Um blog sobre nada específico, escrito por quem ama gatos, design e gosta de fazer muitas coisas.

Tá, filme bobo, lalala, eu sei. Eu não veria esse filme no cinema (pagando 13 pila no Cinemark, never) jamais, mas há várias semanas ganhei um ingresso depois que comi uma sobremesa no Fifties, e aí não podia deixar de ir né? Arrastei o Maurício, o Mad e a Letícia pra assistir o filme (pagando meia), e é claro que eu sabia que eles iam me xingar pelo teor Sessão da Tarde do filme. Bom, whatever, eu tenho uma tolerância alta a filmes bobos, a cenas bobas, a única coisa que eu não tolero é final bobo. E esse filme é bonitinho do começo ao fim com cenas exageradas e adolescentes no meio, que são anuladas pelo figurino e fotografia multicolorida.
O ponto alto do filme são as cenas dos manequins interagindo, achei aquilo sensacional. Pra quem curte um shopping, uma liquidação, as letras garrafais de 50% de desconto na vitrine, o filme é bem divertido. Não acho que comprar seja uma sensação tãoooo legal como a descrita no filme (o mundo não é melhor porque vc compra e odeio passar as coisas no crédito, argh). O fato é que tem gente que se diverte jogando futebol, outras se divertem jogando poker, outras fumando maconha, outras assistindo TV, e outras tentand montar puzzles incríveis entre as peças do seu guarda-roupa, e aquelas outras que (ainda) estão no shopping (ou melhor, na lojinha do bairro).
Para deixar registrado aqui um incidente que rolou ontem em um shopping center de Santos, poupando-lhes dos detalhes que identifiquem tal pessoa (talvez apenas por enquanto).
Me assusta o número de profissionais despreparados que temos no varejo em Santos, se é que podemos chamá-los de profissionais. Santos é repleta de marcas pequenas e mini-lojas gerenciadas por comerciantes de bairro que foram para os shoppings, e até aí, no problems. Geralmente nesses casos você é atendido relativamente bem, sem muita técnica mas com bastante feeling, às vezes um pouco exagerado.
O problema é quando uma grande marca nacionalmente famosa coloca gerente despreparada para lidar com clientes e com vendedores. Sem uma boa liderança, é ímpossível conseguir bons vendedores, e ou a loja vai pro buraco, ou a clientela precisa ser composta de gente muito burra e ignorante que não entende que o processo de venda não é apenas trocar dinheiro por um produto, e sim toda uma experiência de convencimento e de resultados obtidos em troca de algo que você acha que vale a pena. Complexo, huh? O título faz alusão ao que eu vi ontem, uma senhora que não faz idéia do meu potencial de compra (sem saber se ele é grande ou pequeno), sem saber NADA sobre a minha conexão com a marca que ela atende, e certamente me fazendo desistir de comprar um alfinete naquela loja. Perdeu, bitch. Se não bastasse isso, a tal senhora, impecavelmente vestida, esquece que as rugas já fazem orgias na cara dela, agindo como uma vendedora de 20 anos de idade, mas esquecendo que o tempo já dobrou a esquina e que seu comportamento não compete e não é exemplo para a hora de meninas que ela gerencia. Péssimo.
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Dentro do mesmo tema, mas partindo para um foco diferente (afinal eu não estava entrando na loja para comprar ontem e nem pedi nada), existem duas situações que eu vejo erros comuns. Eu entro numa loja procurando um sapato verde-limão. Se não tem, a vendedora interpreta meu pedido como bizarro e automaticamente liga a chave de que não tem nada que eu vá gostar na loja, e acaba me oferecendo poucas opções ou nenhuma. De vez em quando gosto de fazer esse teste: entrar numa loja, fazer um pedido esdrúxulo que eu sei que não vai ter, e ver como a vendedora canaliza a energia dela para os produtos que existem na loja (assim demonstrando realmente o quanto está interessada na venda e em resolver o meu problema).
A outra situação é a “venda-insegura”, geralmente acontece quando estou acompanhando alguma amiga que entra numa loja que eu não entraria normalmente. Enquanto eu fico parada eu lembro de alguma coisa que falta no meu guarda-roupa, e sem olhar os padrões estabelecidos jogo a palavra-chave pela mulher e ela tem que ir ao estoque tão rápido quanto o Google e me trazer o resultado da busca de volta. A questão é que ela precisa mesmo ser tão relevante como o Google e me trazer peças conforme eu pedi ou similares, e não qualquer coisa apenas pra empurrar a venda.
Alguns erros cometidos pelos vendedores/gerentes de lojas:
Lojas de departamento são incríveis nesse sentido por cometerem pouquíssimos erros e deixarem o cliente com a liberdade que ele sente que ele merece. E o mais impressionante é como as caixas de lojas de departamento (que lidam com público de A a Z) são hiper educadas, finas, simpáticas, sorridentes, mesmo não ganhando 1 puto de comissão. Não deveria ser ao contrário? As gerentonas e vendedoras de lojas mais finas terem um tato e educação (e raciocínio estratégico…)? Parece que a realidade não é essa, pelo menos aqui em Santos.