Um blog sobre nada específico, escrito por quem ama gatos, design e gosta de fazer muitas coisas.
Todo mundo fazia aquela cara de “como assim?” quando eu contava que nunca tinha visto nenhum episódio de Sex and the City, que eu não sabia quem era Carrie e Samanta. Pra mim isso nunca foi relevante, nunca fui chegada em seriados que sempre me pareceram novelinhas passadas em Nova York ao invés de no Leblon.
Mas era bem “frustrante” quando eu ouvia o “como assim?” junto do “é a sua cara, vc precisa ver o figurino”. E por isso hoje eu resolvi assistir esse filme. Sim, por causa da futilidade, do figurino cheio de hot brands e de vestidos escalafobéticos. Não esperava grande coisa, mas não assisto filmes esperando grande coisa de todos eles.
E lá fomos nós, assistir esse filme no friozinho debaixo do edredom. E alguns comentários serão registrados abaixo:
Primeiro, a relação da Carrie com sua assistente, principalmente a cena do presente. Achei muito foda a troca dela naquele momento, e o discurso dela sobre a funcionária ter feito alguma diferença na vida dela. Esse vídeo deveria sim ser usado como instrumento motivacional em empresas, hehehe. A assistente dela cumpre um papel essencial e fundamental para a reengenharia do momento.
A amizade entre as 4, franca, sincera, sem melindres. O debate entre os escapes e futulidades de cada uma. A cena de reencontro.
E, principalmente a libertação de rótulos, selos, embalagens e triagens das quais os seres humanos fazem questão de se classificar e se alojar em prateleiras sociais.
Tirando os clichês, realmente o filme é bem bacana, pelos seus pontos altos - e o figurino é só um deles.
“Some labels are best left in the closet.” ou “We were perfectly happy before we decided to live happily ever after.” são duas boas frases de Sex and the City.
Domingo assisti ao filme As melhores coisas do mundo, dirigido pela Laís Bodanzky, roteirizado pelo Luiz Bolognesi e produzido pela Gullane filmes. Quero registrar aqui minha impressões pelo filme, de forma técnica e passional.
Conheci Laís e Luiz por conta do projeto do site do filme Chega de Saudade, filme que eles lançaram em 2007. É até hoje um dos sites que mais gostei de ter feito. Não foi fácil, mas também não foi difícil, e me ajudou a entender algumas coisas. Fizemos o site sem ter assistido ao filme, e para minha surpresa, depois que assisti fiquei ainda mais contente com o projeto. Estava absolutamente contextualizado e era tão poético quanto o filme. Chega de Saudade é uma obra-prima do cinema nacional, por seu roteiro, pelo fato de ter sido feito em uma única locação, pelo seu elenco e por uma trilha sonora contagiante. Estou fazendo toda essa introdução no trabalho da Laís porque As melhores coisas do mundo e Chega de Saudade são dois filmes imperdíveis e muito paralelos.
As melhores coisas fala do momento de ruptura onde alguns personagens adolescentes do filme começam a perceber seu processo de adultização, de encarar fatos da vida real de frente, de lidar com problemas familiares e de desigualdade. Chega de Saudade é o oposto, tratando de forma bastante sutil da adolescentização da velhice, do momento e do ambiente onde quem já viveu muito deseja viver e reviver suas aventuras, no mundo paralelo dos bailes, entre amigos e amores. Ambos tem muita coisa em comum, como a participação de não-atores, Paulo Vilhena, e uma delicadeza que pune os menos atentos.
Privilegiados são os adolescentes de hoje que ganharam de presente um filme que retrata uma realidade bem próxima da educação de classe-média brasileira, sem padrões americanos de escolas luxuosas, irmãdades delta-beta-phi, e mundos irreais com personagens maquiados para estudar.
Não quero comentar cada fato do filme para não cantar a bola para quem não viu. Mas vá com a certeza de que o cinema nacional mudou. As salas estão mais cheias, Chico Xavier tem arrastado multidões e As melhores coisas do mundo está indo pelo mesmo caminho, chamando de adolescentes (cri-cris ou não) a pais, professores, ou, como eu, ex-adolescentes.
Depois de assistir o filme As melhores coisas, dá pra sair com a pergunta na cabeça: será que já somos adultos? E, depois de ver Chega de Saudade, quando eu for mais velha, quero pensar: será que ainda somos adultos?
Vale a pena ler
As melhores coisas do mundo, por Rafael Gomes
Vale a pena ver
http://twitter.com/asmelhoresfilme
Tá, todo mundo paga pau pro Spike Jonze e blá blá blá, mas isso aqui é muito foda.
Controverso o fato de ter hora certa pra começar a assistir, né? Afinal estamos na Internet, a terra de tudo disponível a qualquer hora. Mas essa limitaçãozinha gerou o buzz e a sensação de glamour orgânica do cinema. Uhu! Da primeira vez que tentei assistir já começou direto, só que no meio do curta a idiotona aqui fechou a janela sem querer, e advinha? Tive que esperar a outra sessão.
Vale a pena.
O curta é lindo, poético, fofo, tocante, timeless. Pra quem duvida, o trailer:
Amor puro. Não deixe de assistir…
Ordinary is no place to be.
Vou anotar o resumo cinematográfico das minhas férias aqui. Tinha como meta assistir pelo menos 5 filmes no cinema.
AVATAR
Gostei, não achei tudo isso. Foi mais buzz do que filme em si. O roteiro é meio nhé, mas a direção de arte é bem bacana. Tem seus méritos total, especialmente por estar formando filas homéricas nos cinemas diariamente, coisa que eu não via acontecer faz tempo.
ENCONTRO DE CASAIS
Candidato excelente a filme de Sessão da Tarde em 2012. Bonitinho, engraçadinho.
JULIE & JULIA
Amei! O filme diz “que manteiga melhora tudo”*! A atriz que faz a Julia é muito fofa, e Julie é nada menos que Meryl Streep. O interessante é que no filme a Meryl Streep é casada com o Stanley Tucci, que faz o Nigel de O Diabo Veste Prada. Boa parte do filme se passa em Paris, figurino e cenários lindos. Foi o que mais valeu a pena assistir.* Minha vó sabia disso, ela colocava manteiga em tudo, principalmente nos molhos de tomate. Genial.
CONTATOS DE QUARTO GRAU
Bruxa de Blair wannabe total. Não curti não. Milla Jovovich bem ruinzinha nesse filme.
LULA, O FILHO DO BRASIL
Bom, fazia tempo que eu não assistia a um filme nacional no cinema. Gostei do filme, super bem produzido. Me chamou a atenção o fato que no começo do filme aparece o aviso que “este filme foi produzido sem utilizar recursos de leis de incentivo”. Qual seria a razão disso? Vale a pena ver no cinema.
Na TV, assisti outros dois filmes
LICENCE TO WED
Com o Robin Willians, bobinho, comediazinha 3 estrelas no máximo.
ZOHAN
Ri muito. Nada genial, mas o fato do israelense escovar o dente com pasta homus é hilário!
Hoje vi o trailer do filme Alice no País das Maravilhas, do Tim Burton. Aliás, só realmente vi algum valor poético no trabalho dele depois de ver Peixe Grande, que amei. Tô curiosíssima pra ver o Alice, que me parece aquele filme que vou idolatrar pro resto da vida. È uma das histórias infantis que mais amo, acho que é pelo fato de ter gatos malandros na parada né? Rs…
Bom, vi o trailer, dei uma fuçada no Google e achei essas imagens fantásticas do make desse filme. SENSACIONAL!
Visual AHASADOR. Dá vontade de tentar reproduzir essas maquiagens…

Tá, filme bobo, lalala, eu sei. Eu não veria esse filme no cinema (pagando 13 pila no Cinemark, never) jamais, mas há várias semanas ganhei um ingresso depois que comi uma sobremesa no Fifties, e aí não podia deixar de ir né? Arrastei o Maurício, o Mad e a Letícia pra assistir o filme (pagando meia), e é claro que eu sabia que eles iam me xingar pelo teor Sessão da Tarde do filme. Bom, whatever, eu tenho uma tolerância alta a filmes bobos, a cenas bobas, a única coisa que eu não tolero é final bobo. E esse filme é bonitinho do começo ao fim com cenas exageradas e adolescentes no meio, que são anuladas pelo figurino e fotografia multicolorida.
O ponto alto do filme são as cenas dos manequins interagindo, achei aquilo sensacional. Pra quem curte um shopping, uma liquidação, as letras garrafais de 50% de desconto na vitrine, o filme é bem divertido. Não acho que comprar seja uma sensação tãoooo legal como a descrita no filme (o mundo não é melhor porque vc compra e odeio passar as coisas no crédito, argh). O fato é que tem gente que se diverte jogando futebol, outras se divertem jogando poker, outras fumando maconha, outras assistindo TV, e outras tentand montar puzzles incríveis entre as peças do seu guarda-roupa, e aquelas outras que (ainda) estão no shopping (ou melhor, na lojinha do bairro).
Imagine uma espécie de Michael Moore mais indignado, espiritualizado e neurótico (no bom sentido). Este parece ser Peter Joseph, diretor de Zeigeist. Há dias estou com esse link para ver em meu e-mail, e só parei hoje. Quase duas horas de conteúdo que deixariam em choque de vovozinhas a teenagers.
A proposta é legal, mas pode ser contraditória. Fala-se muito de controle da informação, manipulação e fazer os americanos de fantoches alienados, mas para mim é no mínimo contraditório manipular as pessoas a acreditar que a maior parte dos americanos são alienados, mal educados e bobos como o vídeo prega. Esse anti-americanismo irrita, assim como o americanismo das patricinhas que vestiam Keds com a bandeira dos USA irritava na década de 90.
O vídeo faz também uma crítica ao IRS, falando do seu inconstitucionalismo. Eu queria saber mesmo é se Peter Joseph abrisse uma pequena empresa no Brasil (uma LTDA que não se enquadrasse no Simples por vários motivos), o que ele falaria das nossas belas siglas: ISS, INSS, GPS, PIS, COFINS, CSLL, IRPF, IRPJ… acho que ele faria um longa metragem “The conspiration of Brazilian Taxes”, e acharia até Jesus Cristo no meio de tudo isso. A gente tem praticamente um imposto diferente para cada signo do zodíaco, ou para cada apóstolo se ele preferir!
Bom, o filme dá medo, a introdução é chata pra caraleo (se vc quiser pular direto para o terceiro minuto do filme, recomendo, vc economizará 3 minutos da sua vida), a parte que fala da religião é evasiva mas interessante. Vale a pena assistir para depois virar assunto em mesa de bar.
O grande mérito é o trabalho de pesquisa de dados, de imagens e o bom humor de algumas montagens. Assista, eu recomendo. Mas gostei muuuuito mais desse aqui:
DOMINGO
Coração de Tinta (www.coracaodetinta.com.br)
SEGUNDA
Ponto de vista
TERÇA
Marley & Eu
QUARTA
Nação Fast Food
QUINTA
Zagati (Curta-metragem) e Os embalos de sábado a noite continuam
SEXTA
O estranho caso de Benjamin Button (ou whatever)
SÁBADO
21 Gramas (dormi antes de acabar)