hoje aprendeu que nunca mais terá contato visual e físico com a incubadora que salvou sua vida frágil em seu começo incerto. É chocante, ficam as lembranças, o calor de um fogo que sempre queimou figurativamente, mas ao contrario do que aconteceu hoje, nunca destruindo. Sempre construindo alguma coisa muito positiva.

Bye, Euclides 63.

Domingo assisti ao filme As melhores coisas do mundo, dirigido pela Laís Bodanzky, roteirizado pelo Luiz Bolognesi e produzido pela Gullane filmes. Quero registrar aqui minha impressões pelo filme,  de forma técnica e passional.

Conheci Laís e Luiz por conta do projeto do site do filme Chega de Saudade, filme que eles lançaram em 2007. É até hoje um dos sites que mais gostei de ter feito. Não foi fácil, mas também não foi difícil, e me ajudou a entender algumas coisas. Fizemos o site sem ter assistido ao filme, e para minha surpresa, depois que assisti fiquei ainda mais contente com o projeto. Estava absolutamente contextualizado e era tão poético quanto o filme. Chega de Saudade é uma obra-prima do cinema nacional, por seu roteiro, pelo fato de ter sido feito em uma única locação, pelo seu elenco e por uma trilha sonora contagiante. Estou fazendo toda essa introdução no trabalho da Laís porque As melhores coisas do mundo e Chega de Saudade são dois filmes imperdíveis e muito paralelos.

As melhores coisas fala do momento de ruptura onde alguns personagens adolescentes do filme começam a perceber seu processo de adultização, de encarar fatos da vida real de frente, de lidar com problemas familiares e de desigualdade. Chega de Saudade é o oposto, tratando de forma bastante sutil da adolescentização da velhice, do momento e do ambiente onde quem já viveu muito deseja viver e reviver suas aventuras, no mundo paralelo dos bailes, entre amigos e amores. Ambos tem muita coisa em comum, como a participação de não-atores, Paulo Vilhena, e uma delicadeza que pune os menos atentos.

Privilegiados são os adolescentes de hoje que ganharam de presente um filme que retrata uma realidade bem próxima da educação de classe-média brasileira, sem padrões americanos de escolas luxuosas, irmãdades delta-beta-phi, e mundos irreais com personagens maquiados para estudar.

Não quero comentar cada fato do filme para não cantar a bola para quem não viu. Mas vá com a certeza de que o cinema nacional mudou. As salas estão mais cheias, Chico Xavier tem arrastado multidões e As melhores coisas do mundo está indo pelo mesmo caminho, chamando de adolescentes (cri-cris ou não) a pais, professores, ou, como eu, ex-adolescentes.

Depois de assistir o filme As melhores coisas, dá pra sair com a pergunta na cabeça: será que já somos adultos? E, depois de ver Chega de Saudade, quando eu for mais velha, quero pensar: será que ainda somos adultos?

Vale a pena ler
As melhores coisas do mundo, por Rafael Gomes

Vale a pena ver
http://twitter.com/asmelhoresfilme

Romantismo X Realismo = Flash X HTML?

Apr 17, 2010 Author: Ludmilla Rossi | Filed under: arte, trabalho

“O romantismo era a apoteose do sentimento…”

Esta semana no e-mail coletivo da empresa, pintou uma discussão iniciada pelo Fábio (de uma forma bem interessante) sobre o alarme na comunidade Flash sobre Flash, HTML 5, etc, etc, etc. A briguinha entre definir “fazer em Flash’ ou “fazer em HTML” é sooooooo “two-thousand-seven” mas até hoje é comum ver comentários e dissertações sobre isso, além da natural dúvida dos clientes que atualmente estão menos firulentos (no bom sentido) e mais objetivos em seus projetos, e querem saber que caminho tomar.

A resposta é sempre a mais óbvia e simples possível: como toda a ferramenta e recursos, eles precisam ser equilibrados em uma medida certa. E qual é a medida certa? É aquela que é a intersecção entre as demandas do projeto X idéia X expectativa de resultados. E isso só a experiência do dia-a-dia de árduos projetos, entre sucessos e fracassos, ensinará.

Fazendo um paralelo com a história dos estilos artísticos da humanidade, vejo como a ruptura entre o romantismo e o realismo se expressa nos dias de hoje, nessa mesma reação extrema ao Flash ou ao HTML. Comparemos o romantismo com o nosso deslumbramento latino por tudo que é sensorial, idealizado. Segundo a Wikipedia, “o drama humano, amores trágicos, ideais utópicos e desejos de escapismo”. Vejo isso absolutamente refletido em uma etapa em que conseguíamos ver somente o Flash para solução de todos os problemas, com a filosofia de que quanto mais idealista, mais mágico e escapista fosse o projeto, mais ele funcionaria. E funcionou (de verdade), durante um bom tempo. Há uns bons anos atrás todos queriam as incríveis Flash Intros, cheias de palavras idealistas (Qualidade, excelência, liderança, tradição, inovação, tecnologia… e assim por diante), e nós, em atitudes românticas e idealistas também executávamos aqueles projetos acreditando que eles refletiam. Colocávamos muito sentimento e subjetivismo ali, era a idealização da realidade.

Como protesto ao romantismo, nas belas artes, veio o realismo, que “olha o futuro e tem fé na ciência e no progresso”, menos egocêntrico, subjetivo e idealizado. O realismo, como obviamente diz seu nome, descreve a realidade com uma linguagem clara, simples e natural.

renoirwomanwithaaat
A woman with a car, Renoir - Esse quadro acho q é impressionista,
não tem nada a ver com o que eu estou dizendo, hehehehe!

Essa frase define o que eu quero dizer: “A passagem do Romantismo para o Realismo, corresponde uma mudança do belo e ideal para o real e objetivo”. Nada define melhor o momento que estamos vivendo na web agora e em toda a sua amplitude de comunicação. Redes sociais, convergência, comunidades, profiles públicos e compartilhamento de conteúdo, tudo bem real e idealizado apenas quando o universo individual daquele usuário é romântico (Vou explicar: uma teenager que photoshopa sua foto tirando suas espinhas e parecendo ser bem mais bonita do que pessoalmente, isso é romântico… essa mesma teenager colocando sua foto sem retoque em cima de uma cama bagunçada com paredes desgastadas, isso é realismo…).

O realismo tem sua criação feita de reflexão e análise, puro reflexo de como estamos buscando pensar hoje. E ás vezes para concluir que o que funciona é o romantismo realista ou um realismo romântico.

Ao olhar duas obras de arte (uma realista, outra romântica) é possível dizer qual é a melhor? Definitivamente não. Mas dá para dizer qual é a melhor dentro de um determinado contexto? Sim. Seja esse contexto atrair visitantes para um museu, ou decorar a sala de um colecionador de arte megalomaníaco.

Hoje, após várias reflexões e algumas bateções de cabeça é importante pensar nisso, para encontrar um equilíbrio entre todo o sentimento que podemos oferecer, e toda a objetividade que o público espera, nunca deixando um protestar contra o outro, mas sim assimilando que ambos foram (e estão sendo) fundamentais para a humanidade escrever sua história na literatura, na escultura, na pintura e na comunicação.

E agora, eu começo a achar que o IPad é puro impressionismo…

Perguntas e respostas para trabalho acadêmico

Apr 15, 2010 Author: Ludmilla Rossi | Filed under: Diarinho

Semana passada fui convidada pela Renata, que faz MBA na Unimonte em Santos para responder algumas perguntas sobre a Mkt Virtual e sobre a minha pessoa. O professor Santiago citou a Mkt Virtual como um case da região do ponto de vista do empreendedorismo jovem.

Quando recebi as perguntas da Renata, fiquei com vontade de publicá-las no meu blog, porque de fato isso é um exercício mental, de perguntas que você sabe a resposta, mas na hora de verbalizar de forma concisa… fodeu. E eu respondi abaixo, com total transparência visto que é um trabalho acadêmico. Ou seja, se é pra ensinar algo ou alguém, que seja genuíno para mim mesma.

Quem é Ludmilla Rossi? Sua formação?
Sou uma designer hiper entusiasmada com a possibilidade de escrever e fazer a história de uma empresa. Minha formação é o auto-didatismo, tanto em design como em empreendedorismo. Academicamente fiz 1 ano de publicidade e propaganda, tranquei para abrir a Mkt Virtual (este ano voltei a fazer faculdade, por hobby e estou cursando design de interiores). Meus pais foram neutros e levemente relutantes quando eu disse que abriria uma empresa, mas acho que ambos contribuiram muito para eu me “formar” como empreendedora.

O que faz a Mkt Virtual?
Projetos de Internet, já fomos uma produtora de sites, hoje estamos na transição entre uma produtora e uma empresa de comunicação on-line. Desenvolvemos sites, serviços on-line, blogs e aplicativos multimídia em diversas tecnologias, além do desenvolvimento de estratégias de comunicação 100% focadas na web.

Como tudo surgiu? Qual foi a idéia inicial?
Em 1996 comecei a ‘brincar’ com a web. Um amigo me ensinou a criar sites bem simples, através de um editor de textos. Alguns meses depois descobri o Photoshop, e comecei a prospectar clientes através de lista telefônica. A partir de 98/99 virei freelancer, enquanto estava no terceiro colegial. Na sequência arranjei um emprego em uma loja de produtos fotográficos e me ofereci para fazer o site da loja. O dono me indicou para alguns amigos dele, e assim ganhei uma experiência maior. Saí deste emprego, entrei na faculdade e já engatei um estágio, onde cuidava dos sites desta empresa (na época, uma editora). E este meu ex-chefe que acabou viabilizando o fato de nascer uma empresa chamada Mkt Virtual. Eu sempre quis ter uma empresa, comentei isso com ele algumas vezes. Como forma de reter a minha mão-de-obra (obviamente na época eu não sabia disso) e unindo isso com uma visão de mercado, ele alocou uma sala pequena atrás da empresa dele. A idéia era que ele cuidasse do administrativo e comercial, e eu ficaria com a área de criação, e precisávamos de mais um sócio para cuidar da área de tecnologia. Sugeri do meu namorado entrar na sociedade por já termos feito alguns freelas juntos, e na época ele estava iniciando na área de programação. A idéia sempre foi ser uma agência web. No mesmo ano “compramos” a parte do chefe-sócio da empresa, que hoje continua sendo um grande amigo e incentivador.

O sonho virou realidade quando?
Em 2001 saímos da sala incubada do meu ex-chefe, e aí a empresa tomou forma (e se tornou formal).

Você se considera… gerente, chefe ou líder?
Um pouco dos três, dependendo do dia, do período do ano, da situação. Acho melhor fazer essa pergunta aos colaboradores da Mkt Virtual para ter uma resposta mais precisa. :)

E o futuro da MKT Virtual em 2 anos? Como vai ser?
Difícil fazer previsões em um mercado como o nosso. Hoje não fazemos nada igual ao que fazíamos quando abrimos a Mkt Virtual em 2001. Imagino a Mkt Virtual continuar sua curva de crescimento de forma muito sustentável, e iniciando alguns novos núcleos de negócios que não existem hoje. Há cinco anos atrás não se falava em mídias sociais, hoje somos muito requisitados para este tipo de trabalho. O que queremos ter daqui a 2 anos e ainda por tempo indeterminado são determinados valores que nasceram conosco.

Sonho de consumo (pessoal e profissional)?
Profissionalmente e pessoalmente é ter uma empresa que consiga viabilizar sonhos de todos os colaboradores (incluindo os meus) e implantar a “felicidade interna bruta” como um conceito global. Tudo isso tendo lucro, proporcionando um ambiente de trabalho humano e uma relação muito humana e amigável com clientes e fornecedores. Pessoalmente, nada megalomaníaco. Estabilidade, poder tirar férias e viajar, ter tempo para hobbies, tudo isso com plena satisfação no trabalho.

O fracasso ainda assusta?
Nunca assustou pra valer pelo fato de eu sempre estar cegamente apaixonada pelo meu negócio, mas o fracasso precisa estar sempre presente em micro-escalas para ensinar lições. Fracasso não é falência, quebra e perda. Para mim o fracasso vai desde a perda de uma concorrência, passar uma percepção errada para os funcionários, até uma brincadeira fora de hora. Quando você é empreendedor, você não tem um chefe que te ensina ou reprime por uma atitude errada. Geralmente este “chefe” é abstrato e ele se chama fracasso.

Se você fosse recomeçar, como faria?
Primeiro avaliaria o que deu errado. Depois provavelmente montaria um novo negócio, dentro da área de Internet, comunicação, artes mesmo.

Qual o seu lema atual? O que você leva como lição de vida?
Difícil definir o meu lema, mas essa frase me inspira e é uma lição:
“Existem homens que lutam um dia e são bons; existem outros que lutam um ano e são melhores; existem aqueles que lutam muitos anos e são muito bons. Porém, existem os que lutam toda a vida. Estes são os imprescindíveis.”
Bertolt Brechet

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