Opiniões sobre A Rede Social
Acabei de assistir A Rede Social, que é um filme obrigatório para quem trabalha com Internet. Acho que daqui a uns bons anos, A Rede Social estará para a web, bem como A Branca de Neve está para o mercado de animação. Com clichês de heróis, vilões, maçã podre e tudo mais.
Primeiro que esse post vai ser meio spoiler mesmo, eu não ligo muito em ler spoilers. Então quero comentar o que considerei ponto forte do filme. Vamos lá, então.
O nerd
A figura do “nerd”, super cheia de clichês, problemas, falta de amigos, mulheres, sexo, centrado só no trabalho, psicótico, bizarro, “the-way-of-the-future”. Vamos combinar né gente, esse tempo já passou. Até 2000, 2001 nerds éramos aqueles que já tinhamos e-mails, icq, mirc, íamos a encontros presenciais com outros nerds. Se tínhamos um site então, tínhamos um status nerd ainda maior. Passou. Hoje ser nerd é cool, ser nerd e trabalhar com Internet hoje é tão cool quanto ser “publicitário” na década de 80. O filme retrata a coolzice de Zuckerberg só no chinelo. De resto ele é uma figura de nerd bizarra cada vez mais rara…
O programador
Só quem trabalha com Internet também sabe o que é tomar cano de programador, principalmente um que você mal conhece e com um projeto iniciante. Aquelas cenas doeram no fundinho da alma. Não é a minha situação atual, mas há 6 ou 5 anos fui muito enrolada por programador, e rolou uma identificação, sabe?
Os belos e ricos
Para quem pertence a uma classe média quase decadente, e estudou em escola particular com a classe média ascendente ou ricos emuladores de classe média é perceptível ver um retrato ali. Toda escola particular tinha seus nichos de CDFs (sinônimo vintage de nerd), dos burrinhos vagabundos, dos ricos e belos, que pareciam poder e ter qualquer coisa. Os belos e ricos são representados pelos gêmeos, que oferecem um serviço ao Zuckerberg, provocando nele o insight do Facebook. E dali fica difícil discutir quem veio antes, apesar de ser muito óbvio que o nome “HarvardConnection” - extremamente segmentado - proporcionaria o alcance promovido pelo Facebook. Mas os belos e bem nascidos se sentem prejudicados e levam 65 milhões de dólares depois de um acordo. O HarvardConnection levantaria essa quantia de dinheiro? Fica uma boa pergunta.
Dinheiro
O filme coloca Zuckerberg com um grande desapego a dinheiro, cujas motivações eram outras, mas o filme não deixa claro quais. Inicialmente o kick da namorada, mas e depois? A relação dele com o dinheiro é estranha mas ao mesmo tempo bonita, quando não hesita em dividir porcentagens com outras pessoas, não parece movido pelo dinheiro (exemplo bastante comum entre empreendedores super bem sucedidos).
Maçã podre
Fica muito spoiler dissertar sobre isso, mas se tem maçã podre no filme, não é o Zuckerberg. Idéias erradas, influências, visões distorcidas, e exageros = destruição de amizades. Assista e conclua.
Final feliz (?)
Todo mundo briga, treta, para de se falar mas continua rico e famoso pra caralho. Is that the final goal?
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Gostei muito do filme. Mais do que gosto do Facebook como pessoa física.












