Ain´t no mountain high enough

21 October, 2010

Why does de web love cats? GENIAL!

Filed under: Gatos — Tags: , — Ludmilla Rossi @ 10:36 pm

Por que a web ama os gatos?

Note, leia, super relevante!

http://mashable.com/2010/10/21/why-does-the-web-love-cats/

Assim que eu tiver tempo volto com a programação normal e posts sobre a viagem (sim, estou prometendo sem saber se vou cumprir!)

5 June, 2010

O propósito do meu blog

Filed under: Diarinho, Idiotices, Interessante — Tags: , , , — Ludmilla Rossi @ 12:12 am

Comecei meu blog sem muito propósito. Era para ser um espaço, um diarinho descompromissado, para eu escrever algumas coisas, dividir umas músicas, desenhos, textos e referências da minha vida. Comecei a brincar de blog em 2007, já fazem 3 anos. Na real em 2002 tive um blog, onde era hostee de uma amiga virtual blogueira celebridade da época (Yael, que perdi contato). Durou pouco tempo, porque eu chamava de “blog” um HTM que eu atualizava na mão (hahaha).

Enfim, 5 anos depois criei esse blog. O seu nome faz todo sentido para mim, só não ouço tanto essa música como ouvia em 2007, mas ela permanece como um hino na minha vida. Ain´´t no mountain high enough, ain´t no river wide enough…

Cá estou querendo fazer um exercício mental do papel do meu blog hoje e cruzar isso com a minha idade, função e personalidade.

Tinha 20 anos quando inaugurei o meu primeiro blog. E 25 quando inaugurei esse. E agora tenho 28. Estou mais perto dos 30 anos, que tem se mostrado a idade mais assustadora (não para mim, mas para todos os meus amigos). Sinceramente eu tinha mais medo de fazer 15 do que de fazer 30. Tem coisa mais assustadora do que uma festa de 15 anos? Aquele vestido horroroso, aquelas roupas e cerimonial brega, a dancinha com um garoto na puberdade, as espadinhas e toda vibe “Back for good” dessas festas? Gente, obrigada pai, obrigada mãe por terem aceitado a minha “anarquia econômica” da época de ter banido festas de 15 anos da nossa família enquanto minhas amigas contavam cada segundo para “o grande dia”. Obrigada meu Deus por eu ter tido a brilhante idéia de viajar com mais 2 amigos e meu namorado + minha família como “troca” de uma festa que se transformaria em pó, constrangimento e fotos bizarras. Amém.

Voltando ao foco, de fato eu farei 3o anos em 2 anos. Isso não me alarma absurdamente, pois estou há 15 anos em processo de adultização, com frequentes recaídas. Às vezes, ou quase sempre, tenho toda a certeza do mundo que tenho 23 anos. E não sei explicar porque. Na realidade eu só percebo que vou fazer 30 anos quando vejo que a maior parte dos meus funcionários é mais nova do que eu. Sério, antes não era assim. Antes eu era mais nova que as pessoas que trabalhavam comigo. Hoje é o inverso…

Qual a diferença do meu blog aos 25 e aos 30? Antes eu anotava alguns pensamentos metafóricos, hoje eu prefiro escrever um pouco mais. Às vezes me poupo de escrever um pouco também, por considerar certos temas profundos, reflexivos ou partidários demais para um blog bastante fútil (futilidade é legal, acreditem!). Às vezes me poupo um pouco também por ter muita vontade de retratar fatos que acontecem na minha vida profissional, como empreendedora, fornecedora, e resumindo, chefe. Talvez esse post tenha a função de me encorajar a dividir essas coisas, ou apresentar pontos de vista, não sei. Acho que seria útil.

Não é o meu propósito tornar o blog formal, e deixar minhas meninices e futilidades de lado. Sim, adooooro maquiagens, comprinhas, moda, acessórios, pinturas, restaurantes gostosos, programas de índio entre outras coisas. Talvez eu precise de um novo layout, onde eu consiga segmentar isso de uma forma mais legal. Simples.

Isso tem a ver com a minha função. Difícil definir a minha função, mas acho que já fiz tanta coisa que a define. Muita coisa profissionalmente, muita coisa executada, tantas situações, vontade de resolver coisas, de ajudar pessoas, de contar histórias. Acho que essa é minha função, e pouco compartilhei 9 anos de experiência e muito auto-didatismo e aprendizado com funcionários. Aliás, poucas pessoas que lêem esse blog sabem o que realmente sou e faço. Meu about não diz muita coisa, e eu também nunca fiz muita questão de explicar claramente aqui meus papéis nesse mundo.

Isso tem a ver com a minha personalidade. Ok, um pouco atabascada, assumo. Quando as pessoas me falam isso “você tem personalidade forte” eu reluto um pouco, mas às vezes passo a acreditar lentamente nisso. Não gosto por ser um rótulo, mas olhando para trás sei o quanto isso trouxe de bom, e ás vezes de ruim. Prefiro focar no que trouxe de bom, e trazer um pouco mais de auto-controle para lapidar os erros que cometi por excesso de sinceridade, de falar o que eu realmente penso ou de agir da forma que eu acreditei ser a mais correta para o momento. Essa é a principal vantagem de fazer 30 anos: você poder assumir isso e foda-se. Afinal, agora, literalmente sou eu (e o meu trabalho) que paga as minhas contas, não é mesmo? O lado bom da minha personalidade também pode ser útil por aqui. Falar o que penso funcionou na maioria dos casos e faço isso bastante, falar tudo o que penso pode ser avaliado.


Um adendo, eu adorava falar isso quando tinha 18 anos e agora vejo como eu fui idiota, já que eu não pagava as minhas contas, e sim as minhas futilidades, hahaha. Ok, com 18 anos a gente se acha muito esperto, é um consenso coletivo da minha geração.

Por fim, a minha grande conclusão. Preciso transpor a realidade do meu blog para quem realmente sou hoje, sem omitir tanta coisa. Uma “garota” de 30 anos, em processo de adultização contínuo e eterno, e que acredita que isso não precisa ser chato. Uma profissional com uns bons anos de estrada, vivência na carne e crânio rachado por isso. E com uma função, na qual eu acredito muito, que é fazer as coisas que eu acredito, como eu acredito, com outras pessoas que acreditam.

31 May, 2010

Meu Diário de Estilo

Filed under: Blogroll, Blogs que gosto, moda — Tags: , , , — Ludmilla Rossi @ 11:03 pm

Blog novo no pedaço - Meu Diário de Estilo -, comentários pertinentes de quem tem um senso estético apuradíssimo! Apresento a vocês Grazi & Lela, acesse sempre, bookmark, assine o feed… vale a pena.

http://meudiariodestilo.wordpress.com

A-D-O-R-E-I

2 July, 2009

Já pensou?

Filed under: Coisas bonitas, Coisas legais, Diarinho, Livros, Maquiagem, moda — Tags: , , , — Ludmilla Rossi @ 11:13 pm

Quem assina esse texto abaixo é Cristiana Guerra do blog “Hoje eu vou assim“. Cristiana virou  um fenômeno na blogosfera depois de criar o Para Francisco, um blog para o seu filho ter recordações do pai que não chegou a conhecer. Por trás de toda essa história triste tem uma redatora criativa, inspirada e inspiradora. Seus textos são muito bons. Por isso, de toda essa história saiu um livro (homônimo do blog PARA FRANCISCO), que eu li em uma tarde. MARAVILHOSO.

Já pensou? Já parou pra pensar que você é sua própria estilista? Que ao acordar você se prepara para um desfile diário, voluntário ou não, e ao se vestir faz suas escolhas? Já parou pra pensar que, assim como o estilista elege cores, formas, texturas, estampas, você seleciona as suas entre o que está disponível por aí? Que, como os estilistas, você também é influenciada pelo mundo que está à sua volta e pelo seu próprio humor, pelas alegrias e tristezas, dias de tédio ou paixão? Que ao fazer uma simples combinação de cores, texturas, estilos, você está mostrando a sua forma de ver a vida? Já parou pra pensar que a moda pode ser futilidade quando dela somos escravos, mas pode ser arte quando a usamos como forma de expressão? Que a escolha de uma roupa para vestir não precisa se pautar por ela ser ou não tendência, mas por combinar ou não com você? Já parou pra pensar em novas combinações para velhas peças? Já parou pra pensar que tem dias que a gente é criativo e, em outros, alguém já foi criativo por nós, e isso facilita? E que nessas horas você veste a sua admiração por um artista? Já parou pra pensar que o seu guarda-roupas é a sua coleção? Que a moda pode ter tanta inspiração quanto um quadro, uma escultura, uma música, um filme? Que a moda pode ser arte andando por aí? Já parou pra pensar nisso? Eu já.”

Admiro duplamente Cristiana, por 2 questões: a primeira pela lição de superação. Por esse fator, todo mundo a entende a admira. Pelo fato de ter superado uma grande perda, enquanto estava grávida. Roteiro digno de um filme bem triste.

A outra razão, pouca gente talvez entenda, mas é explicada pelo texto que coloquei aí em cima. O texto de Cristiana explica bem a relação que tenho com o meu guarda-roupa. Algumas pessoas colecionam selos, outras moedas, outras canetas, outras jogos de videogame, outras miniaturas. Eu gosto de colecionar roupas, sapatos e adjacentes. Não que eu tenha uma coleção digna de grande destaque, mas a minha empolgação por uma blusa bem cortada ou pelo brilho de um poliéster verde-limão, não é simplesmente um ato consumista, e sim todo um contexto próprio. Misturando ainda com o lado profissional, essa relação se torna ainda mais incrível. A possibilidade de vestir patterns, texturas, brilhos me encantam: como designer, como consumidora, como espectadora. E é por isso que eu acho o máximo entrar numa loja de departamentos e se servir com sua própria triagem. É o máximo ir a um centrão de cidade e garimpar as lojas de massa atrás de peças que se transformam se associadas a outras. É emocionante acompanhar um desfile de vestuário de luxo. Quem não se encanta com isso? Quem não se encanta com um vestido de redcarpet? Quem não paga um pau para o figurino de um filme? Quem não olha essas fotos da Emma Watson e não se emociona? Tem que ser muito insensível. É bucólico, delicado, agressivo, vadio e luxuoso ao mesmo tempo.

emma-watson-teen-vogue

A conclusão é que, se resumir a achar que a gente veste um bando de paninhos todo dia e que é um absurdo fútil se preocupar com o que vai ser usado diariamente, é uma baita de uma limitação. Não se preocupar com isso é aceitável. Condenar isso, rotulando como “coisa de gente fútil” é o bizarro. E tão bizarro quanto isso, são aquelas pessoas que vivem para o que é tendência. Moda não é um coletivo de vítimas da moda. Moda, no sentido genial da palavra, é a sua reunião de sentimentos do dia materializados em pano. Moda é isso.

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